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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CITAÇÃO DO DIA

“O escritor não cria uma história. O biógrafo só narra uma historia que não é a dele. Ele passa a ser dono de uma história que não é a dele e isso não é certo.” (Roberto Carlos, cantor e compositor brasileiro)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

GRANDES BANCOS PRIORIZAM CRÉDITO MENOS ARRISCADO
As três maiores instituições financeiras privadas do País, donas de mais de 30% dos ativos totais do sistema, estão mais seletivas na concessão do crédito e registram crescimento em ritmo mais lento até agora do que em anos anteriores. As carteiras do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander cresceram em média 6%, em nove meses até setembro, e 10,5% em doze meses. Os bancos têm focado principalmente em linhas como as de crédito consignado, em que o trabalhador penhora seu salário, e imobiliário, em que os imóveis são dados em garantias. Para as grandes empresas, o crédito continua sendo ofertado, mas pequenas e médias tiveram redução de linhas em alguns bancos. Esse movimento reflete o movimento dos bancos privados em manter o retorno a seus acionistas apesar da queda dos spreads (os ganhos com a diferença entre as taxas de juros e as efetivamente cobradas no empréstimo). Eles estão usando o tripé de crédito mais seletivo, redução da inadimplência e corte de despesas para manter lucratividade. Juntas, as três instituições lucraram neste ano R$ 25 bilhões, segundo mostram os balanços até o terceiro trimestre. Enquanto Itaú e Bradesco tiveram lucros maiores, o banco Santander registrou uma queda de 9% em nove meses, mas está tentando se reestruturar e cortar fortemente as despesas desde que seu novo presidente, Jesús Zabalza, chegou ao Brasil, em junho deste ano. O banco espanhol teve forte pico de inadimplência no primeiro e segundo trimestres deste ano, mas conseguiu reduzi-la com um programa de renegociação, que dobrou sua carteira de recuperação de ativos. No ano, a queda é de 0,2 ponto, mas em alguns segmentos chegou a registrar queda de dois pontos em seis meses. A maior queda de inadimplência (atrasos de 90 dias) do ano se deu no Itaú, com 0,9 ponto porcentual no ano. No Bradesco, a queda foi de 0,5 ponto. Um ponto em comum entre as instituições foi a redução do financiamento de automóveis, depois de terem visto a inadimplência crescer há dois anos. No caso do Itaú, os empréstimos giravam em torno de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões por mês e caíram para R$ 1 bilhão neste último trimestre. Segundo o diretor de relações com investidores do banco, Rogério Calderon, a instituição, que antes financiava 100% dos automóveis, passou a financiar apenas 75%. "O cliente fica mais comprometido com o pagamento e esperamos voltar a crescer no segundo semestre de 2014", diz Calderon. Da mesma forma, o banco espera voltar a crescer no crédito para pequenas e médias, desde que baseadas em recebíveis. O diretor do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, explica que a inadimplência teve uma forte alta no fim de 2011 em função da crise na Europa e de um cenário de crescimento menor da economia. Esse não é mais um cenário com que o banco trabalha até o próximo ano e por isso tem a expectativa de que a inadimplência continue controlada. De qualquer forma, não vê a retomada do crédito como nos anos anteriores, quando chegou a crescer mais de 20%. A carteira de crédito de pequenas e médias empresas do Bradesco foi um dos destaques, com crescimento de 12% - mas puxado pelas médias. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

‘MICRO-ONDAS REVERSO’ GELA BEBIDAS EM SEGUNDOS
A invenção dos fornos de micro-ondas domésticos permitiu preparar e esquentar refeições em questão de minutos, mas gelar a bebida para acompanhar o almoço ou jantar continuou sendo um processo demorado. Mas agora um “micro-ondas reverso” desenvolvido pela empresa britânica V-Tex com financiamento da União Europeia promete fazer o serviço de horas de geladeira em segundos, economizando tempo e energia. Segundo a V-Tex, o aparelho criado por ela pode gelar bebidas em vários tipos de embalagem e em diferentes temperaturas. Para isso, ele cria um vórtice de líquido em baixíssima temperatura, como água, em torno da bebida e a agita para acelerar o processo. A grande inovação, no entanto, é que a maneira como esta agitação é feita não faz com que bebidas carbonadas, como refrigerantes e vinhos espumantes, não “estourem” ao serem abertas. Ainda de acordo com a V-Tex, a tecnologia pode gelar uma lata de refrigerante ou cerveja a 5 graus Celsius em cerca de 45 segundos, o que levaria mais de 20 minutos se ela fosse simplesmente submersa em água a uma temperatura próxima do congelamento. Segundo a empresa, a aparelho consome 80% menos energia do que os equipamentos usados atualmente para fazer este tipo de trabalho.

