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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CITAÇÃO DO DIA


“Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.” (Roberto Freire)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG

CORTE DO IPI DEU CONFIANÇA À INDÚSTRIA
O corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) feito pelo governo para incentivar o consumo de carros, geladeiras, fogões e lavadoras ajudou a enxugar os estoques excessivos desses itens nas fábricas e foi o fator que mais contribuiu para o aumento da confiança dos empresários da indústria em outubro. A Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de outubro mostra que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu neste mês 106 pontos, com alta de 1% na comparação com setembro e de 4,8% ante o mesmo mês do ano passado. Pela primeira vez em 15 meses, a confiança dos empresários superou a média do índice de confiança dos últimos cinco anos. Mas a recuperação do setor fabril ainda é tênue, com recuos em outubro de 0,5% na confiança do setor de bens de capital em relação a setembro, descontadas as influências sazonais, e de 3% no setor de materiais de construção, na mesma base de comparação. Nesse período, houve acréscimo significativo na confiança do segmentos de bens duráveis (3,1%) e também nos bens intermediários, que foram puxados pelos duráveis, beneficiados pela redução do IPI. Já na confiança do segmentos de não duráveis, que são bens ligados à renda, houve um acréscimo de 0,6% de setembro para outubro. "No mês passado eu estava mais animado com a recuperação da indústria de transformação do que agora", afirma o coordenador de sondagens conjunturais da FGV, Aloisio Campelo. Isso porque os resultados da pesquisa que consultou 1.290 indústrias entre os dias 1.º e 25 deste mês que, exibe sinais dúbios. A fatia geral de empresas com estoques excessivos, por exemplo, recuou pelo quarto mês seguido. E o que pesou nessa queda foi o fato de ter mais que triplicado, de setembro para outubro, o número de montadoras de veículos e comerciais leves com produtos insuficientes. Em setembro, 7% delas informaram estar nessa condição. E essa fatia atingiu 25,8% das companhias este mês. Tanto é que o segmento de material de transporte foi considerado pela pesquisa como subestocado. Em contrapartida, o segmento de mecânica, basicamente formado por bens de capital, cujo crescimento é sinônimo de investimento, está superestocado. Campelo destaca, por exemplo,que neste mês 36% dos fabricantes de tratores e máquinas para terraplenagem estão com estoques excessivos e em setembro eram 40%. No caso dos caminhões, 68% das montadoras estão com estoques excessivos hoje, ante 27% delas em setembro. "Já houve um ponto de virada no investimento, mas como temos números negativos nos bens de capital, há percalços na recuperação", pondera. A grande dúvida da indústria hoje é saber como será o desempenho do consumo no primeiro trimestre, quando os benefícios de corte do IPI deverão ter acabado, segundo as regras atuais, e o mercado terá de andar por conta própria. "O risco de baque existe", diz o economista. Ele lembra que tradicionalmente a demanda é fraca no primeiro trimestre e, sem o IPI, essa tendência pode se acentuar. "Pode ser que a indústria cresça menos do que no 4º trimestre. Mas há setores que poderão ganhar força", diz Campelo, enfatizando que o investimento não vai crescer a taxas muito fortes.

BRASILEIRO DESCOBRE "SUPERESTRELA" RARA
Um astrônomo brasileiro conseguiu encontrar, no meio das mais de 200 bilhões de estrelas da Via Láctea, um astro que é particularmente especial: uma grandalhona com pelo menos cem vezes a massa do nosso Sol. E mais: a estrela parece ter sido "expulsa" da região em que se formou, estando agora isolada a cerca de 25 mil anos-luz daqui. Astros tão maciços são difíceis de encontrar, pois são muito raros e têm vida relativamente curta. "É como encontrar um grão de areia especial no meio de uma praia inteira", explica Alexandre Roman Lopes, autor da descoberta e pesquisador da Universidade de La Serena, no Chile. Ele é especialista em encontrar esses monstrengos espaciais.
A estrela descoberta, batizada de WR42e, provavelmente tem elementos químicos essenciais à formação e desenvolvimento da vida como a conhecemos. E, na explosão que marca a morte das grandes estrelas, eles deverão se espalhar pelo espaço. Por isso, explica o astrônomo, a descoberta poderá ajudar no "entendimento de como os elementos químicos se formam, e até a evolução da nossa própria galáxia". Apesar de grandalhona, ela é novinha em termos galácticos: tem apenas 1 milhão de anos. Com 4,6 bilhões de anos, nosso Sol, por outro lado, já é um veterano. A vida, no entanto, será bem mais curta para o astro. Quanto maior uma estrela é, mais rápido ela consome o combustível de seu núcleo. Acredita-se que o fim da linha para esse parrudo objeto seja, na melhor das hipóteses, daqui a 1 milhão de anos. Praticamente amanhã quando se trata de astronomia. A superestrela se formou no aglomerado NGC3603, localizado mais ou menos do outro lado da galáxia. A região é uma espécie de berçário estelar, onde vários astros se concentram em um espaço reduzido. Tanta proximidade causa interações gravitacionais poderosas e, para o astrônomo brasileiro, foi numa dessas que a grandalhona acabou "chutada" para a periferia desse sistema. Essa proposição foi publicada agora no "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society", baseada em observações do telescópio Soar, também no Chile. Na opinião de Claudio Bastos, astrônomo do ON (Observatório Nacional) que não está envolvido com o estudo, a descoberta dessa gigante pode ajudar a revisar as teorias de formação estelar. "É uma descoberta interessante, pois se trata de um objeto extremamente raro. A observação sempre coloca em xeque as teorias. Vamos ver até onde os modelos conseguem se encaixar", explica.

