Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

domingo, 31 de outubro de 2010

DICA DO BORJÃO

A "Dica do Borjão" de hoje, 31-10-2010, é a canção "Te amo", de Roberto Correa e Sylvio Son, cantada pela ternurinha "Wanderléa" que foi tema da novela "Caras & Bocas(2009-2010)", da Rede Globo, e fez parte da trilha do filme "Juventude e Ternura" em 1968. Neste vídeo, a Ternurinha da Jovem Guarda canta a versão original em cena no longa metragem, dirigido por Aurélio Teixeira, que também assina o roteiro ao lado de Braz Chediak e Fernando Amaral. O argumento é do ator Jorge Dória, que também participa da película, interpretando o personagem Jaime. O filme entrou em circuito nacional no primeiro semestre de 1968. A trilha sonora traz arranjos de Ed Lincoln e direção musical de Erlon Chaves. No filme, Wanderléa é Beth, uma cantora da juventude que oscila entre a proteção de um fora-de-lei (Estênio, interpretado por Anselmo Duarte) e o amor de um pianista (Ênio Gonçalves, no papel de Guy), decidindo-se por este. No elenco também estão Bobby de Carlo (Paulinho), Carlos Koppa (contrabandista), Roberto Maia (Sandoval), Paulo Padilha (delegado), Arnaldo Artilheiro e Luiz Carlos Braga, além do grupo Os Wandecos, formado por Milton Siqueira Campos, Vicente Salvia, José Roberto Pereira e Milton Luiz. O filme conta ainda com as participações especiais de Cyl Farney, Amilton Fernandes, Murilo Nei e Lílian Fernandes. Wanderléa, na época da produção deste filme, brilhava no programa Jovem Guarda, ao lado de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Um bom feriadão para vocês e até a próxima Dica do Borjão.
 


sábado, 30 de outubro de 2010

NOTÍCIA DA HORA

PRESIDENCIÁVEIS EVITAM FAZER ATAQUES E CITAR LULA NO ÚLTIMO DEBATE

por Maurício Savarese



No último debate das eleições 2010, realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (29), Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) evitaram o contato direto tanto durante suas caminhadas pelo palco como nas críticas veladas que fizeram um ao outro. Também se esforçaram para não citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sessão de duas horas de perguntas e respostas a eleitores indecisos, a petista e o tucano detalharam algumas de suas propostas, mas fugiram das denúncias que fizeram um contra o outro nos últimos debates – notoriamente os casos Erenice Guerra, ex-assessora de Dilma, e Paulo Preto, ex-diretor da empresa paulista de estradas.

No primeiro bloco, questionado por um eleitor do Distrito Federal sobre corrupção, Serra atacou a falta de punições a corruptos nos últimos 20 anos e, nesse período, acabou incluindo o governo de seu aliado, Fernando Henrique Cardoso, como um dos que não deixaram atrás das grades suspeitos de lesarem o patrimônio público. Serra foi ministro do Planejamento e da Saúde na gestão FHC.

 "Nós vimos escândalos grandes nos últimos 20 anos, e ninguém ficou preso", afirmou o tucano. "O exemplo tem que vir de cima. O chefe de governo tem que começar dando exemplo, escolhendo bem as equipes e punindo quando há alguma irregularidade."

O ex-governador de São Paulo fez crítica velada a Lula, que criticou órgãos de fiscalização durante sua gestão. Mas só citou o adversário que o derrotou em 2002 ao lembrar que também participou da disputa oito anos atrás. Dilma, líder nas pesquisas, preferiu fazer referência ao "meu governo" e ao "futuro governo".

O tom emotivo, visto no último programa do horário eleitoral obrigatório, ficou restrito aos comentários finais. Dilma disse ter ficado triste na campanha "em razão de algumas calúnias" feitas contra ela na internet e em panfletos. "Mas não guardo mágoa", disse ela, que já acusou tucanos de promoverem "mentiras e calúnias".

Serra voltou a pedir a seus eleitores que conquistem mais um voto por ele e que oferece sua biografia para ser sucessor de Lula na Presidência.
Ao longo de todo o debate, Dilma e Serra evitaram contato visual, dirigiram-se para o outro lado enquanto o oponente falava às câmeras e só se tocaram no começo e no fim do encontro, para se cumprimentarem.

Críticas veladas

Ainda no tema corrupção, Dilma afirmou que a Polícia Federal está fortalecida para investigar casos do tipo e citou o caso sanguessugas, que envolve desvio de verbas do Ministério da Saúde, incluindo o período em que um aliado de Serra passou à frente da pasta. "Começamos a ver uma porção de casos de corrupção sendo apurados. Pela primeira vez foram incluídos casos de altas figuras.

Sobre o caso dos sanguessugas, ela afirmou: "Havia todo um processo de uso do dinheiro público na área da saúde e, junto com a CGU (Controladoria Geral da União), a Policia Federal investigou".

Em seguida, referiu-se a um apelido dado por adversários de Geraldo Brindeiro, procurador-geral da República durante o governo FHC. "É importante que não haja o engavetador-geral da República", disse a petista.

O modelo do debate, em que eleitores indecisos perguntavam aos candidatos, fez com que houvesse uma redução do confronto entre eles. Dilma e Serra foram respondendo às questões dos eleitores, sem se referirem diretamente um ao outro. Cada eleitor perguntou sobre um tema a um candidato, e o outro fez comentários em seguida.

Nos segundo e terceiro blocos, a corrupção saiu do centro do debate, mas tanto Dilma quanto Serra continuaram fazendo referências sutis a episódios que envolvem os dois. O tucano também criticou o governo Lula, sem citar o nome do presidente. "O governo federal duplicou impostos sobre saneamento. Isso tira R$ 2 bilhões das empresas estaduais de saneamento por ano."

