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sexta-feira, 26 de maio de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“A vida pede atitude em cada instante, e passa por cima de quem se cala, de  quem aceita, de quem acredita que tudo está irremediavelmente perdido. A  vida desacata quem não se aceita, humilha quem não se valoriza, ensina com  amor os que amam sem medidas, ensina com dor, os que fogem das lições. Um pedaço de você quer tudo, outro quer se esconder. Assim, cabe a você, só  a você, dosar ansiedade e apatia, ter um tempo para criar e outro para executar, falar e ouvir, ensinar e  aprender, caminhar e correr, amar e ser amado, falar baixo e gritar. Ter um  tempo para refletir... Só não vale cruzar os braços, só não vale não ser você, só não vale esquecer:  que nada é mais importante que você.”  (RIVALCIR LIBERATO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

APÓS DELAÇÃO, CRISE CORRÓI VALOR DA JBS E AMEAÇA PLANO DE EXPANSÃO
A crise desencadeada pela delação dos controladores da JBS corroeu o valor da companhia e criou novos riscos para o ambicioso plano de expansão internacional que ela tenta tirar do papel há meses. Alvo de várias ações policiais desde o ano passado, a empresa perdeu 46% do seu valor de mercado na Bolsa desde janeiro —um prejuízo equivalente a R$ 15 bilhões. As ações da JBS subiram 9,53% nesta terça (23), recuperando parte das perdas sofridas na segunda (22), quando o tombo foi de 31,34%. Mas a alta no dia não indica perspectiva melhor, na avaliação dos poucos analistas que se arriscam a delinear cenários para a JBS. Aldo Moniz, analista-chefe da Um Investimentos, diz que surgiram novos fatores de risco para a empresa. A J&F, empresa da família Batista que controla a JBS, está negociando com o Ministério Público Federal um acordo de leniência para continuar tendo acesso a crédito público e terá que pagar uma multa bilionária. Os procuradores pediram R$ 11 bilhões, mas a empresa não aceitou. "Se a companhia hoje vale cerca de R$ 18 bilhões no mercado, R$ 11 bilhões equivale a 61% do valor dela. É muito", afirma Marco Saravalle, da XP Investimentos. A empresa também virou alvo de investigações nos Estados Unidos, e investidores americanos começaram a se mobilizar para processar a JBS na Justiça por perdas sofridas com os seus papeis. A desconfiança dos investidores e a desvalorização das ações fizeram a companhia adiar o plano de lançar ações na Bolsa de Nova York, considerado um passo essencial para que o gigante da carne dê um novo salto em sua expansão internacional. Há uma crise de credibilidade, segundo José Vicente Ferraz, diretor da Informa Economics FNP. "Pode contaminar a imagem internacionalmente. Quem não tem confiança não faz negócio", diz. A desconfiança em relação à empresa pode reduzir sua capacidade de negociação com bancos e fornecedores, mas ainda não há sinais de que isso esteja ocorrendo. "Só será possível ver quão relevante foi o impacto no resultado do próximo trimestre. Mas é uma empresa que tem ativos reais, máquinas, fábricas para deixar de garantia", diz Saravalle, da XP.
VENDA DE ATIVOS
Nesta terça, a agência de notícias Reuters informou que o Bradesco BBI foi contratado pelos donos da JBS para estudar um plano de venda de ativos, para levantar os recursos necessários para pagar a multa do acordo de leniência. Procurada, a assessoria de imprensa da JBS negou. Outras dificuldades podem vir de grandes varejistas, como supermercados e redes de fast-food, que têm em seus respectivos códigos de ética cláusulas que exigem idoneidade de seus fornecedores. E consumidores lançaram campanhas de boicote às marcas da empresa nas redes sociais. Como a empresa cresceu muito no mercado externo nos últimos anos, tem condições de enfrentar a crise sem perda significativa de receitas, dizem analistas. O Brasil representou no ano passado 16% do faturamento da JBS. Além do adiamento do plano de abertura de capital em Nova York, a empresa poderá se ver obrigada a enfrentar uma série de processos nos EUA, segundo a advogada Érica Gorga, professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas). "Os acionistas minoritários vão pleitear indenização pela enorme desvalorização das ações que ocorreu com a divulgação das fraudes e corrupção", afirmou Gorga. O escritório de advocacia americano Rosen Law anunciou nesta semana que busca investidores para uma ação coletiva contra a JBS nos EUA.
OS RISCOS PARA A EMPRESA
PLANO SUSPENSO
A família Batista tem um plano de reorganização do grupo que prevê a abertura do seu capital em Nova York e permitiria um novo salto em sua expansão internacional. A crise suspendeu o plano.
MULTAS
A empresa negocia com o Ministério Público Federal um acordo de leniência para poder continuar com acesso a crédito público. Os procuradores pediram R$ 11 bilhões de multa, mas a JBS disse não.

