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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CITAÇÃO DO DIA

“Você é capaz de qualquer coisa que deseja. Nada que esteja longe de você e nada do que aconteceu no seu passado é capaz de alterar o futuro que você deseja para si. O mundo bombardeia você com milhares de distrações, obstáculos, medos e desejos de prazeres vazios, fáceis e rápidos.  Ainda assim, nada irá impedir que você conquiste tudo aquilo que sua mente sonha e almeja. O simples fato de você imaginar que sua vida pode melhorar está evidenciando a sua capacidade para alcançar seus sonhos. Você já possui a maioria dos seus tesouros com que você sonha e que você deseja: eles já existem dentro de você. Dê a eles a força do seu pensamento, da sua ação, do seu compromisso. Faça-os reais, e não apenas exclusividade de seus sonhos. Traga-os também ao mundo que o cerca. Isto é realização, isto é destino.” (RIVALCIR LIBERATO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO ESTUDA DESVINCULAR BENEFÍCIOS DO SALÁRIO MÍNIMO, CONFIRMA PADILHA
O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) confirmou na quarta-feira (28) que o governo do presidente Michel Temer estuda a desvinculação de benefícios, como a pensão por morte e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), do salário mínimo. A aposentadoria não será desvinculada do salário mínimo porque o governo entende que uma alteração nessa regra poderia gerar questionamentos na Justiça. "Isso continua sendo estudado", afirmou Padilha, ao ser questionado sobre desvinculação dos benefícios. O ministro participou do evento Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2016, em Brasília. O ministro confirmou que a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso terá uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Disse, ainda, que o presidente Michel Temer definirá a data de envio da proposta ao Congresso e que ele quer passar um "olho clínico" no texto e conversar com centrais sindicais, confederações e com líderes no Congresso Nacional. "Nós devemos concluir o grupo de trabalho possivelmente nesta semana. Ele [Temer] quer conversar com as centrais sindicais, depois com as confederações, e depois uma reunião semelhante com todas as liderança, para que se chegue na Câmara já com 50% do caminho percorrido", afirmou Padilha. Após reunião com parlamentares na terça-feira (27), que não querem ter de se posicionar sobre o tema às vésperas das eleições municipais, o governo sinalizou que o envio da reforma da Previdência ficará para novembro. Na ocasião, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) disse que a prioridade do governo é a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para a criação do teto de gastos e que o Planalto "não pode trabalhar com a ideia de prazo" para a reforma da Previdência, que gera polêmica inclusive entre os aliados do peemedebista.
MILITARES
Padilha não esclareceu se os militares terão suas regras de aposentadorias alteradas na emenda constitucional que vai ao Congresso. "Eu não digo que seja injustiça [o regime diferenciado para militares]. Acho que temos que fazer com que se caminhe para regras gerais, em que pese mantenha os militares em condição de militar. [...] Eles, militares, já verbalizaram que querem se encaminhar para as regras gerais também em que pese sejam diferentes", disse. O próprio Padilha chegou a anunciar que os militares não seriam atingidos pelas novas regras. Essa possibilidade, no entanto, ainda vem sendo estudada pelo Palácio do Planalto.
MUDANÇAS
O texto que será analisado pelo presidente Michel Temer prevê que, além de uma idade mínima de 65 anos, quem quiser se aposentar terá de ter pelo menos 25 anos de contribuição com a Previdência. Para ter o benefício integral, no entanto, o tempo de contribuição deverá ser maior. O período de transição será de 20 anos para mulheres e de 15 para homens. O projeto estabelece, ainda, que não será possível acumular benefícios, como pensão por morte e aposentadoria, por exemplo. Nesse caso, o beneficiário terá direito apenas ao benefício com maior valor. 