GOVERNO QUER INCENTIVAR PAGAMENTO VIA CELULAR
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o governo deve anunciar em breve medida legislativa, que já teria seguido para a Casa Civil, sobre os pagamentos por meio de dispositivos móveis, o chamado mobile payment. “Nossa expectativa é oferecer mais um sistema que vai se somar a tantos outros”, disse o ministro. “Com o celular, vamos conseguir diminuir esses custos de pagamento”, afirmou, se referindo ao custo dos aparelhos que captam negócios com cartões. O ministro participa da abertura do IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira, realizado em Porto Alegre. Bernardo afirmou que o governo deve enviar ainda este ano ao Congresso Medida Provisória (MP) ou projeto de lei que trata da definição do marco legal e regulatório sobre pagamentos móveis. Segundo ele, a proposta foi finalizada pela área técnica e será apresentada em breve à presidente Dilma Rousseff. O normativo deve tratar de uma forma mais ampla de sistema de pagamentos, incluindo o meio eletrônico, entre eles, operações por celular. O governo vai exigir tecnologias que permitam a comunicação entre todos os usuários e que não sejam excludentes. “Têm de ser interoperável, têm de conversar entre si”, afirmou o ministro. Aldo Mendes, diretor de Política Monetária do Banco Central, afirmou que o governo está preparando uma proposta para regulamentar pagamentos móveis porque não há arcabouço normativo nessa área. “Todo nosso esforço terá sido em vão sem o barateamento de acesso ao pagamento móvel. A inclusão financeira de baixo custo está presente no projeto de medida”, destacou. De acordo com Mendes, é preciso que ocorra operações interrelacionadas entre as várias formas de pagamento móvel, visando manter sua solidez e eficiência. “Outros objetivos também são a promoção de competição e acesso não discriminatório a serviços”, ponderou. O diretor disse ainda que “a proposta de marco legal visa também a máxima inclusão financeira, ao mínimo custo possível”. Paulo Bernardo disse que a ideia é transformar o celular em uma “carteira eletrônica”. As pessoas poderão comprar créditos e usá-los não apenas para fazer ligações, mas também para pagar outras despesas. O ministro também comparou as operações com o envio de mensagens de texto do usuário para um banco ou operadora de celular, que vão transferir créditos entre seus clientes. O ministro afirmou que o Banco Central irá estabelecer limite de valores para transações financeiras por meio de celulares. Também irá acompanhar essas operações, como já faz com as demais do sistema bancário para evitar fraudes. O governo quer que bancos, operadoras de celular e outras empresas, como comércio, seguradoras e outros, possam oferecer serviços por esse meio. Bernardo disse que será possível, por exemplo, fazer cobrança de seguros pelo celular. Mas não será permitido, segundo ele, que operadoras de telefonia façam empréstimos para clientes. A nova regra também deve garantir que o dinheiro do cliente não fique com a operadora de telefonia, como acontece hoje com os depósitos bancários, para evitar perdas no caso de quebra de alguma dessas empresas. Bernardo afirmou que as regras para pagamentos móveis, vão forçar a redução de tarifas, por exemplo, das máquinas de cartões. “Hoje se gasta muito com as máquinas de cartão. Vai ser uma opção a mais. Isso vai forçar a redução de tarifas”, disse o ministro, que afirmou não querer criticar os bancos. Bernardo disse que essa operação vai beneficiar, principalmente, pessoas que hoje não têm acesso ao sistema bancário, mas que o objetivo final é bancarizar a população. O ministro disse que beneficiários da Previdência Social e do Bolsa Família, por exemplo, poderão optar por receber seus benefícios na forma de crédito no celular, se quiserem. “Os bancos vão ganhar, as operadoras vão ganhar, mas o objetivo é que a população seja beneficiada com mais essa opção”, afirmou. 

CINEMA NO BLOG


007 - OPERAÇÃO SKYFALL
(Skyfall, 2012)


FICHA TÉCNICA
Diretor: Sam Mendes
Elenco: Daniel Craig, Javier Bardem, Judi Dench, Naomie Harris, Bérénice Marlohe, Ralph Fiennes, Albert Finney, Ben Whishaw, Rory Kinnear, Helen McCrory
Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, John Logan
Fotografia: Roger Deakins
Trilha Sonora: David Arnold
Duração: 145 min.
Ano: 2012
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Sony Pictures Entertainment / Albert R. Broccoli's Eon Productions
Classificação: 12 anos

SINOPSE
O roubo de um HD contendo informações valiosas sobre a identidade de diversos agentes, infiltrados em células terroristas espalhadas ao redor do planeta, faz com que James Bond (Daniel Craig) parta atrás do ladrão. A perseguição segue pelas ruas de uma cidade na Turquia e acaba em cima de um trem. Precisando impedir que a peça seja levada, M (Judi Dench) ordena que a agente Eve (Naomi Harris) dispare, mesmo sabendo que o tiro pode atingir Bond. É o que acontece, fazendo com que o agente 007 despenque de uma altura incrível. Considerado morto, Bond passa a levar uma vida como "fantasma" até assistir, pela TV, o ataque terrorista sofrido pelo MI6 em plena Londres. Disposto a mais uma vez defender seu país, ele retorna à capital inglesa e se reapresenta a M, mesmo guardando uma certa mágoa dela por ter ordenado o disparo. Logo eles descobrem que o responsável pelo roubo e o atentado é alguém que conhece muito bem o modo de funcionamento do MI6.