AÇÕES JUDICIAIS
Como fizeram antes com a Petrobras e a Odebrecht, advogados e investidores começaram a se mexer para processar a JBS nos Estados Unidos, por perdas que teriam sofrido com papeis da empresa.
BOICOTE
Uma campanha nas redes sociais pede o boicote às marcas da JBS. A maior parte das receitas da empresa vem do mercado externo, mas o dano à imagem da empresa pode ser grande no Brasil.


PESQUISA LIGA 52 GENES À INTELIGÊNCIA –E OS MAIS ESPERTOS FUMAM MENOS
Uma equipe de cientistas europeus e americanos anunciou a identificação de 52 genes ligados à inteligência em cerca de 80 mil pessoas. Por cerca de um século, psicólogos vêm estudando a inteligência com testes para habilidades mentais diferentes, mas ainda não se sabe o que no cérebro responde pela característica. Danielle Posthuma, geneticista da Universidade Livre de Amsterdã e principal autora do novo artigo científico, interessou-se pelos estudos de inteligência na década de 1990. "É uma questão de conexões do cérebro ou de neurotransmissores insuficientes?" Ela queria achar os genes que influenciam a inteligência e começou a estudar gêmeos idênticos. Outros estudos também mostraram uma clara influência genética. Avanços na tecnologia de sequenciamento de DNA elevaram a chance de os cientistas acharem genes por trás das diferenças nos testes. Alguns candidatos foram encontrados em populações pequenas, mas seus efeitos não apareciam em estudos maiores. Então os cientistas se voltaram para a análise genômica. A ideia é sequenciar partes de material genético espalhados pelo DNA de pessoas sem qualquer relação, e então ver se as pessoas que compartilham características –como bons resultados em testes de inteligência– também têm o mesmo marcador genético. No novo estudo, 52 genes apareceram com ligações fortes com a inteligência –40 deles eram desconhecidos. Mas trabalhos como esse não significam que a inteligência é estabelecida pelos genes. "Entender a biologia de algo não significa reduzi-la ao determinismo", disse Stuart J. Ritchie, geneticista da Universidade de Edimburgo. Em uma analogia, ele lembra que a miopia é influenciada fortemente pelos genes, mas podemos mudar o ambiente –por meio de óculos. Um melhor entendimento da genética da inteligência possibilitaria encontrar formas melhores de ajudar no desenvolvimento intelectual de crianças. Conhecer as variações genéticas das pessoas auxiliaria os cientistas a medir quão eficazes as diferentes estratégias são. Danielle quer agora entender os 52 genes descobertos. As variações que aumentam a inteligência aparecem com mais frequência em pessoas que nunca fumaram. Algumas também são vistas mais em pessoas que fumaram mas conseguiram parar. Ainda não dá para fazer o que os genes realmente fazem. Quatro deles são conhecidos por controlar o desenvolvimento das células, e três têm uma série de funções dentro dos neurônios. O primeiro passo para cientistas entenderem o que torna esses genes especiais será conduzir experimentos em células de cérebro, em miniversões do órgão, para ver se as diferenças genéticas os fazem se comportar de forma diferente. 