UM NOVO TIPO DE VÍRUS
Faz tempo que um vírus de computador não preocupava tanta gente. Mas há um novo aí na praça, atacando máquinas que rodam Windows, que inaugura uma nova era. Foi batizado de CryptoLocker por empresas de segurança e ainda não há cura. Provavelmente jamais haverá cura para os computadores já infectados. O que haverá, nos próximos dias, são atualizações dos antivírus capazes de evitá-lo. CryptoLocker é ramsomware. Software que sequestra seus dados. Uma vez infectado o computador, o vírus criptografa todos seus arquivos. É criptografia pesada. Depois de trancafiar os dados, contata um servidor da nuvem e lá armazena uma chave, uma senha. É esta senha que permite reaver os documentos. Ele ameaça: o pobre dono do computador contaminado tem 72 horas para pagar US$ 300. Se o fizer, ganha a senha e pode reaver o que quase perdeu. Após o prazo, a senha é apagada para sempre. Aí, acabou. CryptoLocker não é o primeiro vírus a sequestrar os dados. Já desde o ano passado havia versões da mesma ideia passeando por aí. A diferença é que nenhum usava criptografia pesada. Dava para burlar e restaurar tudo sem a necessidade de pagamento. Agora, não. Ficou profissional. E o conceito, que provavelmente renderá um bom dinheiro, vai se alastrar. Como em todo sequestro, a recomendação dos especialistas é que não se pague nada. Quanto mais gente paga, maior o estímulo para que o vírus emplaque. A contaminação ocorre por meios tradicionais. Um e-mail que parece crível oferece um link, o usuário ingênuo, incauto ou distraído clica. Quem faz backup tem ao que recorrer. Mas não em todos os casos. CryptoLocker também trancafia o que estiver em discos ligados à rede. É preciso uma tecnologia um pouco mais sofisticada de backup. É uma modalidade nova. Os primeiros vírus, ainda nos anos 1970, eram experiências acadêmicas, brincadeiras entre programadores que se dedicavam à construção do que seria a internet. Nos anos 80, espalhados via disquetes contaminados, os novos vírus eram destrutivos. Apagavam o conteúdo dos primeiros discos rígidos sem piedade. Mas eram também triviais, facilmente combatidos por softwares de proteção antivírus. Entre a década de 90 e o início do século, o que mais assustava eram vírus que atacavam a própria internet, tornando-a mais lenta. Então, com a ascensão da máfia russa no submundo digital, surgiram as botnets. Os vírus mais comuns atualmente ficam em silêncio. Infectam o computador e, em geral sem que o dono tenha conhecimento, aproveitam-se de sua conexão à rede para atacar servidores. Existem milhares de computadores zumbis pelo mundo, que são acordados vez por outra para ataques e depois voltam ao sono. O usuário nem percebe que algo está errado. CryptoLocker é a primeira cepa perigosa desta quinta geração de vírus digitais. Nos próximos dias e semanas, os especialistas vão descobrir trechos de código que o identificam e o implementarão em seus programas de segurança. Os hackers do mal por trás farão, por sua vez, modificações para driblar os antivírus e, nesse jogo de gato e rato, seguirão. Versões diferentes, mais sofisticadas, chegarão à rede. A ideia não é nova. Sophos, uma empresa de segurança, descobriu uma versão simplificada da ideia ainda no tempo em que os microcomputadores surgiam. Mas duas inovações recentes fazem o caldo de cultura em que a ideia brota com mais força. Uma é o encontro, na última década, entre o crime organizado internacional e hackers. Começou na Rússia, espalhou-se. A outra mudança é o surgimento de formas anônimas de pagamento. Dentre elas, a mais popular é a moeda bitcoin. A possibilidade de receber dinheiro virtual, que pode ser transformado em dólares ou euros ou o que for, ajuda quem deseja cobrar por um sequestro. O mundo está ficando bem mais complexo. Os países, em algum momento, terão de sentar juntos para decidir como acompanhar este tráfego financeiro pela rede. Porque os criminosos não vão parar na quinta geração dos vírus. Aprenderam um truque novo, seguirão em busca de outros. (por Pedro Doria

RIVISTA DO MINO


SAÚDE NO BLOG

RADIOCIRURGIA USA RADIAÇÃO, NÃO CORTES, NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Essa técnica recente está disponível hoje nos principais centros de tratamento do câncer e de outras doenças nas maiores cidades do planeta e também do Brasil. Já é utilizada mesmo no setor público de saúde. Ela proporciona os mesmos resultados das cirurgias tradicionais, mas com a vantagem de interferir muito menos na vida do paciente, que pode retomar suas atividades logo em seguida.