Dilma retrucou dizendo que "o Brasil parou de investir em saneamento durante muito tempo", mas não citou o governo FHC nem Serra diretamente.

Em outro momento, respondendo sobre educação, Dilma disse que "não se pode receber professores com cassetetes. O diálogo é fundamental." É uma referência a conflitos entre policiais e professores estaduais em São Paulo, mas ela de novo não mencionou Serra nem o governo do Estado.

Serra foi um pouco mais incisivo, mas ainda sem falar no nome de Dilma ou dirigir-se a ela. "Muitos Estados e municípios não estão pagando o piso nacional [de salários de professores], porque o governo prometeu complementar, mas não fez isso. A Bahia [Estado da eleitora que fez pergunta sobre o tema] é governada pelo PT, o partido do governo federal, mas nem assim melhorou o salário", afirmou o tucano.

No segundo turno, Dilma e Serra participaram de quatro debates nas TVs Bandeirantes, RedeTV!, Record e, finalmente, Globo.


Fonte: Uol

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

NOTÍCIA DA HORA

INDECISOS SÃO APENAS 4%, E DILMA MANTÉM 12 PONTOS DE DIANTEIRA, DIZ DATAFOLHA

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Pesquisa Datafolha realizada ontem voltou a indicar estabilidade no quadro da corrida presidencial, com Dilma Rousseff (PT) mantendo liderança de 12 pontos sobre José Serra (PSDB).
A diferença agora é que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. Essa redução nesse grupo de eleitores indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT.
O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Quando se consideram os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% que obteve nos levantamentos de terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.
 
Há alguma variação no que diz respeito aos votos totais, pois aí houve redução dos indecisos. Dilma oscilou de 49% para 50% nesta semana. Serra foi de 38% para 40%. Ambos movimentaram-se dentro da margem de erro da pesquisa.
Os que votam em branco, nulo ou nenhum mantiveram-se em 5%. E houve a queda nos indecisos, de 8% para 4% em dois dias, de terça para ontem.
No geral, as curvas dos candidatos na pesquisa Datafolha neste segundo turno mostram uma tendência clara: Dilma conseguiu ganhar algum fôlego desde o início do mês (pulou do patamar dos 48% para o dos 50% dos votos totais), enquanto Serra parece ter ficado estagnado (começou outubro com 41% e agora tem 40%).
Há também uma pequena variação para baixo, dentro da margem de erro, no percentual total dos que são indecisos somados aos que votam em branco, nulo e nenhum. No início deste mês, eram 11%. Agora, são 9%. Há sinais de que esses eleitores não querem mesmo sair desse grupo.
Essa tendência é perceptível entre os eleitores que dizem ter votado em Marina Silva (PV) no primeiro turno. No começo de outubro, 9% deles votavam em branco, nulo ou nenhum e outros 18% estavam indecisos. Somados, esses dois grupos eram 27%.
Ontem, segundo o Datafolha, os "marineiros" indecisos caíram para 8%, mas os que vão anular ou votar em branco foram a 18%. Os dois grupos totalizam 26%. Ou seja, cerca de um quarto dos eleitores de Marina não se convenceram até agora a votar em Dilma ou em Serra.
Outro dado que ajuda a entender porque a petista subiu um pouco neste mês e consolidou sua dianteira é o comportamento de quem no primeiro turno votou em branco ou nulo. Na primeira semana de outubro, 14% desses eleitores diziam estar propensos a votar na petista e 25% declaravam apoio ao tucano.
Passadas quase quatro semanas, o quadro se inverteu: 25% dos eleitores que votaram em branco ou nulo no primeiro turno dizem agora que vão escolher Dilma contra 13% que optam por Serra.
A vantagem de Dilma continua ancorada no eleitorado masculino. Entre os homens, ela tem 54% contra 38% de Serra. Já no voto feminino há um empate técnico: a petista está com 46% e o tucano obtém 43%, diz o Datafolha.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 37721/2010.

Fonte: Uol

CITAÇÃO DO DIA

"Um político pensa nas próximas eleições; um estadista, nas próximas gerações." (Noel Clarasó (1905-1985), escritor espanhol)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

TAM FECHA ACORDO COM ONAIR PARA OFERECER TELEFONIA MÓVEL EM SEUS AVIÕES

A TAM informou na quinta-feira, 28, que começará a oferecer o serviço de telefonia móvel a bordo de seus aviões. Segundo a empresa, uma parceria firmada com a OnAir, empresa que fornece sistemas para uso de celulares em aeronaves, permitirá que os passageiros da TAM usem seus aparelhos durante os voos. "Seremos a primeira companhia aérea das Américas a disponibilizar essa facilidade", destaca a companhia em nota. O serviço, que utiliza os satélites da Inmarsat SwiftBroadband, já está disponível aos passageiros que viajarem a bordo da aeronave Airbus A321 - que realizará as rotas entre Guarulhos, Recife, Natal, Fortaleza e Porto Alegre. Com o OnAir, os passageiros podem realizar chamadas telefônicas, enviar mensagens e acessar a Internet via rede GPRS, com seus próprios aparelhos de telefone GSM. "O uso de celular a bordo foi uma demanda detectada por meio de pesquisas com passageiros que desejam estar conectados ao trabalho, família e amigos enquanto viajam", explica a diretora de Marketing da TAM, Manoela Amaro. A OnAir é uma joint venture da Airbus e da Sita, organização que desenvolve tecnologia de ponta para aviação. O sistema já foi utilizado em mais de 135 mil voos para 356 cidades, conectando passageiros de 83 países com acordos de roaming com aproximadamente 200 operadoras de telefonia móvel. O mecanismo permite que até oito passageiros utilizem celulares para ligações telefônicas ao mesmo tempo. Para dados e envio de SMS, não há restrições. Os aparelhos entrarão em roaming internacional, ou seja, passarão a captar sinal assim que a aeronave atingir 4 mil metros de altura, podendo fazer ou receber ligações e enviar mensagens SMS. Smartphones também funcionarão a bordo, permitindo que os passageiros acessem e-mails e naveguem na internet. O uso será cobrado diretamente pela operadora na conta de telefone do passageiro. A tarifa será definida pela operadora usada pelo cliente. Segundo a TAM, durante decolagens e pousos, os passageiros serão orientados a desligar seus aparelhos eletrônicos. A empresa destaca ainda que mesmo que permaneçam ligados todo o tempo (inclusive em pousos e decolagens), os aparelhos não interferirão no sistema de controle do avião, isso porque o novo sistema impede que o sinal dos celulares cause interferência nos comandos da aeronave e na rede de antenas de celular em terra. A utilização do sistema OnAir pela TAM recebeu aprovação técnica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para ter o sistema de celular a bordo instalado na aeronave, além da certificação operacional por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O sistema também foi certificado pela European Aviation Safety Agency (EASA) e sua utilização foi regulamentada recentemente pela União Europeia. A companhia aérea informa ainda que atualmente dispõe de uma aeronave com o sistema já instalado (um Airbus A321, com 220 assentos), para testar a aprovação do serviço pelos passageiros. Para o próximo ano, a TAM planeja ter mais aeronaves que operem voos domésticos equipadas com a tecnologia.