POR QUE É PERIGOSO RECARREGAR O CELULAR EM LUGARES PÚBLICOS
 É uma situação bastante comum. A bateria do seu celular acaba e você, no aeroporto, café ou transporte público, coloca o aparelho para recarregar. Especialistas em segurança alertam, no entanto, que isso pode levar apuros —logo, demanda precauções. "Quando você conecta seu telefone ou tablet (a pontos de recarga) em lugares públicos —um aeroporto, por exemplo—, se um hacker passou por ali antes, ele pode extrair informações do seu aparelho", explicou Samuel Burke, repórter de tecnologia da rede americana de TV CNN, em um programa especial sobre o assunto. Além disso, usar um cabo USB para recarregar o celular conectando-o a um computador ou tablet que você não conhece também está longe de ser a melhor opção. Segundo a empresa de segurança cibernética russa Kaspersky Lab, os celulares deixam expostos um grande número de dados quando estão conectados a computadores, um processo que, no jargão técnico, os especialistas chamam de "aperto de mão". Durante o "aperto de mão", o telefone passa, pelo cabo, informações para o computador. Ele "conta" à máquina, por exemplo, como se chama, qual é seu fabricante, número de série, sistema operacional e até sua lista de arquivos. A partir daí, seu celular pode ficar "infectado" e é possível que uma pessoa monitore as atividades do aparelho usando o ID (código de identificação) do dispositivo, explicam os especialistas da empresa. Entre as consequências mais comuns do "aperto de mão" está a possível invasão do dispositivo por um programa maléfico, malware em inglês, e que pode, por exemplo, bloquear seu acesso a arquivos. Para devolver esse acesso, muitos hackers tentam obrigar o usuário a pagar um "resgate". Outra possível consequência é que vírus podem infectar o aparelho e, disfarçados de páginas oficiais, obter informações pessoais do usuário, como dados bancários.
JUICE-JACKING
Em texto no jornal americano The New York Times, a repórter de tecnologia da publicação, J.D. Biersdorfer, disse que a cópia de dados telefônicos de uma pessoa sem seu consentimento —chamada de "juice-jaking"— "foi demonstrada em convenções de hackers". "É perfeitamente possível transferir programas maléficos para um telefone a partir da conexão USB de um computador ou dispositivo em ponto público de recarga, por exemplo, em aeroportos ou shopping centers", explicou Biersdorfer. "Em 2016, a Federal Trade Commission dos Estados Unidos (Comissão Federal de Comércio, FTC na sigla em inglês) recomendou a consumidores que não conectassem seus smartphones a sistemas de entretenimento por meio de um porto USB ou conexão Bluetooth em carros alugados", escreveu a especialista. A razão, segundo Biersdorfer, é que o sistema é capaz de importar e armazenar dados do seu telefone —como registros de chamadas, contatos e endereços que você solicitou ao GPS (Global Positioning System, instrumento de navegação embutido em computadores e smartphones que se baseia em sinais de rádio emitidos por satélites artificiais). Por isso, a FTC aconselha que, em vez de utilizar a conexão de saída do USB, o consumidor conecte seu aparelho na tomada elétrica do carro por meio de um cabo compatível. Detalhe: esse é apenas um exemplo de "juice-jaking".
RECOMENDAÇÕES
- Utilize as funções de encriptação e autenticação do seu celular para proteger seus dados e arquivos. Elas podem ser encontradas entre os ajustes de segurança do aparelho.
- Use um bom antivírus.
- Não recarregue seu celular em computadores e pontos de recarga que não sejam de sua confiança.
- Se você decidir correr o risco e recarregar em um local menos confiável, não desbloqueie o aparelho durante a recarga.
- Use um cabo USB especial, que te permita recarregar o telefone, mas, ao mesmo tempo, evite a transferência de dados.
- Faça a recarga com o aparelho desligado.
- Proteja seu telefone com uma boa senha.
- Seja cauteloso com os aplicativos que você instala.