por Marcello Reis*

Apesar do que o nome sugere, a radiocirurgia é uma técnica de tratamento do câncer e de outras doenças que atingem o sistema nervoso e outros órgãos do corpo sem que sejam necessários cortes, anestesia ou internação em hospital. Nesta modalidade de tratamento, feixes de radiação precisamente direcionados fazem as vezes do bisturi, tornando o procedimento menos invasivo, bem tolerado pelo paciente e sem a necessidade de grandes mudanças em sua rotina, ao contrário do que ocorre nas cirurgias convencionais.
O procedimento pode ser realizado em uma única sessão ou em poucas frações por alguns dias, conforme o caso, com a mesma segurança para os pacientes. O resultado é comparável ao das cirurgias tradicionais. Mesmo pacientes que apresentem doenças que configuram risco elevado para uma operação convencional, como as cardíacas ou as pulmonares, ou usam medicamentos anticoagulantes, podem ser submetidos à radiocirurgia. De início a técnica era restrita a portadores de tumores cerebrais, malformações vasculares, neuralgia do trigêmeo — dor semelhante a um choque em uma metade do rosto — ou doença de Parkinson, mas hoje a principal área de uso da radiocirurgia é no tratamento de tumores que atingem o cérebro. Ela é indicada em especial para o tratamento de tumores metastáticos para o cérebro, malformações vasculares cerebrais, tumores benignos como meningiomas (nas membranas que envolvem o cérebro), neurinoma do acústico (tumor do nervo da audição) ou tumores da hipófise. Mas, com o desenvolvimento tecnológico, essa modalidade de tratamento pôde ser estendida a outras regiões do corpo, como a coluna, pulmões, fígado, pâncreas e próstata.
O grande avanço foi passarmos de uma época em que era necessária a imobilização do paciente utilizando pinos rígidos para a incorporação de uma tecnologia semelhante à que encontramos nos aparelhos de GPS que temos em nossos carros ou smartphones para guiar os feixes de radiação precisamente até a região doente, com margens de erro menores que 1 milímetro, preservando as regiões sadias.
O tratamento por radiocirurgia já está disponível nas mais importantes instituições de saúde do País e, de acordo com o erquipamento empregado, a rotina de tratamento tem variações. No tratamento típico no Centro de Oncologia da Rede D'Or, localizado no Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, no Rio, o paciente é imobilizado na mesa robótica com uma "máscara" plástica, sem a necessidade de pinos, tornando o procedimento minimamente invasivo. A mesa robótica é capaz de corrigir deslocamentos inferiores a 1 milímetro que são monitorados por sistemas de luz infravermelha, lasers e raios X. O tratamento dura minutos e o paciente é liberado para retornar a seu domicílio e pode retomar suas atividades habituais. O acompanhamento posterior é feito com exames periódicos. Iniciamos nossa atividade em radiocirurgia em 2009 e já tratamos centenas de pacientes. Atualmente, contamos em nossa instituição com o sistema de radiocirurgia Novalis, que utiliza essa técnica robótica e permite o tratamento com o mais alto nível de precisão e segurança para o paciente. Assim, com a participação de uma equipe multidisciplinar experiente, podemos oferecer um tratamento de qualidade comparável ao dos principais centros mundiais e do Brasil.

CIRCULA NA INTERNET


IMAGEM DO DIA

Uma sensacional imagem  nas Dunas do Rosado - Ponta do Mel-RN-Brasil

PIADA DO BLOG

TORCEDOR FANÁTICO E SACANA
O cara tinha dois ingressos para a final da Copa do Mundo, no melhor camarote do estádio. Quando ele estava sentado no seu lugar, aguardando o inicio do jogo, um torcedor nota que o lugar ao lado do homem estava vago. O torcedor pergunta então se o assento está ocupado.  
- Não, não está ocupado - responde o homem.
Assombrado, o torcedor diz:
- É incrível! Quem, em seu juízo perfeito, tem um lugar como este, para a final da Copa, o evento mais importante do mundo, e não o usa?
O homem fixa o olhar nos olhos do cidadão e responde:
- Bom, na realidade, o lugar é meu. Eu comprei o ingresso há muito tempo. Minha esposa viria comigo, mas ela faleceu. Este é o primeiro Mundial a que não assistiremos juntos, desde que nos casamos, há trinta anos.
Surpreso, o outro diz:
- Mas você não encontrou outra pessoa que pudesse vir no lugar da sua esposa? Um amigo, um vizinho, um parente ou outra pessoa chegada?
O homem nega com a cabeça e responde:
- Não, estão todos no velório dela.