CRIADO COMPUTADOR QUE REGISTRA ATIVIDADE DE CÉLULAS INDIVIDUAIS NO CÉREBRO

Você prefere Marilyn Monroe ou Johnny Cash? Pesquisadores na Califórnia chegaram às células individuais que tomam parte na escolha. Essa descoberta poderá levar a novas formas de controlar computadores usando apenas a mente, embora os pesquisadores não vejam aplicações imediatas. O que é mais interessante para eles é o que o experimento revela sobre o funcionamento do cérebro. O cérebro pode "escolher" prestar atenção numa imagem e não em outra ao intensificar a atividade de uma célula e interromper a atividade de outra, disse a equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em artigo na revista Nature.  Os pesquisadores do Caltech se valeram de uma pesquisa médica paralela sobre o tratamento de epilepsia. Eles recrutaram pacientes cujos distúrbios cerebrais não podiam ser bem controlados por drogas, e que se candidataram para cirurgia. A disfunção desses pacientes estava numa parte do cérebro chamada lobo temporal medial, que envolve o processamento de informação. "O lobo temporal medial é praticamente o centro do cérebro", disse o principal autor do estudo, Moran Cerf. Essa parte do cérebro tem uma cópia de segurança, disse ele. "Você pode tirar um pedaço do cérebro mas o paciente não perde nenhuma função", declarou. Os pacientes haviam se voluntariado para o procedimento, mas para extrair o pedaço correto, os médicos precisavam assistir a um ataque epilético em tempo real. Então os pacientes tiveram eletrodos introduzidos no cérebro e ficaram aguardando o ataque. Nesse meio tempo, eles tomaram parte no experimento de Cerf. Itzhak Fried, que supervisionou a pesquisa, liderou um grupo em 2005 que descobriu o "neurônio Halle Berry" - uma célula do cérebro responsável opor reconhecer um astro de cinema em particular. Os pacientes epiléticos foram submetidos a testes para ver quais estímulos ativariam os neurônios específicos que estavam ligados aos eletrodos. Uma voluntária, por exemplo, gostava muito do cantor Johnny Cash, e um de seus eletrodos produzia um sinal forte quando ela via imagens do ídolo. Os pesquisadores projetaram então um computador que era capaz de reconhecer esses sinais e controlar um programa para fazer aparecer e sumir imagens numa tela. "É meio como um projetor de pensamentos, como o chamamos", disse Cerf. Foram então sobrepostas duas imagens - por exemplo, de Cash e da atriz Marilyn Monroe. Pediu-se então aos 12 voluntários que fizessem, uma imagem sumir e a outra se fixar, usando apenas o pensamento. Eles conseguiram sucesso 69% das vezes, à medida que o computador reconhecia atividade no "neurônio Johnny Cash" ou no "neurônio Marilyn". Trata-se de um processo altamente individualizado, baseado nas preferências de cada paciente.

GEL PODERIA SUBSTITUIR PÍLULA ANTICONCEPCIONAL, DIZEM CIENTISTAS

Cientistas americanos afirmaram que um gel contraceptivo aplicado diretamente na pele poderia ser usado como uma alternativa à pílula anticoncepcional. O produto, chamado Nestorone, está sendo desenvolvido pela indústria farmacêutica americana Antares Pharma e a pesquisa foi apresentada durante a conferência da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Denver, nos Estados Unidos. O produto pode ser aplicado como um creme no abdome, nas coxas, braços e ombros e é rapidamente absorvido pela pele sem deixar resíduo. Testes clínicos preliminares mostraram que o creme é eficaz e tem boa tolerância, sem produzir os efeitos colaterais secundários associados à pílula como náusea, aumento de peso e acne. O ingrediente mais importante é um novo tipo de progesterona sintética, muito parecida com o hormônio natural. O remédio também tem uma classe de estrogênio quimicamente idêntico ao produzido pelas mulheres. Segundo os cientistas, o medicamento também pode ser usado por mulheres que estão amamentando, ao contrário da pílula, que pode interferir na produção do leite materno. A médica Ruth Merkatz, do centro de pesquisa da organização sem fins lucrativos Population Council, com sede em Nova York, fez o estudo sobre o produto com 18 mulheres entre 20 e 30 anos. De acordo com este estudo, a dose ideal é de três miligramas do creme por dia. No período de sete meses nenhuma das mulheres que usou o tratamento ficou grávida. Os exames hormonais mostraram que o gel conseguiu suprimir a produção de óvulos nos ovários da mulheres testadas. "Estamos nas primeiras etapas de seu desenvolvimento, mas agora poderíamos continuar testando em muitas outras mulheres", afirmou Merkatz. O novo creme funciona da mesma forma que o adesivo anticoncepcional, disponível atualmente em alguns países. O adesivo é colocado sobre a pele e libera uma dose regular de progesterona e estrogênio, que evita que os ovários liberem um óvulo a cada mês. Mas, o adesivo tem duas grandes desvantagens em relação ao gel, é visível e pode se soltar da pele. Apesar dos estágios iniciais dos testes, os cientistas afirmam que o novo creme poderia oferecer uma alternativa à pílula anticoncepcional, usada por milhões de mulheres em todo o mundo. "Qualquer sistema contraceptivo que aumente a seleção de métodos disponíveis para as mulheres e ajude a evitar a gravidez indesejada é bem-vindo", afirmou Natika Halil, diretora de informação da Associação Britânica de Planejamento Familiar. Mas, Halil alerta que "este produto não será conveniente para todas as mulheres, apenas para aquelas que se sintam confortáveis ao usá-lo na pele".