VIDEOS:


CRÍTICA
A mais longeva franquia da história do cinema fez bodas de ouro em 2012. Há 50 anos, em outubro de 1962, estreava o primeiro filme do agente britânico James Bond. De 007 Contra o Satânico Dr. No para cá foram 23 longas-metragens que amealharam fãs de várias gerações ao redor do mundo. O aniversário, logicamente, pedia um novo filme. Não um filme qualquer, mas algo acima da média. Uma produção capaz de render verdadeira homenagem à trajetória do herói a serviço de Sua Majestade. A grata notícia para os fãs é que 007 - Operação Skyfall é tudo isso: um ótimo filme de ação que faz jus ao legado deixado pelo charmoso espião com licença para matar. Quem vai dar uma festa costuma cercar-se de cuidados para que nada dê errado. Assim fizeram os produtores de Skyfall, que começaram por chamar um bom organizador para o evento: o diretor Sam Mendes, vencedor do Oscar por Beleza Americana. O aniversariante, um grande herói, só se justifica se tiver de confrontar um vilão à altura. Para não dar margem para o azar, convocaram outro ganhador de Oscar: Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez). Junte a isso um bom enredo cheio de referências ao passado do personagem e a festa está pronta para começar.E começa com muita ação, com Bond e a agente de campo Eve (Naomie Harris, de Miami Vice) na cola de criminosos que roubaram um HD com informações sigilosas sobre todos os agentes da MI6, o serviço de espionagem do governo britânico. A sequência é extremamente movimentada e muito bem dirigida, o que deixa o espectador no clima tenso da situação: se não recuperar a arquivo, a vida de todos os espiões infiltrados pelo mundo estará ameaçada.  A perseguição nas ruas movimentadas de Istambul envolve carros, motos, trem e até uma escavadeira. Tudo termina, não da melhor maneira, nas águas de um rio. Aqui os fãs têm a primeira das muitas surpresas reservadas pelo longa: uma típica e linda abertura dos filmes de 007 à moda antiga, com muitas cores e efeitos ao som da música-tema do filme na voz maviosa de Adele. Das sequências de abertura dos filmes de Bond, a minha preferida sempre foi a de Moscou contra 007. Tenho duas prediletas agora. Quando as coisas não vão muito bem, James Bond não fica se lamentando. Não faz seu estilo. Dá um tempo nos braços de alguma mulher maravilhosa, toma uma cervejinha à beira-mar depois do sexo - quem pensou que ver o agente tomando cerveja no lugar de seu dry martini ou um espumante Don Perignon 53 ia soar estranho, engana-se. Tudo foi muito bem pensado e soa plausível dentro da situação. E, afinal, Bond gosta de beber e o filme reserva espaço para ele saborear seu Martini, batido e não mexido, e outros drinks, mesmo que em situação pouco agradável. Terminado o descanso, Bond tem de voltar à ação e enfrentar um vilão indigesto: Silva (Bardem). Quem faz as honras desse primeiro contato entre os dois é uma bond girl cuja beleza e classe rivaliza com as belas mulheres que marcaram a carreira do agente. Sévérine, interpretada pela estonteante atriz Bérénice Marlohe, é do tipo capaz de fazer qualquer homem comum desistir de outras coisas menos importantes, como salvar o mundo ou a coroa britânica. James Bond, no entanto, não é um homem comum e segue com sua missão. Antes, claro, prova os encantos dessa beldade sob o chuveiro e a bordo de um iate. Isso é ter classe. Javier Bardem é um show à parte nesta festa de aniversário de 007. O ator faz um tipo cômico e, ao mesmo tempo, capaz de convencer o público de que é uma grande ameaça. Não somente a Bond, mas principalmente a "M" (Judi Dench), com quem quer acertar contas. Por quê? Isso você só vai saber vendo o filme.  De Operação Skyfall é bom saber o mínimo, pois qualquer adendo pode tirar o prazer das muitas surpresas e referências que o filme traz. O pouco necessário está aqui e não vou me alongar mais. Todo o resto é sigiloso e põe em risco minha missão como crítico e a sua como espectador. Há aqui evidências suficientes para tornar obrigatória sua ida ao cinema. (by Roberto Guerra)


CURIOSIDADES
Mudou de ideia:
Embora tenha afirmado que o filme não estava programado para ser uma sequência de 007 - Quantum of Solace (2008) e 007 - Cassino Royale (2006),  a produtora Barbara Broccoli acabou dizendo que seria bem provável que o filme fechasse uma trilogia.
Títulos cogitados:
Quatro títulos retirados da obra de Ian Fleming foram cogitados para batizar o filme: "The Property of a Lady", "The Hildebrand Rarity", "Risico" e "007 in New York", também conhecido como "Agent 007 in New York".
Elenco:
Em 2009, surgiram rumores de que Ernst Stavro Blofeld seria interpretado por Michael Sheen neste filme, marcando o retorno do personagem que estava afastado da franquia desde 007 - Os Diamantes São Eternos (1971).
De volta à trilha:
Este é o sexto filme consecutivo que o compositor David Arnold será responsável pela trilha.
Presença da Dama:
É a sétima vez que Judi Dench interpretará o personagem M.
Dench e Sam Mendes já trabalharam juntos no teatro.
Oscarizado no comando:
Primeira vez que um filme de 007 será dirigido por um ganhador do Oscar de Melhor Diretor, título conquistado por Beleza Americana em 1999.
Sem mudanças no intervalo:
É o primeiro filme da franquia com intervalo acima de quatro anos, cujo protagonista não foi modificado. Isso aconteceu entre o 007 - Permissão Para Matar (1989) de Timothy Dalton e o 007 Contra Goldeneye (1995) de Pierce Brosnan. A história se repetiu com o 007 - Um Novo Dia Para Morrer (2002), que teve Brosnan novamente, mas sendo substituído por Daniel Craig em 007 - Cassino Royale (2006).
Bond de novo:
Será o terceiro filme com Daniel Craig no papel de James Bond.
Atrizes cotadas:
As atrizes Freida Pinto e Olivia Wilde já chegaram a ter seus nomes associados ao filme como prováveis Bond Girl, mas nada foi confirmado. A atriz Rachel Weisz também teve seu nome associado ao filme.
Busca por um vilão:
Anthony Hopkins foi sondado para interpretar o vilão da produção. O mesmo aconteceu com Kevin Spacey, mas conflitos de agenda o impediram de dar continuidade à ideia. Ele e o diretor Sam Mendes trabalharam juntos no bem sucedidos Beleza Americana (1999).
Atrasos:
O desenvolvimento e a produção desta aventura sofreu atraso de, pelo menos, oito meses devido ao processo de falência do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), que detém os direitos da franquia. Em abril de 2010, a produção do filme foi oficialmente suspensa e sem prazo para retornar.  A retomada do projeto só foi anunciada em 11 de janeiro de 2011.
Feliz aniversário:
O lançamento em 2012 irá coincidir com os 50 anos de James Bond. 