ARTE NO BLOG

A ARTE STANTON  MACDONALD  WRIGHT – PARTE 01
1890 –1973 - Pintor americano, Wright, depois de estudar na Art Students' League of Los Angeles, mudou-se para Paris aos 17 anos afim de continuar seu aprendizado. Em Paris tornou-se amigo de Morgan Russell e juntos desenvolveram Sincronismo, uma filosofia estética que utiliza teorias "modernistas" de percepção. Eles aplicaram ritmos musicais, espaço e abstração  para criar camadas luminosas de cor, luz e forma, que identificaram o trabalho de Macdonald Wright ao longo de sua carreira. Com o advento da Guerra, Wright voltou aos Estados Unidos. Em 1919, depois de três anos pintando, escrevendo e exibindo em Nova Iorque, ele voltou para Los Angeles onde reuniu outros membros do Art Student's Leaguepara revitalizá-lo como centro de Arte. Em 1923  Wright organizou uma exibição que foi um marco: "The Group of Independent Artists". Os artistas de Los Angeles junto com amigos de Standon (Thomas Hart Benton, Morgan Russell, etc.), abriram uma janela no modernismo. Dos meados da década de 1920 e ao longo da década de 1930, ele explorou composição subjetiva, combinando elementos de cubismo e de sincronismo. Como diretor do Federal Arts Project of the Works Project  Administration, sua Arte foi muito prestigiada, principalmente nos anos 30. Depois da Segunda Guerra Mundial, com o despertar do interesse em Cubismo, Zen Budismo e Meditação, Wright fez uma peregrinação ao Japão e reafirmou sua preferência sincronista como teoria de cores. Ele vivia entre duas residências: uma no Japão, onde haiku  foram traduzidos em pinturas e impressões em xilogravura de uma ousada poesia visual,  vibrante e rítmica; enquanto  em sua segunda residência, em Malibu, California, seus desenhos em grafite e pinturas de várias camadas em cores brilhantes, capturavam a beleza da terra ou do mar na exploração de espaço e luz. Stanton Macdonald Wright era uma força intelectual, um artista e um historiador de Arte, professor e líder dentro da modernista comunidade de Los Angeles. 



Fonte: Saber Cultural

RECEITA DO BLOG

SARAPATEL
INGREDIENTES PARA 12 PORÇÕES:
·         3 kg de miúdos de porco muito frescos
·         150 g de toucinho defumado
·         1 colher (sopa) de pimenta-cominho (mistura de pimenta-do-reino com cominho)
·         10 folhas de louro
·         6 pimentas-de-cheiro
·         6 limões
·         5 dentes de alho
·         4 tomates
·         3 cebolas grandes
·         3 pimentões
·         1 molho grande de hortelã
·         1/2 molho de cebolinha-verde
·         1/2 molho de coentro
·         Sal a gosto

MODO DE PREPARO
1. Lave os miúdos com bastante limão.
2. No liquidificador, bata 2 cebolas, os dentes de alho, os tomates, a cebolinha, o coentro e a hortelã.
3. Misture os miúdos com os temperos batidos e junte o louro, a pimenta-cominho e as pimentas-de-cheiro inteiras.
4. Pique bem a cebola restante, em pedaços pequenos.
5. Em um caldeirão, coloque o toucinho defumado e leve ao fogo até derreter; adicione a cebola picadinha e doure; adicione o pimentão e doure mais um pouco; adicione os miúdos temperados e mexa bem.
6. Cubra o sarapatel com água e cozinhe por algumas horas.
7. Acerte o sal e, se quiser, sirva com farinha e arroz.
Obs.: o sarapatel deve ser feito de véspera.

FONTE: Receitas executadas pela chef Tereza Paim, dos restaurantes Casa de Tereza, Rua  Odilon Santos, 45, Rio Vermelho, tel. (71) 3329-3016; e do Convento, Rua do Carmo, no1, Santo Antônio Além do Carmo, tel. (71) 3327-8400. Ambos em Salvador.

CIRCULA NA INTERNET

A MOVIMENTADA TURMA DO BORJÃO ...

IMAGEM DO DIA

Uma sensacional imagem da nossa amada e bela Mossoró-RN- Brasil, clicada pela digital do amigo e conterrâneo Genário Freire.