RÁPIDAS & CURTAS DO BORJÃO:

# STF: APÓS EMPATE MINISTROS DECIDEM QUE FICHA-LIMPA VALE PARA ESTE ANO - O placar do julgamento da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal terminou em empate. Votaram a favor o relator do recurso do candidato ao Senado Jader Barbalho (PMDB), Joaquim Barbosa, e os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Carmem Lúcia e Ellen Gracie. Os ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente STF, Cezar Peluso, se posicionaram contra. Após o empate, os ministros decidiram iniciar nova votação onde a maioria votou pela manutenção da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que barrou o registro de candidatura de Jader Barbalho, com base na nova lei, e aprovou a sua validade para este ano. O  ministro Celso de Mello foi quem sugeriu manter a decisão do TSE sobre a norma, de acordo com o artigo 205 do regimento interno do STF

# OPHIR ELOGIA APLICAÇÃO DA FICHA LIMPA - O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, disse que o Supremo Tribunal Federal, ao fazer prevalecer a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a Lei da Ficha Limpa "decidiu de forma coerente e com os princípios constitucionais da moralidade e da probidade", disse. "O sentimento da sociedade brasileira neste momento é de que a Justiça existe e não está a serviço dos poderosos", afirmou Ophir, que desde a tramitação no Congresso, defende a validade da Ficha Limpa para as eleições de 2010.

# CÂMARA ANALISA PROJETO QUE PRIORIZA DEFICIENTES EM PROCESSOS JUDICIAIS - A Câmara dos deputados analisa o projeto de lei 7119/10, do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), que garante atendimento prioritário a pessoas com deficiência na tramitação de processos e na execução de atos e diligências judiciais, em qualquer instância do Poder Judiciário. Pela proposta, a prioridade se estenderá a processos e procedimentos no serviço público, em instituições financeiras e nas defensorias públicas da União, dos estados e do Distrito Federal. O projeto acrescenta artigo à lei 7.853/89, que dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social. Segundo o autor, a iniciativa procura proporcionar a pessoas com deficiências benefícios já usufruídos pelos idosos. "A grande maioria dos deficientes que travam litígio judicial o faz para obter coisas simples, como uma prótese ou uma indenização", afirma Oliveira. "Tais ações, contudo, são muito demoradas; há casos de processos que duram dez anos ou mais", completa.

# CIRO FAZ ACUSAÇÕES A SERRA - O deputado federal cearense Ciro Gomes (PSB) disse em Teresina, que o presidenciável José Serra (PSDB) joga sujo e é farsante. Ciro, coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, classificou a agressão sofrida por Serra no Rio, na última semana, como "farsa". Ele também alertou para a manipulação das pesquisas divulgadas às vésperas da eleição. Já o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que cumpria agenda em Teresina, afirmou que não iria responder Ciro. Segundo Ciro, Serra tem um histórico de campanha caracterizado pela violência e pela traição. Para ele, Serra faz jogo rasteiro, sujo e baixo. "O candidato que tem coragem de fazer uma simulação com uma bola de papel na cabeça, dizer que foi agredido a ponto de bater no hospital e ficar 24 horas de repouso, é um candidato que, se dando poder, sabe-se lá o que seria capaz de fazer", acusou. Ciro relembrou o caso Paulo Preto, o empresário apontado como arrecadador de recursos para a campanha tucana. "Primeiro, ele disse que não o conhecia. A tarde teve de admitir que conhecia. Se eu fosse ele, estaria fora da política. Ele assinou um papel no cartório, que se fosse eleito em São Paulo, não renunciaria. Se fosse eu, com a imprensa de São Paulo do jeito que é, nunca mais teria direito de ser candidato", completou Ciro Gomes, que participou da carreata em prol da campanha de reeleição do governador Wilson Martins (PSB).

INDICADORES DO BLOG

INDICADORES DE 28-10-2010
Bovespa -0,35% 70,320,13 (18h14)
Nasdaq +0,16% 2507,37 (18h05)
Ouro 250 g BMF -0,12% 79 (16h23)
CAC&FR +0,49% 3834,84 (13h37)
DAX +0,41% 6595,28 (14h00)
Dólar com. -0,46% R$ 1,7140 (17h00)
Euro +1,50% R$ 2,3839 (17h55)
Poupança 0,56480%
Fonte: CMA

ARTE NO BLOG

A ARTE BARROCA 


A arte barroca originou-se na Itália (séc. XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria.

Suas características gerais são:

- emocional sobre o racional; seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio.

- busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas;

- entrelaçamento entre a arquitetura e escultura;

- violentos contrastes de luz e sombra;

- pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida.

PINTURA:

"Baco adolescente", Caravaggio



Características da pintura barroca:

-Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.
-Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade.
-Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
-Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.

Dentre os pintores barrocos italianos:

Caravaggio - o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador.
Obra destacada: Vocação de São Mateus.

Andrea Pozzo - realizou grandes composições de perspectiva nas pinturas dos tetos das igrejas barrocas, causando a ilusão de que as paredes e colunas da igreja continuam no teto, e de que este se abre para o céu, de onde santos e anjos convidam os homens para a santidade.
Obra destacada: A Glória de Santo Inácio.

A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Dentre os pintores mais representativos, de outros países da Europa, temos:

Velázquez - além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história.
Obra destacada: O Conde Duque de Olivares.

Rubens (espanhol) - além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas.
Obra destacada: O Jardim do Amor.

Rembrandt (holandês) - o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa.
Obra destacada: Aula de Anatomia.

ESCULTURA

 Monumento a Richelieu, de François Girardon, Igreja da Sobornne, Paris

Suas características são: o predomío das linhas curvas, dos drapeados das vestes e do uso do dourado; e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento.

Bernini - arquiteto, urbanista, decorador e escultor, algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas, como, por exemplo, o baldaquino e a cadeira de São Pedro, ambos na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Obra destacada: A Praça de São Pedro, Vaticano e o Êxtase de Santa Teresa.

Para seu conhecimento
Barroco: termo de origem espanhola 'Barrueco', aplicado para designar pérolas de forma irregular.


Fonte: Silvana Barros - Nova Iguaçu, RJ, Brazil (http://silvanabarros.blogspot.com)

RECEITA DO BLOG

CASQUINHO DE CARANGUEJO


 INGREDIENTES

Um delicioso e simpático petisco de caranguejo servido dentro do próprio casco do crustáceo.

500 gramas de carne de caranguejo
2 tomates, 1 cebola, ½ pimentão, 2 dentes de alho e coentro picadinhos
casquinhos de caranguejo vazios e limpos
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher chá de amido de milho
1 colher de sopa de margarina
½ xícara de farinha de mandioca
250 ml de leite de coco
sal e pimenta a gosto

MODO DE PEPARAR

Frite os temperos no azeite até que comecem a dourar, junte a carne de caranguejo, o leite de coco e tempere com sal e pimenta. Deixe ferver 15 minutos. Dissolva o amido em um pouco d'água, despeje sobre a carne e mexa até ferver. Em uma frigideira doure a farinha na margarina. Encha os casquinhos do caranguejo com o creme e cubra com a farofa.

CIRCULA NA INTERNET

DILMA QUE IR PARA O PV (PARTIDO DA VITÓRIA)

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem na pitoresca Praia de São José em Touros - RN

PIADA DO BLOG

DO QUE O JOÃZINHO GOSTA 

Joãozinho sempre foi um garoto muito levado e por isso a professora sempre pegava no seu pé. Certo dia, a professora pergunta os alunos:

- Mariazinha, do que você mais gosta?

- Chocolate - respondeu a gordinha.

- E você Zequinha?

- De videogame, professora!

Aí ela virou para o Joãozinho:

- E você menino... O que você mais gosta?

Com a cara mais limpa ele respondeu:

- De "Tu" professora!

A professora, emocionada, interrompeu a aula e levou Joãozinho pra cantina querendo lhe
oferecer alguma coisa:

- O que você vai querer, Joãozinho?

Ele disse:

- "Tota-Tola".

TEXTO DO BLOG

UMA CAMPANHA RADICALIZADA PELA METADE
   








por Bruno Lima Rocha*

Venho assistindo por obrigação profissional aos debates entre candidatos a presidente, ocorridos em 2010.
Confesso que as edições do segundo turno vêm me agradando mais, embora também reconheça ser nestas ocasiões quando o senso comum condena a campanha como agressiva e pouco programática.
É difícil rebater esta tese, e os analistas não podem negar o óbvio. Reconheço a impressão transmitida na corrida eleitoral como esvaziada de sentido e, ao "apelar para baixaria", iguala os candidatos em vários aspectos. Ainda assim, fica a questão. Como é possível marcar a diferença se os campos de alianças se assemelham?
Mesmo reconhecendo que José Serra e Índio da Costa (PSDB-DEM) e Dilma Rousseff e Michel Temer (PT-PMDB) não se equivalem, observo serem muitos os pontos de concordância. Bastava discorrer sobre os temas como agro-negócio e modelo de plataforma de exportação de produtos primários que veríamos a semelhança.
É esta variável, a da permanência de estruturas de poder comuns a ambas coligações, que levanto para identificar o porquê da campanha ter descambado para denúncias, acirramento de ânimos e agressividades sobre os atores políticos e não objetivando os projetos que os mesmos representam ou dizem representar.
Nos debates a pauta é marcada pela tentativa de criminalizar ou ao menos pôr sob suspeita o acionar político do adversário e, ao mesmo tempo, desqualificá-lo como gestor público e tribuno.
Chega a ser enfadonho ouvir a mesma ladainha, mas a linha discursiva tem uma razão de ser. Ora, se o outro é incapaz e suspeito de condutas não-republicanas, simplesmente não há como discutir e debater. Isto porque, em afirmando o argumento, há uma barreira de convivência e confiabilidade, onde a "moral republicana" implicaria em ser uma "pessoa de bem" e, simultaneamente, "preocupada com o bem comum".
Identifico em José Serra a primeira base de afirmação ("Serra é do bem") e em Dilma, a segunda ("A presidente que não vai deixar privatizar").
O curioso é que, se formos analisar pelo campo das alianças e as reduzidas margens de manobras marcadas pela política econômica comum, poderia haver mais semelhanças do que disparidades.
Talvez este seja o motivo do porque a radicalização dos discursos de campanha no segundo turno não ter vindo acompanhada de mobilização de voluntários e sim de cabos eleitorais remunerados para as funções de menor complexidade, tais como: gritar o nome dos políticos e aplaudi-los, distribuir santinhos, balançar bandeiras e até trocar empurrões.
A campanha está radicalizada, mas conforme é dito aqui no sul, "à meia boca". Como se sabe, ambos escondem o jogo ou ao menos não o declaram.
Se a aliança de centro-direita for expor os seus pressupostos, inclinados ao neoliberalismo, irá perder votos pelo fator rejeição ao governo FHC. Já se a coligação de Dilma for afirmar o que declarara no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (3º PNDH), sofrerá intervenções de agentes com poder de veto político e midiático, tal como ocorrera no tema dos direitos reprodutivos e descriminalização do aborto.
Enfim, fica a dúvida. Como se pode fazer política com profundidade se os candidatos ao Poder Executivo da 5ª economia do mundo não falam publicamente o que pensam?
   