TURISMO NO BLOG


SEGREDOS GUARDADOS NAS COLINAS DA TOSCANA
por  Carla Lencastre


Por toda a Toscana há dezenas de colinas com lindos vilarejos medievais no topo. São tantos que é até difícil escolher aonde ir, e um pouco da graça do passeio de carro é essa, arriscar uma colina toscana aqui, outra ali. É raro não ter uma boa surpresa escondida em algum canto. No sul da região, quase na fronteira com o Lazio (onde fica Roma), três vilarejos vizinhos, de forte passado etrusco, chamam a atenção principalmente de quem já conhece outras colinas mais famosas: Pitigliano, Sovana e Sorano. Ficam a 2h30m de Florença e a 2h de Roma. E a apenas uma hora, em um curto desvio da estrada que leva a Roma, está a Tenuta dell’Ammiraglia, uma das propriedades da vinícola Marchesi de Frescobaldi, das mais tradicionais e conhecidas da Toscana. Afinal, qualquer roteiro pela região tem que ter pelo menos uma degustação dos ótimos vinhos produzidos ali. As três cidades medievais são conhecidas como Città del Tufo, por conta da rocha porosa de origem vulcânica das colinas da área, e podem ser visitadas em um único dia por quem estiver de carro. Comece por Sorano, um vilarejo encarapitado no alto da colina, formado basicamente por uma fortaleza do século XIV, a Fortezza Orsini, e as ruelas aos pés do castelo, repletas de casas de pedra. De Sorano, são uns 15 minutos até Sovana. Pelo caminho, dá para ver as cavernas nas colinas de tufo, material que mantém constante a temperatura em seu interior.
PEDRAS DE SOVANA E PITIGLIANO
A praça medieval de Sovana, Piazza del Pretorio, tem seu charme, com a simples e bonita igreja de Santa Maria Maggiore, um pequeno museu e alguns bares e restaurantes, todos erguidos em pedra. Mas era um domingo, e tudo estava sonolento no pequeníssimo vilarejo, ainda que fosse um bonito dia de fim de verão. A grande atração não estava na rua principal, e sim nos arredores, onde fica o Parque Arqueológico das Cidades do Tufo. Os etruscos dominaram a Toscana séculos antes de Cristo — até a chegada dos romanos e seu expansionismo — e a necrópole de Sovana reúne as melhores ruínas desse período. A coleção de tumbas impressiona, com destaque para a monumental Ildebranda, de meados do século III antes de Cristo, ainda com os resquícios das seis colunas na fachada e três de cada lado. A Tumba Ildebranda foi escavada na rocha, como outras do parque arqueológico. Também é fascinante passar por uma das rotas da antiga Etrúria que foram preservadas, chamadas de via cava, escavadas no tufo. Há outras na região, e é possível fazer um trekking de quatro horas de Pitigliano para Sovana passando por várias das vias cavas. Quem não se animar a tanto, pode levar comes e bebes e organizar um piquenique em uma das muitas mesas espalhadas pela grande necrópole. Mas reserve algumas horas para a linda Pitigliano, a mais movimentada e animada das três cidades do tufo, pertinho de Sovana e do parque etrusco. No domingo em que Sovana dormia, havia em Pitigliano uma grande concentração de motociclistas na praça principal, e lojas e restaurantes estavam abertos. A estrela gastronômica do outono é o cogumelo fresco, e um ótimo lugar para comer uma massa com cogumelos e flor de abobrinha é a Hostaria del Ceccotino, simpático restaurante adepto do movimento slow food, que fica na praça San Gregorio VII, onde está também a Catedral de São Pedro e São Paulo, em estilo barroco. Na praça principal, Piazza della Fortezza, fica o aqueduto do século XVI e o Palazzo Orsini, originalmente dos séculos XIII-XIV. Com pouco mais de quatro mil habitantes, Pitigliano também é conhecida por sua comunidade judaica, estabelecida no século XVI. No antigo gueto judeu, entre a praça principal e a da Catedral, chamado hoje de Piccola Gerusalemme (Pequena Jerusalém), há uma sinagoga nos rochedos de tufo, lojas de produtos kosher e restaurantes de cozinha ítalo-judaica, como o Il Tufo Allegro.
LAVANDA, ALECRIM E BONS VINHOS
De taça na mão, com um Castello de Pomino, o vinho branco mais vendido da Marchesi de Frescobaldi (chardonnay e pinot bianco, a € 8 a garrafa na vinícola), o grupo de visitantes parte para uma curta caminhada pela bela propriedade. Os vinhedos vão até onde a vista alcança, com o mar ao fundo, na altura do Monte Argentario. Desenhada pelo arquiteto Piero Sartogo, a sede é moderna, usa energia solar e tem um terraço verde, com canteiros de lavanda, alecrim e temperos variados. A Tenuta dell’Ammiraglia é a propriedade mais ao sul, e a mais nova, das oito da Frescobaldi, que está na lista dos 20 maiores produtores italianos de vinho. De uma família florentina, há 700 anos fazendo vinho e hoje na 30º geração, a empresa movimentou € 80 milhões em 2011 com vendas para 65 países, incluindo o Brasil. A Tenuta dell’Ammiraglia tem 450 hectares de vinhedos Magliano in Toscana, na área de Maremma. Vale ficar uma noite extra por ali só para visitar com calma a vinícola, aberta ao público desde o ano passado, e investir em um almoço degustação, simples e delicioso. A refeição começa com um bom vinho de mesa de apenas € 5, o Remole, um best-seller da Frescobaldi, com 15% cabernet sauvignon, 85% san giovesese e uma excelente relação custo-benefício. Mas as estrelas do almoço são mesmo o Brunello de Montalcino CastelGiocondo (100% sangiovese e preços entre € 35 e € 86, dependendo da safra; o bom 2007 que acompanhou nossa refeição vale € 37) e o Ammiraglia Maremma Toscana IGT (€ 30), feito desde 2006 ali mesmo, com 100% de uvas francesas syrah — também há uvas italianas sangiovese na propriedade. Na mesa, o premiado azeite Laudemio, que sai por € 9,50. Em 2013 a Tenuta dell’Ammiraglia pretende inaugurar dois quartos para hóspedes. Por enquanto, o jeito é dormir nas redondezas e não se esquecer de marcar a visita. O tour com degustação de três vinhos custa € 25. Com almoço, o preço por pessoa vai para € 60 (com entrada, uma massa feita no local e sobremesa) ou € 70 (mais um prato de carne com acompanhamento).
SERVIÇO
Tenuta dell’Ammiraglia: La Capitana, 222 Montiano, Magliano in Toscana. Tel. 0564 50 411. frescobaldi.it.
Necrópole Etrusca: De março a novembro, abre diariamente, das 9h às 19h. De dezembro a fevereiro, somente aos sábados e domingos, das 9h às 17h. Poggio di Sopra Ripa. Tel. 0564 61 40 74.
Hostaria del Ceccotino: Diariamente, exceto às quintas. Menus em torno de € 35. Piazza San Gregorio VII 64. Tel. 0564 61 42 73.