TEXTO DO BLOG

AÉCIO E CAMPOS DISPUTAM LUGAR NO SEGUNDO TURNO
por Murillo de Aragão*

Considerando, no cenário atual, a força das pré-candidaturas possíveis à Presidência da República nas eleições de 2014, a tendência é que a eleição seja decidida no segundo turno.
Da mesma forma, levando-se em conta a vantagem que a presidente Dilma Rousseff tem em relação a seus concorrentes, os bons índices de popularidade e o prestígio elevado do ex-presidente Lula, seu principal cabo eleitoral, é inquestionável a presença de Dilma no segundo turno.
Portanto, Aécio Neves e Eduardo Campos travam, desde já, intensa disputa pelo posto de adversário de Dilma no segundo turno. Semana passada, o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que “é ele [Aécio] que eu preciso afastar e impedir o crescimento”.
Analisando os dados apresentados pela última pesquisa Datafolha, é possível afirmar que Campos e Marina têm, hoje, mais chances de ir para o segundo turno do que Aécio.
Entre os candidatos listados pelo Datafolha, os mais conhecidos pelos brasileiros são Dilma Rousseff (99% a conhecem, sendo que 56% muito bem, e 33%, um pouco) e o ex-governador de São Paulo José Serra (97% o conhecem, sendo que 40% muito bem, 34%, um pouco, e 23%, só de ouvir falar).
O menos conhecido é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (57% o conhecem, sendo que só 8% muito bem, enquanto 17% o conhecem um pouco, e 31%, só de ouvir falar). A ex-senadora Marina Silva é conhecida por 88% (23% a conhecem muito bem, 35%, um pouco, e 31% a conhecem só de ouvir falar). O senador mineiro Aécio Neves é conhecido por 78% dos brasileiros, que se dividem entre os que o conhecem muito bem (17%), um pouco (25%) e só de ouvir falar (35%).
A diferença de conhecimento entre Aécio (78%) e Campos (57%) é de 21 pontos percentuais. Entretanto, de acordo com o Datafolha, Aécio tem 21% de intenções de voto e Eduardo tem 15%. Ou seja, potencialmente, há mais espaço de crescimento para Eduardo que Aécio.
Outro fator interessante é o peso do vice. Nesse caso, impressiona a força de Marina. O Datafolha simulou um confronto entre as chapas de Dilma como candidata a presidente e Michel Temer (PMDB) como vice contra a chapa do PSB, alternando Marina e Campos como cabeça de chapa e vice.
Hoje, a chapa com Marina candidata a presidente tendo Campos como vice é mais forte: teria 42% das intenções de voto, em situação de empate técnico com Dilma/Temer (44%). Quando Campos aparece como candidato a presidente e a ex-senadora como vice, eles obtêm 37% das intenções de voto, ante 46% de Dilma e Temer.
Esses índices mostram que, caso o PSDB decida de fato concorrer com Aécio, terá que escolher um vice bom de voto. A imprensa veiculou que Aécio cogita fazer uma chapa puro-sangue com Serra.
Apesar de Serra poder ajudar Aécio Neves em São Paulo, o ex-governador poderá beneficiar Eduardo Campos e Marina Silva a se posicionarem como o “novo”, caso decida ser o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio. Isso pode ocorrer porque a entrada de Serra no debate eleitoral como candidato na chapa do PSDB ajudaria Eduardo e Marina a rotularem o embate entre PT x PSDB como “velho”.
Vale lembrar que Serra, além de ter sido o adversário de Dilma na eleição de 2010, foi também o principal antagonista de Lula em 2002. Ou seja, das três últimas eleições presidenciais, Serra foi o representante do PSDB contra o PT em duas ocasiões.
Nas últimas semanas, o PSB conseguiu atrair bastante a atenção da mídia com fatos positivos. Primeiro, ao decidir deixar a base aliada. Segundo, ao entregar os cargos que tinha no governo federal.
Já o PSDB parece correr atrás do prejuízo. Ainda há tempo para a legenda reverter a possibilidade de ficar de fora do segundo turno, mas a legenda precisa ser mais proativa.

(*) Murillo de Aragão é cientista político.

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA 

BOLSAS DO MUNDO
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Dow Jones - Estados Unidos
-0,39%
-61,59
15.618,76
S&P 500 - Estados Unidos
-0,49%
-8,64
1.763,31
NASDAQ COMPOSITE
-0,55%
-21,72
3.930,62
DAX Frankfurt - Alemanha
-0,13%
-11,77
9.010,27
CAC 40 - França
-0,09%
-3,98
4.274,11
Euro Stoxx 50 - Europa
-0,33%
-9,95
3.040,69
Merval - Argentina
+0,15%
+8,17
5.226,53
Nikkei 225 - Japão
+1,23%
+176,37
14.502,35
SSE Composite - China
+1,48%
+31,60
2.160,46
Hang Seng - China
+2,00%
+457,48
23.304,02
30/10/2013 20h09 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
2,1900
2,1906
+0,40%
Euro
2,9990
3,0008
0,00%
Libra
3,5008
3,5033
-0,02%
Peso Argentino
0,3697
0,3700
0,00%
30/10/2013 20h10 | Thomson Reuters

INFLAÇÃO
ÍNDICE
VALOR (%)
IBGE IPCA Month
0,35%
INPC IBGE (mês)
27,00%
BR IPC-FIPE infl
FIPE
IPC-DI FGV (mês)
0,08%
IGP-DI FGV (mês)
1,10%
IGP-M FGV (mês)
0,77%
IPA-DI FGV (ano)
0,00%
ICV Dieese (mês)
0,93%
24/10/2013 18h48 | Thomson Reuters

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
9,50%
CDI (ano)
9,31%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
5,00%
TR - Taxa referencial (mês)
0,0739%
Poupança (mês)
0,500%
30/10/2013 20h16 | Thomson Reuters

COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
+0,12
22,64
Platina
-
+10,00
1.470,00
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
-
-1,50
1.342,19
Petróleo Brent
+0,77%
+0,84
109,85
Paládio
-
-1,00
743,00
30/10/2013 20h21 | Thomson Reuters 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CITAÇÃO DO DIA

“Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser." (Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), poeta português, citado em Fernando Pessoa: O Livro das Citações (Record).

