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sexta-feira, 31 de julho de 2009

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GOVERNO ESTUDA NOVA INTERPRETAÇÃO PARA TRATADO DE ITAIPU

O governo estuda alterar, excepcionalmente, por um prazo de tempo definido, a interpretação de dois dos principais artigos do Tratado de Itaipu, para permitir que a estatal paraguaia Administração Nacional de Energia (Ande) venda energia produzida pela usina binacional no mercado livre brasileiro. Uma fonte envolvida nas negociações jurídicas informa que seria uma saída para manter a integridade do tratado e, ao mesmo tempo, atender a reivindicação paraguaia, conforme acordo selado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo no sábado passado. A mudança de interpretação terá de ser aprovada pelo Congresso. Uma hipótese é fazer uma troca de notas entre Brasil e Paraguai, colocando em exceção os artigos 13 e 14 por um prazo. Os artigos regem o direito de aquisição da energia. Segundo o artigo 13, a energia da usina "será dividida em partes iguais entre os dois países", garantindo o "direito de aquisição, na forma estabelecida no artigo 14, da energia que não seja utilizada pelo outro país para seu consumo próprio". Seria um "encontro de vontades temporário", sem mexer na redação do tratado. Para o Brasil, é necessário estabelecer um prazo para não romper definitivamente com o documento. O artigo 14 diz que a aquisição da energia de Itaipu "será realizada pela Eletrobrás e pela Ande, que poderão fazê-la por intermédio das empresas ou entidades brasileiras ou paraguaias que indicarem". A interpretação atual é que a Eletrobrás compra a energia utilizada no Brasil, e a Ande adquire o que for consumido no Paraguai. O Tratado de Itaipu foi assinado em 26 de abril de 1973. Na época, os artigos 13 e 14 tornaram viável o empreendimento, porque garantiram aos bancos que o Brasil compraria toda a energia da usina. O que era dever, virou agora um disputado direito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CIENTISTAS DESCOBREM PORQUE BALANÇAMOS OS BRAÇOS AO CAMINHAR

Alguma vez você já se perguntou por que balança os braços em movimento oposto ao das pernas quando anda? Cientistas trouxeram a resposta: isso facilita a caminhada e a torna mais eficiente. O movimento típico de balanço dos braços intrigava os cientistas porque não exercia papel evidente, levando alguns pesquisadores a sugerir que fosse um resquício evolutivo de nossos antepassados que andavam de quatro. Mas pesquisadores da Universidade do Michigan e da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, decidiram descobrir exatamente o quê o balanço dos braços realiza ou deixa de realizar. Eles construíram um modelo mecânico para ter uma ideia da dinâmica do balanço e também recrutaram dez voluntários aos quais se pediu que caminhassem num balanço normal, com seus braços amarrados ou presos a seus lados, e com os braços balançando em sincronia com cada perda. Os pesquisadores constataram que segurar os braços enquanto se caminha requer 12% mais gasto metabólico do que balançá-los. Uma caminhada antibalanço, em que o braço esquerdo acompanha a perna esquerda e o braço direito a perna direita, consome 26 por cento mais energia, na medida em que os músculos precisam se esforçar para manter esse movimento, revelam as descobertas publicadas na quarta-feira na Proceedings of the Royal Society B, o periódico de pesquisas biológicas da Royal Society. Balançar os braços também contrabalança o movimento giratório do corpo gerado pela movimentação de duas pernas ao longo de um caminho reto, além de suavizar o movimento da caminhada, reduzindo o gasto energético dos músculos das pernas. "Embora o balanço dos braços seja relativamente fácil de conseguir, seu efeito sobre o consumo de energia durante o andar é significativo", escreveram os cientistas em seu artigo. "Longe de ser um resquício facultativo das necessidades locomotoras de nossos ancestrais quadrúpedes, o balanço dos braços é uma parte integral da economia energética do caminhar humano."