CIRCULA NA INTERNET


CASO ENSERRADO
Lá vai o Serra procurar emprego.


IMAGEM DO DIA


Uma beleza de imagem no mirante da Serra do Martins-RN-Brasil, conhecida como a Princesa Serrana do  polo Serrano Potiguar. Com uma distância de 362 KM do calor e da badalação de Natal, Martins também tem um enorme potencial turístico, lá suas temperaturas chegam aos 14º C no inverno, quando ocorre um dos mais tradicionais festivais gastronômicos da região Nordeste. Suas belas paisagens observadas dos Mirantes; banhos em cachoeiras na época das chuvas; caminhadas em trilhas para quem gosta de trecking; praticando rappel ou observando o perfil de Cristo numa majestosa pedra; museus histórico, cultural e arqueológico; pequena reserva florestal particular; engenhos de cana e casas de farinha na época de funcionamento; as obras do artista plástico; construções antigas ao estilo barroco; imagens portuguesas; sobrado com varanda em pedra de cantaria; cavernas entre outras atrações.

PIADA DO BLOG


FAMÍLIA DE AUTORIDADES
Um amigo do Borjão lá das terras Potiguar que trata os amigos de “camaradinha” andou tomando umas dezenas de calibradas doses de “Campari”, em um movimentado “point de drinks” que reúne um animado grupo de amigos aos sábados. Lá pelas 18:00 hs despediu-se do grupo e se deslocou cambaleando até o seu automóvel com a finalidade de ir a sua residência para tirar aquela soneca, quando no meio do caminho o seu veículo foi abordado por uma “blitz” equipada com o famoso “bafômetro” e aí a vaca foi pro brejo. O teste deu positivo e ele já bastante alterado falou  bem alto com a sua entoada voz de locutor:
- Olhem aqui camaradinhas! Informo para vocês que o meu irmão é Ministro, a minha mãe é Promotora e o meu pai é Procurador.
Os policiais começaram a tremer as pernas devido o grau de importância do amigo do Borjão, e dando alguns conselhos ao mesmo o Comandante ordenou que um dos policiais o conduzisse até a sua residência. E após deixá-lo na residência e estacionar o veículo na garagem o  soldado ao olhar a modesta residência  perguntou todo sem  jeito:
- Meu senhor o seu irmão é Ministro, a sua mãe  é Promotora e o seu pai é Procurador mesmo?
E com voz toda enrolada devido  aos “Camparis” o amigo do Borjão disse:
- Claro camaradinha, o meu irmão é Ministro da Eucaristia, a minha mãe é Promotora da AVON, e o meu pai é Procurador de Emprego, então fique sabendo que não menti e agora vou tirar aquela soneca e boa noite.