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

BRASIL SOBE EM RANKING DE NEGÓCIOS
Fazer negócios no Brasil para uma empresa de menor porte ficou um pouco mais fácil, mas o País ainda está longe dos melhores lugares do mundo para a vida de um empreendedor, mostra um ranking divulgado, em Washington, pelo Banco Mundial, sobre a facilidade de se fazer negócios em 189 países. O Brasil ficou na 116ª posição no ranking relativo a 2014. O País melhorou algumas colocações na comparação com o relatório passado, quando estava na posição 130º lugar, e com o de 2012, quando estava em 126º. Começar um negócio no Brasil demora 107,5 dias, melhor que os 119 dias do levantamento anterior, mas ainda longe dos líderes da lista. Em Cingapura, país que ocupa a primeira posição no levantamento, são apenas dois dias e meio e nos EUA, o quarto lugar, são cinco dias. Em outros indicadores isolados, usados para fazer o ranking geral, o Brasil também ocupa posições ruins. Na facilidade para uma pequena empresa conseguir crédito, está no 109º lugar; em impostos, em 159º; na facilidade para registros de propriedades, em 107º. Conseguir permissão para construção no Brasil demora em média 400 dias, posição 130.ª no ranking. As cinco primeiras posições do ranking geral ficaram com Cingapura (pelo oitavo ano consecutivo), Hong Kong, Nova Zelândia, EUA e Dinamarca, todos nos mesmos lugares do levantamento do ano passado. O último lugar ficou com o Chade, pequeno país da África. Na América Latina, o país mais bem colocado é o Chile (34.º lugar), seguido pelo Peru (42.º). A Colômbia é citada no relatório como o mercado da região que mais fez reformas para incentivar os negócios das empresas menores desde 2005. Piores que o Brasil no ranking geral estão países como Gabão, Haiti, Líbia, Togo e a Argentina. O relatório conclui que houve progressos na melhoria da regulamentação pelo mundo com o objetivo de facilitar os negócios para as empresas de menor porte, sobretudo em países de alta renda da Europa, da Ásia central e da África. Em 114 países houve avanços na regulação para fazer negócios, uma expansão de 18% na comparação com o relatório anterior. Foram implementadas 238 reformas regulatórias mundo afora. "Foi o segundo maior volume de reformas desde a crise mundial", diz uma das autoras do estudo, Rita Ramalho, em vídeo distribuído a jornalistas. No Brasil, as empresas menores parecem não estar vendo a melhora regulatória. Segundo o levantamento, não houve reformas no ano passado no País até o período encerrado em junho deste ano. O documento cita alguns avanços recentes, como em 2010, quando o País facilitou a abertura de uma empresa removendo a necessidade de obter uma licença do Corpo de Bombeiros antes de se obter a licença operacional da prefeitura. Ao mesmo tempo, a transferência de propriedade se tornou mais difícil com a introdução de um novo certificado comprovando débitos de trabalho, aumentando o número de procedimentos de due diligence (análise financeira de números da empresa). Na América Latina, além da Colômbia, Panamá, Guatemala, Jamaica e México são citados como exemplos de países onde a regulação avançou. Entre os países que formam a sigla Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) apenas a Rússia apresentou avanços. Em um comunicado, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, afirma que "um melhor clima de negócios, que possibilite a empresários construir suas operações e reinvestir em suas comunidades é fundamental para o crescimento econômico local e global". Esta é a décima primeira edição do estudo, chamado "Doing Business 2014: entendendo a regulamentação para pequenas e médias empresas". O levantamento é feito desde 2003 e avalia fatores como facilidade em abrir (e fechar) uma empresa e até como conseguir energia elétrica para a nova companhia e obter alvará de construção e crédito.  A classificação é baseada em 11 indicadores e cobre 189 economias. O item que o Brasil tem uma das melhores notas é a facilidade em obtenção de energia, ocupando a posição número 14, a melhor da América Latina. Fatores macroeconômicos e outros pontos, como nível de solidez do sistema financeiro, não são levados em conta. O levantamento é feito anualmente pelo Banco Mundial e pela IFC (International Finance Corporation, o braço financeiro do Banco Mundial).