YAHOO E MICROSOFT ENFRENTAM GOOGLE E ANUNCIAM PARCERIA EM FERRAMENTAS DE BUSCAS

As empresas de tecnologia Yahoo e Microsoft anunciaram nesta quarta-feira uma parceria para melhorar seus serviços de busca na internet, de olho na rival Google, líder do segmento. Pelos termos da parceria, as ferramentas de busca da Microsoft vão alimentar o site do Yahoo. Em troca, a equipe do Yahoo fará a venda de anúncios online da Microsoft. O Yahoo tem lutado para conseguir manter seus lucros nos últimos anos. No ano passado, a empresa recusou uma proposta de fusão com a Microsoft e decidiu continuar operando de forma independente no mercado. O diretor da Microsoft, Steve Ballmer, disse que o negócio pode fortalecer o Bing, o site de buscas da Microsoft - ainda em desenvolvimento -, para tornar a ferramenta competitiva. "Através deste acordo com Yahoo, nós vamos criar mais inovação em buscas, maior valor para os anunciantes e uma verdadeira opção para os consumidores, em um mercado atualmente dominado por apenas uma empresa", disse Ballmer. O Yahoo afirmou que o negócio beneficiaria os seus usuários e anunciantes. "Este acordo vem acompanhado dos valores do Yahoo, nossos usuários e da indústria. E eu acredito que ele estabelece a fundação para uma nova era de inovação e desenvolvimento da internet", disse Carol Bartz, diretora do Yahoo.

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ARTE NO BLOG

ANDRÉ LHOTE

Natureza-Morta com Leque, óleo sobre tela (55 x 46,5 cm), de 1912: influência cubista

ACERVO MAC USP

Escultor, pintor, crítico e professor de Arte, André Lhote (18851962) é um dos artistas apresentados na exposição A França no MAC, em cartaz até o dia 15 de novembro no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Admirador dos conterrâneos Cézanne (1839-1906) e Gauguin (1848-1903), Lhote abandonou a escultura para dedicar-se à pintura em 1905. Foi inicialmente influenciado pelo fauvismo, com suas cores fortes e formas simplificadas, mas por volta de 1911 aderiu ao cubismo. Pintou cenas do cotidiano, retratos, naturezas-mortas e mitologia. Acreditava na multiplicidade de estilos e de materiais. Ao mesmo tempo, defendia o não esquecimento da tradição. Interessado em teoria da Arte, escreveu vários livros, entre eles Tratado da Paisagem e Tratado da Figura. Acabou se destacando mais como professor e crítico. Tarsila do Amaral (1886-1973), uma de suas alunas, o via como "o pintor dos retratos bonitos, profundamente humanos, da arte concreta, materialmente rica de cores e pastosidade, arte para deleitar a visão e o tato."

Nascido em Bordeaux, André Lhote deixou a escola, aos 12 anos, para aprender entalhe com fabricante de móveis. Entre os 13 e os 19 anos estudou na Escola de Belas-Artes de sua cidade, partindo em seguida para Paris. Parou de esculpir peças decorativas e começou a pintar. Sua primeira exposição individual, em 1910, causou sensação. Durante a I Guerra Mundial, serviu ao exército. Em 1917, passou a escrever sobre Arte e a dar aulas e em 1922 fundou sua própria escola, a Academie Montparnasse. De 1938 a 1942 morou em Gorges com a mulher e o pintor Marc Chagall (1887-1985). Esteve em 1952 no Brasil para ministrar um curso no Rio de Janeiro. Morreu aos 80 anos em Paris.

SUA ÉPOCA

No mesmo ano em que Lhote abriu sua academia de arte, em Paris, o irlandês James Joyce (1882-1941) lançou seu Ulysses e o anglo-americano T.S. Eliot (1888-1965) publicou o poema The Waste Land, traduzido para o português como Terra Desolada. No Brasil, acontecia a importantíssima Semana de Arte Moderna. No Vale dos Reis, perto de Tebas, Egito, ao descobrir a tumba do faraó Tutancâmon (século XIV a.C.), o arqueólogo britântico Howard Carter (18731939) também jogava luz em muitas áreas de estudo, inclusive a das artes. Na década de 1950, Lhote teria a oportunidade de conhecer in loco a arte egípcia. Na volta, faria palestras sobre o assunto em Paris.