TEXTO DO BLOG

A COMUNHÃO NO ALTAR DA PÁTRIA
por Gaudêncio Torquato*

O homem, em estado de perfeição, ensinava Aristóteles, é o melhor dos animais. Quando, porém, afastado da lei e da justiça, é o mais selvagem e impiedoso de todos, pois, destituído de qualidades morais, usa a inteligência e o talento como armas para praticar o mal.
É possível vislumbrar no pensamento do filósofo grego a inspiração que emoldura a sábia (e poética) observação do ministro Carlos Ayres Britto, por ocasião da sessão da Suprema Corte que julgou o núcleo político da Ação Penal 470 pelo crime de formação de quadrilha: “Deus no céu e a política na terra. Por quê? Porque a política é o meio pelo qual a Sociedade constrói e reconstrói o Estado. A política é o instrumento de concretização dos anseios do povo. É, acima de tudo, a forma pela qual se pode buscar o bem-estar coletivo, a manutenção da ordem e a concepção do progresso”.
Na mesma linha de salvaguarda dos primados da política no sentido aristotélico, encaixam-se a sentença do decano do Supremo, Celso de Melo, ao condenar a feroz ética maquiavélica – “os fins não justificam a adoção de quaisquer meios” – e o arremate do relator Joaquim Barbosa: “A prática de formação de quadrilha por pessoas que usam terno e gravata traz um desassossego que é ainda maior dos que consagram a prática dos crimes de sangue".
No fundo, as perorações procuram elevar ao mais alto patamar da grandeza as virtudes do homem e a noção de direitos que Alexis de Tocqueville distinguia como imanentes ao mundo político. Assim pregava: “Não existem grandes homens sem virtude; sem respeito aos direitos, não existem grandes povos e nem mesmo sociedade”.
Pelo que se viu, a histórica aula de direito propiciada pelo STF há de merecer destaque não apenas pelo fato de ter trazido à tona questões centrais sobre a mola transformadora de uma sociedade, mas pelo feito de revestir conceitos clássicos – Estado, política, ética, direitos, cidadania, liberdade, democracia – com densa camada de argumentos, cuja força reside, sobretudo, na aguda interpretação de nossa realidade política.
No seio de uma cultura eivada de mazelas históricas, treinada na arte de transformar curvas em retas, impermeável ao temor do castigo por saberem seus artífices que, flagrados em práticas ilícitas, mais cedo ou mais tarde, escaparão das teias que os envolvem, a decisão de punir altas figuras que ocuparam o centro do poder parece algo inusitado.
Punir poderosos? Inacreditável, mesmo que se projete na mente social a imagem de uma Corte de juízes probos, independentes, autônomos, iluminados pela coleção de valores alinhavados pelo filósofo Francis Bacon: “Os juízes devem ser mais instruídos que sutis, mais reverendos que aclamados, mais circunspetos do que audaciosos”.
Se alguém tinha dúvidas sobre o fator que efetivamente transforma a história das sociedades, recebeu concisa resposta na expressão da maioria dos ministros do Supremo: a igualdade dos homens.
Todos são iguais perante a lei. Por isso, urge evitar os exageros a fim de não se cair na desigualdade. A ciência política elege o igualitarismo entre os homens como essência da própria democracia. O ideal da liberdade une-se ao pilar da igualdade, condição que, por sua vez, exige práticas políticas irrigadas nas águas da ética.
Ao se anotar ali um grupo de pessoas notáveis, cada qual com seu devido aparato legal-jurídico, floresce a impressão de que o governo da justiça estende os braços a todos, sem distinção de classe, raça ou categoria. Viceja o sentimento de que há uma plêiade que cuida (e bem) da vida da ordem.
A semente plantada pela Justiça demorará a frutificar? Pode ser. Mas o traçado da política pela régua dos nossos atores não será o mesmo. Mudará de direção. Representantes do povo, agora mais atentos ao que pode e ao que não pode ser feito, se esforçarão para atenuar os vícios a que se amoldaram e cultivam.
Não se muda uma cultura política da noite para o dia. Mas a longa trajetória da ética começa, bem o sabemos, com dois ou três passos morais. E a soma de passos conjugados, no centro e nos fundões do território, conduzirá os conjuntos políticos a exercitarem comportamentos regrados por bons costumes e ações referendadas pelo império da lei.
Como pano de fundo, a consciência de que a instituição judiciária funciona sem amarras. Autônoma, independente. Palmas para a democracia.
As vastas e nem sempre bem cuidadas roças da administração pública, nas três esferas da administração, doravante deverão se iluminar por refletores do Ministério Público, o qual, por sua vez, acionará os canais da Justiça, da primeira à última instância.
A Lei da Ficha Limpa, que começa a vingar (marcando pênaltis contra infratores), e a Lei de Responsabilidade Fiscal, sobre a qual grupos de interesse se debruçam para tentar aliviá-la, funcionam como aríete contra a corrupção.
Diminuir o custo Brasil da incúria torna-se vital para avanços na frente da gestão pública. Implica, ainda, a continuidade de programas bem avaliados pelas populações. Portanto, aos alcaides que tomam posse em 2013 impõe-se o dever de realizar projetos inovadores e prioritários, dando sequência às boas ideias dos antecessores.
O preço Brasil da descontinuidade, por vontade de substituir marcas antigas por novas, se apresenta como um cancro da administração pública.
As consequências do julgamento da Ação Penal 470 já se fazem sentir na percepção do papel do Judiciário. Só não são perceptíveis aos olhos de grupos tampados por carapuça ideológica, cuja meta é a conquista do poder a qualquer custo.
Mas é inegável o pulsar coletivo, visível em exclamações que resgatam o orgulho e a autoestima, a apontar a chama cívica iluminando o canto esquerdo do peito.
Como faz bem à alma sentir o eco da expressão de José Ingenieros, em seu belo livro O Homem Medíocre: “Pátria é comunhão de esperanças, de sonhos comuns e a busca de um ideal; é a solidariedade sentimental de um povo e não a confabulação de politiqueiros que medram à sua sombra”.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP e consultor político e de comunicação Twitter @gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA

BOLSAS DO MUNDO
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Dow Jones - Estados Unidos
+0,03%
+3,53
13.107,21
S&P 500 - Estados Unidos
-0,07%
-1,03
1.411,94
Nasdaq - Estados Unidos
+0,06%
+1,83
2.987,95
DAX Frankfurt - Alemanha
+1,13%
+81,24
7.284,40
CAC 40 - França
+1,48%
+50,55
3.459,44
Euro Stoxx 50 - Europa
+1,50%
+37,15
2.515,99
Merval - Argentina
-0,52%
-12,23
2.320,57
Nikkei 225 - Japão
-0,98%
-87,36
8.841,98
SSE Composite - China
+0,17%
+3,40
2.062,35
Hang Seng - China
-0,38%
-82,47
21.428,58
30/10/2012 18h57 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
2,0300
2,0315
-0,10%
Euro
2,6307
2,6328
+0,29%
Libra
3,2622
3,2656
+0,09%
Peso Argentino
0,4260
0,4266
-0,40%
30/10/2012 18h57 | Thomson Reuters

INFLAÇÃO
ÍNDICE
VALOR (%)
IBGE IPCA Month
0,57%
INPC IBGE (mês)
0,63%
IPC Fipe (mês)
0,55%
IPC-DI FGV (mês)
0,08%
IGP-DI FGV (mês)
0,88%
IGP-M FGV (mês)
0,77%
IPA-DI FGV (ano)
0,00%
ICV Dieese (mês)
0,93%
30/10/2012 19h00 | Thomson Reuters

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
7,25%
CDI (ano)
7,08%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
5,50%
TR - Taxa referencial (mês)
0,0000%
Poupança (mês)
0,500%
30/10/2012 19h03 | Thomson Reuters

RISCO PAÍS
ÍNDICE
VALOR (PTS)
Risco país Brasil
157,00
Risco país México
135,00
Risco país Argentina
980,00
30/10/2012 19h03 | Thomson Reuters

COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
+0,05
31,81
Platina
-
+19,74
1.549,74
Petróleo WTI
+0,11%
+0,09
85,63
Ouro
-
+0,10
1.709,34
Petróleo Brent
-0,49%
-0,54
108,90
Paládio
-
+6,57
592,47
30/10/2012 19h03 | Thomson Reuters

ATIVIDADE ECONÔMICA
ÍNDICE
VALOR (%)
Desemprego (mês)
5,30%
PIB (variação em relação ao trimestre imediatamente anterior)
0,20%
PIB (variação em relação ao mesmo trimestre do ano anterior)
0,80%
Dívida pública como proporção do PIB
35,10%
Produção industrial (mês)
1,50%
Produção industrial (ano)
-2,00%
Vendas do Varejo (mês)
0,20%
30/10/2012 19h10 | Thomson Reuters

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CITAÇÃO DO DIA


"Durante muitos anos esperamos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capaz de nos oferecer felicidade apesar das duras provas. Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho".  (Richard Bach) 

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...


DILMA DEVE LANÇAR PROGRAMA PARA REABILITAR TRABALHADORES
O governo Dilma Rousseff quer acabar com o costume brasileiro de trabalhadores ficarem "encostados" pelo INSS, aposentados por invalidez ou recebendo durante meses o auxílio-doença. Em continuidade ao ritmo frenético dos pacotes e medidas de estímulo à economia deste ano, o governo vai lançar, em janeiro de 2013, o Programa Nacional de Reabilitação Profissional com a meta de triplicar o número de trabalhadores reabilitados por ano. A ação envolve cinco ministérios e também tem como objetivo reduzir os gastos com as aposentadorias e pensões por invalidez e com auxílio-doença. O gasto anual com esse tipo de benefício é da ordem de R$ 60 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, o governo espera engrossar o mercado de trabalho formal. Ao todo, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) reabilita cerca de 22 mil trabalhadores anualmente, ao custo de R$ 15 milhões. O volume é considerado muito baixo. O governo estima em 600 mil pessoas o contingente que poderia ser imediatamente integrado ao mercado de trabalho com a reforma do modelo de reabilitação profissional. Nos contatos preliminares com empresários e representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os técnicos da equipe de Dilma descobriram que o programa será importante para as companhias, porque muitas precisam se adequar nas exigências de contratar uma parcela de trabalhadores com deficiências físicas. Uma lei de 1991 determina às empresas cotas de pessoas com deficiência. O número varia de 2%, quando há de 100 a 200 empregados, e vai até 5% para as companhias que empregam mais de 1.001 pessoas. Para ajudar nesse objetivo, o governo vai criar um cadastro nacional de reabilitados, com informações acessíveis às empresas sobre todos os trabalhadores atendidos. "Precisamos ter essa força de trabalho reabilitada, para estimular a economia e reduzir os gastos com esse enorme déficit de inválidos", diz o secretário de Políticas Previdenciárias do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim. O equivalente a 18% de todos os brasileiros que se aposentam anualmente o fazem por invalidez, e Rolim avalia que metade desse contingente pode voltar ao trabalho caso a reabilitação profissional seja mais eficaz. De saída do cargo, que passará a Lindolfo Sales em novembro, o presidente do INSS, Mauro Hauschild, sugere a criação de um fundo para fortalecer os gastos adicionais. E defende uma transformação na cultura brasileira, que vê como natural ficar "encostado" pelo instituto. "Precisamos mudar uma cultura, de que o acidente termina a vida profissional da pessoa. A reabilitação vai começar a ser feita por um agente do INSS já no hospital, para que o indivíduo já tenha certo seu retorno. O INSS vai acompanhar o tratamento médico, pagar pelas órteses (como palmilhas e joelheiras), próteses e cursos de qualificação profissional, e depois auxiliar na reintegração dessa pessoa", disse Hauschild, lembrando que há integração de vários ministérios. Na formulação do novo programa trabalham técnicos dos ministérios da Previdência Social, Saúde, Planejamento, Educação e Trabalho. Adicionalmente, o INSS - o braço principal da reabilitação profissional no País - firmou um convênio com o Instituto DGUV, da Alemanha, para aprimorar o trabalho dos médicos da instituição. Atualmente, os técnicos envolvidos fecham os detalhes para apresentar o plano aos ministros até 10 de janeiro. (by O Estado de S. Paulo).