(*) Bruno Lima Rocha é cientista político www.estrategiaeanalise.com.br - blimarocha@gmail.com
    

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"MADE IN" BLOG DE CARLOS ESCÓSSIA

CARTA ABERTA 

                       DE CARLOS MOURA, COM CARINHO,  PARA NOBLAT

Publico na integra a carta aberta de Carlos Moura*  para o jornalista de "O Globo" Ricardo Noblat.

Noblat,

Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria,  jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.

Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente "brasileira", da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.

O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior  rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a  dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.

O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita  ("esqueçam o que eu escrevi", " tenho um pé na senzala" "o resultado foi um trabalho de Deus"). O que vale é a forma, o estilo envernizado.

As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca.  A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas   e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, "manchetar"  a "queda" de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a "liturgia"  do cargo. Ao togado basta o cinismo.

Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História.  E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.

Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a "matança de criancinhas", enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é "acadêmica".

A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir "caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade".

Você não vai "decidir" que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia  de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça,  sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado,  a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.

Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG

* Carlos Moura é  aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG

CITAÇÃO DO DIA

"Não é este mundo concreto e material que assusta os homens, mas o fantástico, abstrato e ideal, que eles mesmos criaram e imaginam." (Mariano da Fonseca, o marquês de Maricá (1773-1848), político carioca)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

ASSEMBLEIA NACIONAL DA FRANÇA APROVA REFORMAS NAS APOSENTADORIAS

A Assembleia Nacional da França aprovou o polêmico projeto do governo do presidente Nicolas Sarkozy de reforma do sistema de aposentadoria do país. O governo tem uma ampla maioria na Casa. A medida da Câmara Baixa do Parlamento acontece após o Senado ter aprovado o projeto, que desencadeou semanas de greves e protestos, às vezes violentos. Após a aprovação do projeto, que eleva a idade mínima para aposentadoria para 62 anos, de 60 anos anteriormente, um membro importante do oposicionista Partido Socialista, Bruno Leroux, disse em uma entrevista para a televisão que o partido vai contestar a lei no tribunal constitucional da França. Tal decisão já era esperada, e observadores políticos afirmam que a lei, que deve ser aprovada pelo tribunal, pode entrar em vigor somente por volta do dia 5 de novembro. As informações são da Dow Jones.

BRASIL APRESENTA CORTE DE 30% NAS EMISSÕES DE CO2 NOS ÚLTIMOS 5 ANOS

O Brasil reduziu suas emissões de CO2 em pelo menos 34% nos últimos cinco anos, depois acumular uma alta de 60% na década e meia encerrada em 2005. O País virtualmente já atingiu sua meta de 2020, disse o governo nesta semana, a um mês da cúpula sobre mudança climática marcada para Cancún no México. Em meio à redução das esperanças de um pacto das Nações Unidas no México, o Brasil quer mostrar seus progressos e pressionar os demais países a fazer maior esforço. "Estamos indo a Cancún de cabeça erguida", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia na qual lançou um fundo climático alimentado pela renda do petróleo. O Brasil reduziu suas emissões de CO2 a 1,78 bilhão de toneladas de CO2 equivalente em 2009, queda de 33,6% frente a 2004. na reunião da ONU de Copenhague de 2009, o Brasil havia se comprometido a atingir a meta de 1,7 bilhão de toneladas em 2020. A queda, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, se deve principalmente à redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, somada à manutenção do nível de crescimento de emissões nos outros setores. Mas com a economia crescendo a mais de 7% ao ano, o Brasil enfrentará desafios para reduzir, ou mesmo limitar, as emissões no futuro. "Chegaremos a um ponto onde será difícil contar com o desflorestamento para obter mais reduções de carbono", disse o diretor-geral do Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara. O Inpe mede a destruição da floresta. Autoridades dizem que o governo precisa agora concentrar-se em outras fontes de emissão. "Precisamos controlar as emissões de gases do efeito estufa na energia, agricultura e indústria", afirmou Rezende.