FÍSICO QUE ESTÁ À FRENTE DE CENTRO DE PESQUISA TAMBÉM SE DEDICA AO CANTO LÍRICO  
Quem chegasse ao laboratório de fotônica do Mackenzie na hora do almoço, nos últimos dias, ficaria desconcertado. Ouviria uma voz de baixo profunda entoando o solo que abre a parte cantada do quarto movimento da Nona Sinfonia de Beethoven: "Freude, schöner Götterfunken..." Nos versos de Schiller, a alegria é uma "bela faísca divina". Mas as únicas centelhas ali produzidas se propagam silenciosas dentro de cabos de fibra óptica.  Quem rege o grupo de alunos de doutorado e pós-doutorado é Eunézio Antônio de Souza, o professor Thoroh. Thoroh, na realidade, é o nome artístico do físico no mundo do canto lírico. Ainda menino de colo, chorava muito para pedir mais comida e ganhou o apelido de "Toró" (pancada de chuva). O acréscimo dos dois agás ocorreu na adolescência, por sugestão do cantor lírico Amin Feres (1934-2006), como ele um mineiro. Feres detectou o talento musical do então estudante de escola técnica ao passar diante da república onde o jovem morava em Ouro Preto. O rapaz cantava no banho e foi ouvido, da rua, por Feres, que bateu à porta da casa. Os outros estudantes deixaram que entrasse e batesse na porta do banheiro. Abriu como estava e deu de cara com o futuro mentor. Quando Thoroh fez vestibular, Feres conseguiu-lhe uma bolsa para estudar canto em Karlsruhe, na Alemanha. "Foi a decisão mais difícil da minha vida", conta o físico. Acabou escolhendo a engenharia metalúrgica. Durou pouco. Logo Thoroh faria outro vestibular, para cursar física na Universidade Federal de Viçosa, mas pediu transferência e terminou a graduação na USP de São Carlos. Depois o doutorado na Unicamp, sob orientação de Carlos Henrique de Brito Cruz (hoje diretor científico da Fapesp), e o pós-doutorado no Bell Labs (Nova Jersey, EUA). Nos Estados Unidos, teve aulas de canto com o baixo Jerome Hines (1921-2003). Chegou a ser convidado por ele para uma audição no Metropolitan. Mais uma vez, deu prioridade para a ciência. O professor do Mackenzie, no entanto, nunca deixou de cantar. Sua participação mais recente numa ópera foi no "Don Giovanni" de Mozart, no papel do Commendatore, o convidado de pedra. Atualmente ensaia, nos poucos momentos que a pesquisa lhe deixa de sobra, o solo da Nona Sinfonia, que cantará na próxima quinta-feira (às 20h, no auditório Rui Barbosa) com um coro combinado da universidade e a Sinfônica Municipal de Americana --pois ainda não nasceu a orquestra do próprio Mackenzie, que investiu R$ 1,4 milhão para criá-la.

POR ESPIONAGEM, ALEMANHA DEFENDE INTERNET 'NACIONAL'
Em meio à crise diplomática entre Estados Unidos e Europa devido às acusações de espionagem, a empresa Deutsche Telekom, parcialmente controlada pelo Estado alemão, quer que as empresas locais de comunicações cooperem para blindar o tráfego da internet contra a ação de serviços de inteligência estrangeiros. Mas esse esforço incipiente, que ganhou urgência após a Alemanha revelar na quarta-feira (23) que encontrou indícios de espionagem norte-americana contra o celular da chanceler alemã, Angela Merkel, pode não passar de um golpe publicitário. A blindagem não funcionaria, por exemplo, quando alemães navegassem em sites hospedados em servidores no exterior, como é o caso do Facebook e do Google, segundo entrevistas com seis especialistas em internet e telecomunicações. A Deutsche Telekom também teria problema em atrair seus concorrentes entre os provedores de internet de banda larga, já que essas empresas ficariam incomodadas em partilhar informações sobre suas redes. Acima de tudo, a iniciativa contraria a forma como a internet funciona hoje -- com tráfego global passando de rede em rede, sob acordos gratuitos ou pagos, mas sem qualquer consideração por fronteiras nacionais. Se mais países se murarem dessa forma, poderia ocorrer uma perturbadora "balcanização" da internet, afetando a abertura e eficiência que fizeram da web uma fonte de crescimento econômico, segundo Dan Kaminsky, pesquisador de segurança dos EUA. Os controles sobre o tráfego da internet costumam ser vistos mais habitualmente em países como China e Irã, cujos governos buscam limitar o conteúdo que pode ser acessível aos seus cidadãos. Para isso, eles instalam "firewalls" de abrangência nacional e bloqueiam sites como Facebook e Twitter. "É internacionalmente sem precedentes que o tráfego de internet de um país desenvolvido ignore os servidores de outro país", disse Torsten Gerpott, professor de negócios e telecomunicações na Universidade de Duisburg-Essen. "A iniciativa da Deutsche Telekom é louvável, mas é também uma manobra de relações públicas". O projeto da Deutsche Telekom, empresa que é 32% controlada pelo governo, já recebeu o aval da agência reguladora de telecomunicações, por potencialmente garantir mais opções aos consumidores. Em agosto, a empresa já havia lançado um serviço apelidado de "email made in Alemanha", que criptografa mensagens e as envia exclusivamente por servidores domésticos. A vigilânca governamental é um assunto delicado na Alemanha, país que tem uma das mais rigorosas legislações do mundo para questões de privacidade. Qualquer alusão à espionagem evoca lembranças das atividades da Stasi, polícia secreta da extinta Alemanha Oriental, comunista, onde Merkel cresceu. A suposta espionagem norte-americana dominou a cúpula europeia de Bruxelas na quinta-feira, levando Merkel a exigir dos EUA a assinatura até o final do ano de um acordo de "não espionagem" com a França e a Grã-Bretanha. Na mesma semana em que o governo alemão disse ter provas da espionagem contra Merkel, publicações da França e da Itália revelaram que esses países também eram alvo das atividades norte-americanas. Antes de chegar aos países europeus, as denúncias de espionagem dos EUA já tinham atingido o Brasil. A presidente Dilma Rousseff cancelou uma visita de Estado que faria a Washington este mês após denúncia de que teve suas próprias comunicações pessoais monitoradas pela Agência de Segurança Nacional norte-americana. Após as denúncias, Dilma lançou um plano para obrigar as empresas de internet a armazenar dados de usuários dentro do país. Enquanto a polêmica se espalha, especialistas em internet e telecomunicações dizem que a retórica superou as mudanças práticas que poderiam ser esperadas com o projeto da Deutsche Telekom. Mais de 90% do tráfego alemão da internet já permanece dentro das fronteiras nacionais, segundo Klaus Landefeld, conselheiro da organização sem fins lucrativos que mantém a DE-CIX, ponto de interconexão da internet em Frankfurt. Outros observam que a preferência da Deutsche Telekom por ser paga por outras redes ao transportar o tráfego até o usuário final, em vez de fazer acordos de "pareamento" sem custo, conflita com o objetivo de manter o tráfego dentro da Alemanha. Pode ser mais barato ou mesmo gratuito para o tráfego alemão passar por Londres ou Amsterdã, onde a comunicação poderia ser interceptada por espiões estrangeiros.