INPE DESENVOLVE CÂMERA ASTRONÔMICA INOVADORA
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está desenvolvendo um instrumento inovador para estudos astronômicos. Trata-se de uma câmera que permitirá a realização de fotometria e polarimetria com resolução temporal moderal e em quatro bandas espectrais de modo simultâneo. Denominada Simultaneous Polarimeter and Rapid Camera in Four Bands (SPARC4), o projeto conceitual da câmera é realizado com apoio da FAPESP. Em astronomia, quando se fala de câmeras ópticas, o padrão é que as imagens sejam obtidas em um único intervalo de comprimento de onda (da luz). Por obter imagens em quatro cores ao mesmo tempo e permitir medir a polarização da luz, a SPARC4 será única no mundo. O projeto conceitual do novo instrumento foi aprovado por um comitê de especialistas do Inpe e do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), externos à equipe técnica do SPARC4. O instrumento deverá ficar pronto no prazo de dois a três anos e será instalado no telescópio de 1,60m do Observatório do Pico dos Dias, coordenado pelo LNA, em Itajubá, Minas Gerais. De acordo com Claudia Vilega Rodrigues, pesquisadora da Divisão de Astrofísica do Inpe, os dados científicos em astronomia são basicamente informações sobre a luz emitida pelos objetos de interesse – como estrelas e galáxias – , que são obtidos por instrumentos acoplados a telescópios. Também chamados de “medidores de luz”, esses instrumentos medem fluxo, espectro (fluxo como função do comprimento de onda), obtêm imagens e medem polarização, entre outras funções. Já a SPARC4 é bidimensional e, portanto, não obterá imagens. “Com ela nós vamos medir não apenas o fluxo, mas também a polarização”, disse Rodrigues. (Mais informações: http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=3101.)

APLICATIVOS DE CELULAR "SEGUEM" E MONITORAM PACIENTES
Para muitos pacientes com condições médicas crônicas, como dor, depressão ou diabetes, o padrão é previsível: quanto mais eles sofrem, mais se retraem. Muitos só chegam ao médico se estiverem em crise. Agora, surge uma solução da era digital: um aplicativo de celular que vai atrás do paciente, observando seus deslocamentos e a frequência com que ele faz ligações ou envia mensagens de texto. O aplicativo usa a tecnologia de GPS para acompanhar a localização e o movimento da pessoa. Se os hábitos do paciente se desviam do habitual, sugerindo seu afastamento, o aplicativo avisa o médico. "É um sistema que tem o potencial de prevenir crises", disse Michael Seid, professor de pediatria do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati. Desde o ano passado, 15 pacientes com problemas gastrointestinais participam de um teste. Os resultados, até agora, indicam que alguns deles claramente mudam seus padrões de comunicação e movimento antes do surgimento de sintomas severos. "Quando a sua dor aumenta, você fica menos propenso a ir ao parque ou ao shopping", disse Seid. O software ainda está em teste. Mas pesquisadores e especialistas em saúde mental dizem que ele se mostra promissor em captar alterações comportamentais que indiquem que alguém tenha deixado de tomar seu remédio ou que precise de uma alteração na dosagem. Adam Kaplin, professor de psicologia e neurologia da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, disse que está preocupado com a nova tecnologia. "Mas posso dizer, enfaticamente, que eles acertaram no fato de que existe a necessidade de identificar essas pessoas antes que elas caiam na toca do coelho". Kaplin teme, por exemplo, os falsos alertas, ou seja, quando pessoas não estão deprimidas nem com dor, apenas querem um tempo para si ou estão gripadas. Além disso, afirma, os pacientes podem se sentir excessivamente monitorados. As empresas e pesquisadores responsáveis pela tecnologia dizem ques estão preocupadas com a privacidade. Mas observam que é preciso haver consentimento dos pacientes. Um dos principais centros de pesquisa nesse campo é o Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Alex Pentland, professor de dinâmica humana, supervisiona o programa. Ele diz que a ideia de coletar movimentos e comunicações do paciente pode dar aos médicos uma noção mais precisa do comportamento da pessoa do que apenas escutar as suas descrições. "Não é só que os humanos sejam ruins nisso, eles são péssimos e tendenciosos de muitas maneiras", diz ele sobre a autoavaliação do paciente. A Cogito, empresa vinculada ao Laboratório de Mídia do MIT, começou a testar a tecnologia no Sistema de Saúde da Administração de Veteranos em Boston. O objetivo é mensurar se um soldado pode estar desenvolvendo o transtorno do estresse pós-traumático, segundo Joshua Feast, fundador da Cogito. Deborah Estrin, professora de ciência da computação na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, está estudando se dados obtidos em celulares são capazes de indicar quando um paciente com dor crônica se tornou repentinamente sedentário. Estrin disse que o trabalho abre possibilidades de tratamentos individualizados com base no padrão de comportamento de cada paciente. "Estou muito animada, mas há trabalho a ser feito", afirmou ela, acrescentando: "Se a saúde fosse fácil, não seríamos tão doentes".