PIADA DO BLOG

AMASSARAM O CARRÃO DO ALFREDÃO
O grande filósofo Alfredão estava lendo um livro, Causos do Pirata, que o Borjão emprestou quando a sua jovem esposa, a de n° 04, chegou na suntuosa mansão e perguntou ao maridão:
- Querido você já viu cinquenta reais amassado?
Bem brusco respondeu o Alfredão:
- Não.
Ela deu um sorriso sexy, desabotoou os primeiros botões da blusa, abaixou um pouco o sutiã e tirou uma nota de cinquenta reais amassada. Ele pegou a nota e sorriu com aprovação. Daí, novamente, ela perguntou:
- Você já viu cem reais todo amassado?
- Uh ... Não, nunca vi. Disse ele, com um tom de ansiedade na voz.
Ela deu outro sorriso sexy, levantou a saia sedutoramente, enfiou a mão na calcinha apertada e tirou uma nota de cem reais toda amassada.
Ele tomou a nota e começou a respirar um pouco mais rápido, antecipando alguma sacanagem.
- Agora, você já viu duzentos e cinquenta mil reais todo amassado?
- De jeito nenhum! Enfaticamente, respondeu o Alfredão.
E com um olhar bem desconfiado disse a esposa:
- Bem, então dá uma olhadinha lá na garagem...”