MORTE DE KIRCHNER MUDA CENÁRIO POLÍTICO NA ARGENTINA

A delicada saúde do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, marido da presidente Cristina Kirchner, era já motivo de alerta dos especialistas. Considerado o real poder no governo da mulher, Néstor sofreu um ataque cardíaco por volta das 9h30 (horário de Brasília), na cidade natal dele, El Calafete, e veio a falecer num hospital local. No último ano, Néstor esteve internado em cinco oportunidades, duas delas com obstrução arterial. A morte do líder de 60 anos, que marcou os últimos sete anos da história argentina, muda o cenário político no país. Néstor Kirchner foi o 54º presidente da Argentina, cargo que ocupou desde maio de 2003 até 10 de dezembro de 2007, quando conseguiu eleger a mulher dele, Cristina, para sucedê-lo. Antes de ser eleito presidente, ele foi prefeito de Río Gallegos (1987-1991) e governador da província de Santa Cruz (1991-2003). Em 2009 foi deputado federal pela província de Buenos Aires, com mandato de 10 de dezembro de 2009 até 10 de dezembro de 2013. No dia 4 de maio de 2010 foi escolhido pelos presidentes da Unasul como secretário geral do grupo. Também foi eleito como presidente do Partido Justicialista (peronista), cargo a que renunciou em 29 de junho de 2009 e voltou a ocupar em 11 de novembro de 2009, assumindo oficialmente em 10 de março. A saúde de Kirchner era frágil, mas ele sempre tentava demonstrar o contrário, temendo perder poder. Dois depois da última angioplastia sofrida, Kirchner apareceu em um ato político multitudinário, como se nada tivesse ocorrido. Na Argentina, os líderes políticos têm o costume de não informar aos cidadãos sobre seu real estado de saúde. Isso ocorreu com os ex-presidentes Carlos Menem e Fernando De la Rúa, por exemplo. Mas Kirchner foi o mais misterioso, até na hora de sua morte. Embora todos os meios de comunicação da Argentina estejam anunciando a morte de Kirchner, ainda não houve uma nota oficial sobre o assunto. O governo nunca permitiu a divulgação de informações dos antecedentes médicos de Kirchner, nem antes nem depois de ele assumir a Presidência. Em 2004, ele ficou uma semana de repouso por um problema gastrointestinal, que foi escondido. Um ano mais tarde foi internado na unidade de cuidados presidenciais do Hospital Argerich e não houve informação oficial. Em fevereiro deste ano, o ex-presidente sofreu uma obstrução da artéria carótida. Contudo, o episódio mais grave ocorreu no dia 11 de setembro passado, quando teve outra obstrução e foi submetido a uma angioplastia. Ele foi operado de emergência, mas em um primeiro momento o governo negou. Mais tarde houve um comunicado oficial reconhecendo o procedimento, considerado "um êxito". Porém, em off, os médicos começaram a comentar sobre a deterioração do estado de saúde de Kirchner. Para o cientista político argentino e diretor do Centro de Estudos União para a Nova Maioria, Rosendo Fraga, a vulnerabilidade da saúde de Néstor Kirchner ratificou sua importância como líder do governo. Sua morte leva à especulação sobre o que sucederá no governo de Cristina, a partir de agora sem a liderança do marido. Ele considera que será mais difícil para Cristina manter o controle do peronismo e isso vai debilitar seu governo e impulsionar o crescimento do Peronismo Federal, uma dissidência do PJ criada para enfrentar o casal Kirchner. "Quando Kirchner presenciou o ato político e retornou à sua atividade política imediatamente após a cirurgia de setembro mostrou que, como sempre, ele redobrava a aposta. Isso implica que ele não estava disposto a ceder em seu objetivo de ser candidato a presidente no ano que vem", comentou Fraga. "A questão agora é saber se Cristina terá a mesma capacidade de manter alinhado o PJ, partido que dá sinais de independência dos dissidentes", afirmou. A morte do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner "introduz incerteza política expressiva, uma vez que as forças políticas pró-governo provavelmente se realinharão significativamente antes das eleições presidenciais do próximo ano" no país, afirma em relatório o banco de investimentos Goldman Sachs. "Agora é mais provável que a presidente Cristina Kirchner tente a reeleição (mas sem a valiosa contribuição nem a esteira política de um experimentado estrategista) e uma reforma do ministério nos próximos meses não pode ser descartada", dizem os analistas do banco. "Além disso, o acontecimento de hoje aumenta a probabilidade de que Daniel Scioli, atual governador da Província de Buenos Aires, lance sua própria candidatura para a presidência, competindo pelo mesmo espaço político ocupado pelos Kirchners", opina o Goldman Sachs. Scioli foi vice-presidente do país no governo de Néstor Kirchner.

INDICADORES DO BLOG

INDICADORES DE 27-10-2010
Bovespa -0,24%  70.568,94 (18h15)
Nasdaq +0,23% 2503,26 (18h04)
Ouro 250 g BMF -0,50% 79,1 (16h04)
CAC&FR -0,86% 3819,46 (13h40)
DAX -0,69% 6568 (14h01)
Dólar com. +0,93% R$ 1,7220 (17h01)
Euro +0,33% R$ 2,3683 (17h43)
Poupança 0,57060%
Fonte: CMA

RIVISTA DO "MINO"



Hermínio Macêdo Castelo Branco (Mino) é cearense, natural de Fortaleza. Filho de Francisca Macêdo e Raimundo Castelo Branco, nasceu no dia 3 de maio de 1944. Formado em Direito pela UFC (inscrito na OAB), a lista de suas atribuições é extensa: desenhista, artista plástico, cartunista, programador visual, projetista gráfico, poeta bissexto, livre pensador, autor de histórias, fábulas e contos infantis, ilustrador e publicitário. Trabalhando em agências de publicidade e colaborando com quase todos os jornais de Fortaleza, passou vários anos dedicado ao trabalho de criação de marcas, programação visual e projetos gráficos. Edita sua própria publicação mensal "RIVISTA", distribuída através da editora "RISO" (de sua propriedade) para vários colégios no Ceará. RIVISTA contém toda a diversificação de seu trabalho: fábulas, contos, frases, pensamentos, artigos, poesias, ilustrações e cartuns.
O "Blog do Borjão" em homenagem ao Mino disponibiliza às 5ª feiras o tópico "RIVISTA DO MINO". 