CINEMA NO BLOG

BONECAS RUSSAS (2005)
Les poupées russes

FICHA TÉCNICA
Outros Títulos:
The russian dolls (UK)
Bambole Russe (Itália)
Pais:
França, Reino Unido
Gênero:
Comédia
Direção:
Cédric Klapisch
Roteiro:
Cédric Klapisch
Produção:
Bruno Levy, Matthew Justice
Design Produção:
Marie Cheminal
Música Original:
Loïc Dury, Bruno Mahmoudi, Laurent Levesque, C. Minck
Fotografia:
Dominique Colin
Edição:
Francine Sandberg
Direção de Arte:
Tim Stevenson
Figurino:
Anne Schotte
Guarda-Roupa:
Leila Adjir, Julia Patkos
Maquiagem:
Judith Gayo, Véronique Nguyen, Jane Milon
Efeitos Sonoros:
Cyril Moisson, Sergey Ekinow, Laurent Lévy e outros
Efeitos Visuais:
Seb Caudron, Bertrand Levallois, Sylvian Fabre e outros

ELENCO
Romain Duris
Xavier Rousseau
Kelly Reilly
Wendy
Audrey Tautou
Martine
Cécile de France
Isabelle
Kevin Bishop
William
Evguenya Obraztsova
Natacha
Irène Montalà
Neus
Gary Love
Edward
Lucy Gordon
Celia Shelburn
Aïssa Maïga
Kassia
Martine Demaret
Mãe de Xavier
Pierre Cassignard
Platane
Olivier Saladin
Gérard
Pierre Gérald
Avô de Xavier
Zinedine Soualem
Sr. Boubaker
Hélène Médigue
Madame Vanpeteguem
Bernard Haller
Michel Hermann
Cristina Brondo
Soledad
Federico D'Anna
Alessandro
Christian Pagh
Lars
Carole Franck
Produtora de TV
Julie Durand
Juliette
Frédérique Bel
Barbara
Sophie Barbe
Caroline
Igor Gusev
Pai de Natacha
Yelena Solovyova
Mãe de Natacha
Jake Canuso
Miguel
Annette Faure
Jornalista
Anne Steffens
Namorada de Xavier
Stéphanie Ricco
Namorada de Xavier
Isabelle Joly
Namorada de Xavier
Cédric Klapisch
Homem no TGV

PRÊMIOS
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Atriz Coadjuvante (Cécile de France)

INDICAÇÕES
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Atriz Coadjuvante (Kelly Reilly)
César de Melhor Edição