TEXTO DO BLOG

MAPEANDO O TERRITÓRIO DE 2018
por Gaudêncio Torquato*

O Brasil é mesmo um país imprevisível. Quando os sinais apontavam para um resgate da economia, mesmo de modo lento, eis que o Senhor Imponderável das Neves faz questão de nos fazer mais uma visita. E quando essa figura baixa por nossos trópicos, as coisas desandam, a confusão se estabelece. De repente, a subida de uma íngreme montanha dá lugar a um gigantesco precipício. O país começa a viver a maior crise política da contemporaneidade, que abriga a delação dos irmãos Batista, donos da JBS, com base na gravação de uma conversa com o presidente da República, cujo teor ensejou decisão do juiz Edson Fachin, do STF, de apurar eventuais desvios de conduta que teriam sido cometidos por Sua Excelência na interlocução mantida com o gravador, o empresário Joesley.
Não se sabe qual será o desfecho do caso. O contencioso formado energiza a sociedade, acirra ânimos, intensifica a polarização entre alas, aumenta a distância que separa os entes partidários e, para culminar, mobiliza os três Poderes da República, que deverão se posicionar sobre matérias complexas, a partir do inquérito aberto para apurar ilícitos atribuídos ao dirigente da Nação. Apesar de se ouvir, a torto e a direito, que as instituições nacionais estão funcionando a pleno vapor, a denotar o vigor de nossa democracia, sabemos que o nível de tensões entre elas está no pico. Críticas se sucedem, com protagonistas se atacando reciprocamente, suspeições se multiplicam, abordagens divergentes entram no acervo discursivo e um oceano de incertezas se abre: renúncia do presidente? Impeachment? Cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE? Quem pode ser eleito para substituir o presidente em eventual vacância? Que regras devem ser mudadas para se propiciar eleição direta? Há respostas para todos os gostos.
O fato é que os acontecimentos dos últimos dias farão desaguar seus resultados sobre o pleito político de 2018. Ou seja, a guerra tem um fundo político. Tudo gira em torno do embate entre as forças políticas que começam a se arregimentar para a disputa do poder nos Estados, no Congresso Nacional e no comando do país. As oposições não se conformam de ter perdido o poder com o impeachment da presidente Dilma. A situação tem dificuldade de formar um pacto de união, tendo em vista a divisão de interesses das grandes siglas: abocanhar o maior naco de poder. Sob a multifacetada moldura partidária veremos, seguramente, uma das mais contundentes batalhas eleitorais de nossa história, razão pela qual vale a pena colocar a lupa sobre o território social em que ela se dará. Esse é o exercício que tentaremos fazer.
O embate se desenvolverá sob o signo de mudanças. Esta é a bandeira que acolhe a organicidade social. Os polos de poder eleitoral em formação (mais adiante) terão como eixo comum o desejo de seus integrantes de participar mais intensamente no processo decisório. Significa fortalecimento dos eixos de nossa democracia participativa. Fica cada vez mais patente a movimentação centrípeta – das margens para o centro – , a denotar intenso interesse de classes sociais e categorias profissionais em atuar de forma ativa no processo político. É razoável supor que a democracia participativa estará atingindo seu ápice em 2018. A crise dispara mecanismos de animação política e mobilização de setores que até então se mantinham inertes. Esse é um dos frutos saudáveis da crise.
CONTRA O STATUS QUO
É visível a determinação dos maiores grupamentos da sociedade de mudar o status quo na esfera da política. Nessa tendência, integram-se as classes médias de grandes e médias cidades, que formam o maior polo mudancista do país, agregando profissionais liberais, professores, funcionários públicos, os universos dos setores produtivos – indústria, comércio e serviços, proprietários rurais – e contingentes de jovens. A força desse contingente está na condição de tuba de ressonância, por meio da qual poderá dar capilaridade à sua visão, fazendo chegar até as margens seu ideário.
Parcela do eleitorado – uma minoria – se posiciona no patamar mais tradicional, assumindo postura conservadora. Tende a permanecer no entorno de perfis que encarnem o endurecimento de regras e costumes (defesa da família, contra o aborto, combate duro aos criminosos, contra união de pessoas do mesmo gênero, etc). Jair Bolsonaro é, por enquanto, ícone elevado ao altar conservadorismo.
Em outra ponta do arco ideológico, um núcleo de esquerda vai se abrigar. Trata-se de grupos de posições radicais, que se encostam no extremo do arco ideológico, distanciando-se até de bandeiras históricas defendidas pela esquerda. A crise que solapa a imagem do petismo motiva a caminhada desse grupo para a extremidade. Seu discurso procurará absorver e se aproveitar da indignação social para expandir um posicionamento agressivo contra o liberalismo e seus vetores na economia, na política e nos costumes.
Distanciando-se dos extremos, uma larga fatia social fixará seu habitat no meio da pirâmide sob uma muralha mudancista, mas ancorada por vigas da marca social-liberal. As forças do mercado darão o tom de sua orquestração. E a pregação absorverá o discurso de flexibilização nas relações do trabalho, menor porte e menor custo do Estado, defesa da meritocracia e enxugamento dos cargos indicados por políticos. Reformas na política e a no campo dos tributos serão apregoadas.
O discurso político de 2018 será impregnado por demandas regionais.  Tal tendência se alimenta dos embates em torno da questão econômico-tributária que aflige Estados e municípios. A consequência aponta para a distritalização do voto, que ganhará força. A micro-democracia das comunidades organizadas e o poder regional serão os condimentos da panela da pressão política. Ou seja, veremos a luta das regiões por recursos, movimentos comunitários reivindicatórios, situação que poderá provocar enfraquecimento de forças políticas tradicionais. Esse quadro enseja boa discussão sobre o parlamentarismo.
O velho discurso estará saturado. A disposição dos brasileiros se inclina para Zaratustra, o profeta de Nietzsche, com sua verve: “novos caminhos sigo, uma nova fala me empolga: cansei-me das velhas línguas. Não quer mais, o meu espírito, caminhar com solas gastas”.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
O principal índice da Bovespa fechou praticamente estável na quinta-feira (25), após trocar de sinal algumas vezes ao longo do dia, com investidores cautelosos diante das incertezas desde as denúncias contra o presidente Michel Temer e após violentos confrontos na véspera em Brasília. O Ibovespa fechou com variação negativa de 0,05%, a 63.226 pontos.
COMMODITIES
UNIDADE
COMPRA
VENDA
VARIAÇÃO
Petróleo (Brent)
Barril
US$ 51,890
US$ 51,910
-1,96%
Ouro
Onça troy
US$ 1255,710
US$ 1256,480
0,0%
Prata
Onça troy
US$ 17,154
US$ 17,161
-0,03%
Platina
Onça troy
US$ 946,200
US$ 950,700
+0,11%
Paládio
Onça troy
US$ 770,970
US$ 776,520
+0,03%

CÂMBIO
COMPRA
VENDA
VARIAÇÃO
Dólar com.
3,2824
3,2830
+0,12%
Dólar tur.
3,1400
3,4100
0,0%
Euro
3,6713
3,6745
-0,13%
Libra
4,2358
4,2378
-0,38%
Pesos arg.
0,2034
0,2039
-0,1%