SAÚDE NO BLOG

MATERNIDADES DE TODO O PAÍS TÊM DE FAZER TESTE DA ORELHINHA NOS BEBÊS

O objetivo é diagnosticar problemas auditivos nos primeiros dias de vida da criança e orientar os pais sobre o tratamento. O teste deve ser feito com todos os recém-nascidos, mas é indicado em especial àqueles cujos pais têm história familiar de bebês com problemas auditivos, prematuros e os nascidos de mães portadoras de imunodeficiências, toxoplasmose, sífilis, rubéola, varicela, herpes.

por Marcos Roberto Nogueira*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (64) sancionou em agosto último a Lei 12303, originária do Congresso Nacional, que torna obrigatório em todo o país o exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, ou Teste da Orelhinha, como vem sendo chamado pela população. A partir daquele mês, portanto - como já ocorre com o Teste do Pezinho, exame de sangue que identifica se o bebê sofre de fenilcetonúria e de hipotireoidismo, doenças congênitas que causam deficiência mental irreversível -, todas as maternidades do país têm de realizar gratuitamente o exame nas crianças que nascerem em suas dependências. O objetivo é diagnosticar problemas auditivos e orientar os pais sobre o tratamento.

O Teste da Orelhinha, vale destacar, não constitui propriamente uma novidade. Ele já era realizado por maternidades e hospitais públicos em parte dos municípios. Em São Paulo, por exemplo, era obrigatório por lei. Também era oferecido por hospitais e maternidades privados, com a aceitação ou recusa voluntária por parte dos pais.

O exame deve ser realizado nos dias subsequentes ao nascimento do bebê por uma equipe multidisciplinar no leito, no berçário ou na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Quem o executa é principalmente o fonoaudiólogo, num trabalho multiprofissional juntamente com otorrinolaringologistas, pediatras, neonatologistas e o corpo de enfermagem, utilizando-se de software próprio. Coloca-se um sensor no ouvido do recém-nascido e se emite determinado ruído. O ouvido gera, então, uma resposa, que é captada pelo computador e interpretada pelos especialistas. Trata-se de uma triagem e os bebês passam ou não no teste. Aqueles que não passam fazem novos exames após a alta hospitalar para detectar se realmente apresentam problema auditivo ou se foi uma falsa reprovação.

Todos os recém-nascidos, vale destacar, precisam fazer o Teste da Orelhinha. Isso é fundamental. Mas o teste é indicado em especial a bebês cujos pais têm história familiar de recém-nascidos com problemas auditivos; prematuros; e bebês nascidos de mães portadoras de imunodeficiências, toxoplasmose, sífilis, rubéola, varicela e herpes.

As pesquisas indicam que a incidência de problemas auditivos nos recém-nascidos é muito maior que a das doenças descobertas com o Teste do Pezinho e outros testes obrigatórios por lei no Brasil. Três em cada grupo de 1000 bebês nascidos vivos apresentam problemas auditivos, enquanto 2 a 3 em cada grupo de 10000 têm doenças congênitas causadoras de deficiência mental irreversível, como a fenilcetonúria e o hipotireoidismo.

"E qual é a importância de se fazer o diagnóstico precoce de problemas auditivos no bebê?", você pode estar se perguntando. É fundamental, porque se pode iniciar o quanto antes o tratamento. Os estudos mostram que 50% das deficiências auditivas podem ser superadas ou minimizadas quando se inicia o tratamento até os 6 meses de idade. O desenvolvimento da fala e da linguagem fica muito comprometido quando a criança não ouve. Quanto mais cedo se der início à reabilitação, seja com o uso de aparelhos, seja com outras técnicas, melhor ela desenvolverá a fala e a linguagem.

* Marcos Roberto Nogueira (CRM 61944), médico otorrinolaringologista na capital paulista, formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e fez pós-graduação em Fitoterapia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E-mail: marcosnogueira@hotmail.com

CIRCULA NA INTERNET

AGENDA DA SEMANA 


IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem clicada por Manoel Cícero na nativa Praia de Pitinga no Município de Rio do Fogo - RN

PIADA DO BLOG

O PROVÉRBIO DA BICHA

Duas bichas conversando:

- Eu virei homossexual por causa de um provérbio!

- De um provérbio? - Estranhou a outra.

- É, querida! Eu tinha um primo gay que ficava toda hora tentando me convencer a mudar de time. Aí um dia ele me falou esse provérbio "Quando você sentir duas bolas encostarem nas suas nádegas. . . Não se desespere. . . O pior já passou! "

TEXTO DO BLOG

MEU CARO FERNANDO 



 







por Theotonio dos Santos*

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico.

Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população.

Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependência: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).

Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.

O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar, vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação.

Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, todas as economias do mundo apresentaram uma queda da inflação para menos de 10%. Claro que em cada pais apareceram os "gênios" locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.

No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. Tivemos no seu governo uma das mais altas inflações do mundo. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte.

Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la "pelo menos até as eleições", indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização.

O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da "ameaça petista" pois esta desvalorização ocorreu muito antes da "ameaça Lula". Ora, uma moeda que se desvaloriza quatro vezes em oito ano pode ser considerada uma moeda forte? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?

Conclusões: O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

Segundo mito: Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.

E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados "esqueletos" das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos, para em seguida depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros normais de 3 A 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir o déficit que gerava.

Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou drasticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo... te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.

Terceiro mito: Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido todas as suas divisas. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição uns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 bilhões de dólares do FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.

Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado.

A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, um fracasso econômico rotundo que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar...

Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este pais.

Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da "descoberta do Brasil". E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entrou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.

Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer.

E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o verdadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.

Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês (e tenho a melhor recordação de Ruth), mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.

Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço.

(*) Theotonio dos Santos é professor emérito da Universidade Federal Fluminense, presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável e professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.