VIDEOCLIPES


SINOPSE
 Xavier Rousseau é um jovem de 30 anos que vive em Paris, onde trabalha como roteirista de filmes para a televisão.  Há cinco anos, passou uma temporada em Barcelona, a fim de concluir seus estudos em economia.  Quando esteve lá, fez várias amizades, entre rapazes e moças, com os quais dividiu um apartamento por um ano. Ao retornar à França, entretanto, perdeu contato com vários deles.  Na realidade, ele continua a se encontrar com uma antiga namorada, Martine, agora mãe solteira, bem como, com Isabelle, uma grande amiga lésbica.  No plano sentimental, sente-se meio perdido, pois sua busca pela mulher perfeita o faz saltar de namorada em namorada, numa série de relações inconseqüentes. Seu avô, um senhor de idade avançada, sempre está a lhe cobrar o dia em que será apresentado à sua noiva.  A cobrança é tamanha que ele resolve levar Isabelle até a casa do avô, para que esta se faça passar por sua noiva. William, um amigo inglês que conhecera em Barcelona, chega à Paris e lhe conta que, finalmente, encontrou a mulher de sua vida, uma bailarina de um balé russo que se apresentou em Londres.  Seu nome é Natacha e ele pretende estudar russo para procurá-la em São Petersburgo. Certo dia, Xavier é chamado aos escritórios da televisão para a qual trabalha, onde é informado que deverá viajar para Londres, a fim de trabalhar num roteiro que será desenvolvido para uma co-produção franco-britânica.  Ao chegar lá, descobre que a roteirista inglesa com quem vai trabalhar é Wendy, uma grande amiga e irmã de William.  Os dois trabalham duro e o roteiro começa a se estruturar. Um dia, ele recebe um telefonema de seu editor, pedindo-lhe para que vá à Paris a fim de escrever a biografia de uma jovem de nome Celia Shelburn.  Atendendo ao pedido do amigo, Xavier passa a viver na ponte ferroviária Londres-Paris-Londres, tentando realizar simultaneamente os dois trabalhos.  Em Paris, ele se encanta com a beleza de Celia e, numa de suas idas, termina indo para a cama com ela. De volta à Londres, ele se declara à Wendy, sendo por ela correspondido.  Assim, além da parceria no trabalho, os dois iniciam um relacionamento amoroso.  Com o passar do tempo, a relação com Wendy vai-se tornando cada vez mais séria. Quando se aproxima o casamento de William e Natacha, todos os velhos amigos da época de Barcelona viajam para São Petersburgo.  Xavier e Wendy mostram-se cada vez mais juntos.  É quando ele recebe um telefonema de Celia, informando-lhe que se acha em Moscou e que quer vê-lo.  À Wendy, ele diz que precisa ir à Moscou por motivos profissionais.  Na Estação Ferroviária de São Petersburgo, antes da partida, a jovem lhe faz uma apaixonada declaração de amor. Uma vez em Moscou, não resiste, mais uma vez, aos encantos da bela jovem e termina em seus braços.  À noite, os dois vão a uma discoteca onde, a pedido dela, ele vai até o Bar comprar um copo de leite.  Nesse ínterim, Celia encontra-se com uns amigos que a levam de limusine ao encontro de John, seu amante.  Decepcionado, Xavier retorna a São Petersburgo. Ao chegar, não encontra Wendy.  Alguns dias depois, ela lhe telefona para dizer-lhe que não quer mais vê-lo, pois ele não está a fim de uma relação séria, que a deixou sozinha para ir atrás de outra mulher e que essa não é a vida que quer para ela. Finalmente, chega o dia do casamento de William e Natacha.  Todos os amigos acham-se presentes, inclusive Wendy, irmã do noivo.  Xavier a procura, mas ela o rejeita.  A festa é animada, todos dançam e bebem e, ao final, depois de muita insistência, Xavier consegue fazer com que Wendy o aceite de volta.

COMENTÁRIOS
"Bonecas Russas" é um ótimo filme sobre os encantos e desencantos do crescimento, como pessoa, levando o espectador a refletir sobre o amor e os relacionamentos modernos. Escrito e dirigido pelo cineasta francês Cédric Klapisch, o filme narra a história de um jovem escritor de 30 anos, com uma boa dose de romantismo, fantasia e bom-humor.  Na realidade, trata-se da continuação de "Albergue Espanhol", realizado basicamente pela mesma equipe. O trabalho apresentado por Klapisch é digno de menção, tanto como diretor quanto como roteirista, com seus diálogos inteligentes, e belas tomadas de Paris, Londres e São Petersburgo. A fotografia de Dominique Colin é muito boa, o mesmo ocorrendo com a magnífica trilha sonora.  O título do filme, "As Bonecas Russas", é uma feliz metáfora utilizada por Klapisch para retratar a constante busca do protagonista pela mulher ideal, já que esse tipo de boneca é aquele em que, a partir de uma boneca grande e oca, ela é aberta e, do seu interior, retira-se uma 2ª boneca, menor que a primeira e também oca que, ao ser aberta, dá lugar a uma 3ª boneca, e assim sucessivamente até se chegar à última e menor de todas. O elenco é de primeiríssima, com destaques para as atuações de Cécile de France, como a jovem lésbica, de Kelly Reilly, no papel da bela roteirista inglesa e, num papel menor, de Audrey Tautou.  Romain Duris também apresenta um bom trabalho, como o jovem inseguro em busca da mulher ideal.