INDICADORES
VALOR
ATUALIZAÇÃO
Salário Mínimo
R$ 937,00
2017
Global 40
+112,32%
25.Mai.2017
TR
+0,1%
25.Mai.2017
CDI
+11,13%
25.Mai.2017
SELIC
+11,25%
12.abr.2017

INFLAÇÃO
ÍNDICE
MÊS
VALOR
IPCA
Abr.17
+0,14%
IPC-Fipe
Abr.17
+0,61%
IGP-M
Abr.17
-1,1%
INPC
Abr.17
+0,08%


quinta-feira, 25 de maio de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Não sabemos de nada até que chegue a nossa vez. A gente não sabe do que o nosso amor é capaz, o que a nossa natureza nos reserva, o poder da nossa desobediência ou subordinação. A gente não pode prever nossa reação diante do susto, da paixão, da fome, do medo. Podemos vir a ser uma grata surpresa.”  (MARTHA MEDEIROS)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

'PRÉVIA DA INFLAÇÃO', IPCA-15 REGISTRA MENOR PATAMAR PARA MAIO DESDE 2000
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve o menor resultado para meses de maio desde o ano 2000, quando ficou em 0,09%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA. Em maio de 2016, a alta foi 0,86%. Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 4,41% em abril para 3,77% em maio, o menor patamar desde julho de 2007, quando estava em 3,71%. O item foi responsável por 0,07 ponto porcentual da alta de 0,24% registrada pelo IPCA-15, como consequência do reajuste anual em vigor desde 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76% conforme o tipo de medicamento. O movimento já resultou no encarecimento de 2,96% dos remédios, quando considerados os aumentos de abril (0,86%) e de maio (2,08%). Pelo segundo mês consecutivo, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou a mais elevada variação de grupo: passando de 0,91% em abril para 0,84% em maio. A segunda maior variação de grupo no IPCA-15 deste mês foi de Vestuário (0,74%).

NASA PLANEJA MISSÃO EXTERNA DE EMERGÊNCIA NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL
Uma dupla de astronautas realizará uma caminhada de emergência pelo lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nesta semana para repor um sistema com falha, um dos dois que controlam importantes sistemas dos Estados Unidos abordo do posto em órbita. A informação foi confirmada pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês). O aparelho principal apresentou erros na manhã de sábado, 20, deixando o laboratório de US$ 100 bilhões (R$ 325,51 bilhões) funcionando com um sistema substituto responsável por controlar a operação de energia solar, radiadores, sistema de arrefecimento e outros equipamentos. Em nota, a Nasa afirmou que em nenhum momento os cinco tripulantes da estação estiveram em perigo. Atualmente, estão em órbita os norte-americanos Jack Fischer e Peggy Whitson, os russos Oleg Novitskiy e Fyodor Yurchikhin e o francês Thomas Pesquet. A Nasa espera confirmar quais astronautas farão a caminhada de cerca de duas horas e quando exatamente a missão será realizada. De acordo com o porta-voz Dan Huot, Peggy Whitson, a comandante da estação, montou e testou uma caixa de peças de reposição para trocar o equipamento em mau funcionamento, o qual havia sido instalado em uma missão externa em 30 de março. A última caminhada de emergência realizada pelo lado de fora da ISS aconteceu em dezembro de 2015, quando dois astronautas norte-americanos deixaram a estação para liberar o freio do transportador móvel de um braço robótico. A ISS, que recebe tripulações diferentes de astronautas e cosmonautas, serve como um laboratório de pesquisas para biologia, ciências de materiais e experiências de física, assim como de observação da rotação da Terra e sensores remotos. Comandada e operada por 15 países e tripulada desde 2000, a estação voa a 400 km acima do planeta e completa uma volta ao redor da órbita da Terra a cada 90 minutos. 

DEPOIS DE DOMINAR A INTERNET, GOOGLE FOCA NO HARDWARE
Pouco a pouco, o Google entranhou-se em todos os aspectos da vida digital: seus serviços gerenciam e-mails, traçam rotas de carro, traduzem informações, respondem qualquer dúvida. No entanto, para que esses serviços estejam na palma da mão das pessoas, o Google sempre dependeu de terceiros: os fabricantes de hardware. É por meio dos smartphones, tablets e computadores de outras marcas que os consumidores têm acesso à miríade de serviços do Google. Mas isso está mudando – e de forma acelerada. A empresa tem investido alto para desenvolver uma linha de hardware própria, que inclui de roteadores a caixas de som inteligentes. Atualmente, a linha tem quatro principais produtos (ver arte ao lado), que incluem os smartphones Pixel, o dispositivo para conectar TVs à internet Chromecast e a caixa de som inteligente Google Home. Eles ainda são pouco representativos para a empresa, em termos de receita. O Google não divulga separadamente os resultados, mas, com os serviços de nuvem, os dispositivos renderam US$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Isso é apenas uma fração do faturamento da empresa com publicidade, que gerou US$ 21,4 bilhões no mesmo período. “O Google está fazendo um bom trabalho em diversificar suas receitas”, afirma o analista de mercado James Wang, da ARK Investment Management. “Eles estão tentando criar novos produtos para não depender apenas da publicidade”. Não é a primeira vez que o Google investe em hardware. O gigante das buscas começou a olhar para a área em 2010, quando lançou em parceria com a HTC seu primeiro smartphone, o Nexus One. Naquela época, o Google queria inspirar os fabricantes de hardware a criarem novos dispositivos com Android. Nos anos seguintes, o Google lançou oito gerações de celulares Nexus, além de tablets e centrais multimídia. O Google também arriscou em outras categorias, como vestíveis, ao surpreender o mercado com o Google Glass, em 2012. Mas foi só em 2013 que a companhia emplacou seu primeiro sucesso nesse mercado, o Chromecast. O pequeno aparelho, espécie de pen drive e com preço de US$ 35, permitia transformar qualquer TV com entrada HDMI em uma TV conectada. Em três anos, mais de 34 milhões de unidades do Chromecast foram vendidas. “O Chromecast teve sucesso, porque as pessoas não precisavam aprender nada novo para usar”, diz o brasileiro Mario Queiroz, vice-presidente de produtos de hardware do Google e um dos principais engenheiros por trás do produto (ler entrevista ao lado). Até o ano passado, esses esforços do Google em hardware ocorriam de forma descentralizada. No ano passado, a empresa decidiu criar uma divisão de hardware. A área é liderada por Rick Osterloh, que foi presidente executivo da Motorola, na época em que a empresa era do Google – em janeiro de 2014, o buscador vendeu a fabricante para a chinesa Lenovo.
SIMBIOSE
Mais do que competir com outras fabricantes no mercado de hardware, o Google tenta se diferenciar pela integração quase que simbiótica entre hardware e software. “O Google quer oferecer uma experiência completa ao usuário”, afirma uma fonte de mercado que não quis se identificar. “É preciso entregar o produto pronto para o usuário, com toda a parte de hardware e software”. Grande parte dessa integração passa pela interface entre sistemas e dispositivos. Por isso, o Google está apostando em desenvolver novas tecnologias de inteligência artificial, como o assistente pessoal Google Assistant. Ele vai garantir que os usuários interajam com todos os dispositivos e serviços do Google quase sem perceber (ler mais ao lado). “A inteligência artificial deve alavancar a presença do Google em todos segmentos de mercado e será o fio que vai ligar as experiências dos usuários”, afirmou ao Estado o vice-presidente de pesquisas da Forrester, Michael Facemire.
DESAFIOS
Mas não vai ser tão fácil assim para o gigante das buscas chegar lá. O Google ainda enfrenta muitas dificuldades, entre elas a correta distribuição de produtos em pontos de venda. É comum encontrar relatos de pessoas nos EUA que não acham o smartphone Pixel nas lojas. Outros produtos, como o Google Home, demoram a chegar em mercados fora dos EUA, como o Brasil. Além disso, a empresa precisa explicar melhor seus produtos. “O mercado de hardware é muito competitivo”, diz o analista da consultoria Gartner, Tuong Nguyen. “É muito difícil alcançar consumidores se você não tem a escala de empresas como a Samsung e a Apple.”