MÚSICA MAIS ANTIGA CRIADA POR COMPUTADOR É RESTAURADA E DIVULGADA
Pesquisadores acabam de restaurar a mais antiga gravação conhecida de música criada por computador, uma interpretação chilreante de "God Save The King". A reprodução foi concebida em 1951 no laboratório do gênio britânico Alan Turing. A gravação foi restaurada por Jack Copeland, professor da Universidade de Canterbury, de Christchurch (Nova Zelândia), e pelo compositor Jason Long. Ela dura dois minutos. Nela se sucedem três peças, de inquietante tonalidade: o próprio hino britânico, a canção para crianças "Baa Baa Black Sheep", e "In The Mood", o grande êxito de jazz de Glenn Miller. Sobre esta última peça, uma alegre apresentadora comenta rindo as falhas do computador: "Desde já a máquina não estava no clima (em inglês "not in the moood")", um jogo de palavras com o título do gênero "big band". A gravação pode ser ouvida neste site. Ela havia sido redescoberta em 2008 quando a comunidade científica preparava o 60º aniversário do nascimento de "Baby", considerado o primeiro sistema informático com programa integrado. A história desta gravação "antepassada" de todas as músicas eletrônicas está intimamente vinculada aos primeiros passos da informática e às pesquisas da Universidade de Manchester e de seu cientista mais famoso, o matemático Alan Turing (1912-1954).
BRAVO
Anos depois de ter contribuído para descifrar, na Segunda Guerra Mundial, os códigos nazistas produzidos pela máquina Enigma, Alan Turing prosseguiu em Manchester com suas pesquisas pioneiras nas máquinas Mark 1 e Mark 2, herdeiras de "Baby". "O trabalho de Alan Turing no fim dos anos 1940 para transformar o computador em instrumento de música foi bastante ignorado", relatam Copeland e Long em um blog no site da British Library. Copeland, que dirige um fundo de arquivos dedicado ao matemático, explica que o computador do Computing Machine Laboratory de Manchester de Turing estava programado para indicar mediante sons precisos os progressos de suas pesquisas. "Turing não estava tão interessado na ideia de programar o computador para interpretar peças convencionais de música: utilizava as notas para indicar o que o computador fazia", afirmam os dois pesquisadores. Foi um jovem professor, Christopher Strachey (1916-1975), que seria um dos maiores informáticos do Reino Unido, que se encarregou de elaborar um programa informático musical, com base no manual de utilização do computador de Turing. Em uma entrevista em 1974 a uma revista especializada, este pianista de talento relatou esta noite de 1951, na qual dedicou a passar pacientemente a esta enorme máquina, que ocupava quase todo o térreo do laboratório, o programa que havia escrito. "Na manhã seguinte, para nossa grande surpresa, o computador expeliu ruidosamente o hino nacional", relata Strachey. "Turing, sem abandonar sua habitual sobriedade, limitou-se a murmurar um lacônico 'bravo'", acrescenta.
DE MÃO EM MÃO
A gravação restaurada não é a que foi revelada agora, mas outra realizada tempos depois por uma equipe da BBC que se dirigiu a Manchester. Copeland e Long ignoram quem foram os programadores das outras duas peças gravadas pela BBC no disco acetato de 12 polegadas, que passou de mão em mão há 65 anos. "Depois do êxito de Strachey, vários funcionários começaram a escrever programas musicais", explicam. Um importante trabalho de restauração foi necessário para que a gravação fosse audível, com o objetivo de ouvir "o verdadeiro som do computador". Alan Turing morreu em 1954 por envenenamento de cianureto, dois anos depois de ter sido condenado a seguir, devido a sua homossexualidade, um tratamento de castração química. A tese geralmente admitida de suicídio nunca foi formalmente provada. 

'TODOS COM UM CELULAR TÊM SEU PRÓPRIO ESTÚDIO', DIZ EXECUTIVO
"Todos com um celular têm seu próprio estúdio". A frase de Luis Olivalves, chefe de parcerias do Facebook na América Latina, na mesa de abertura do youPIX CON —evento sobre mercado digital que ocorreu na quarta (28) em São Paulo—, define o ponto central da discussão sobre a revolução de conteúdo. Por causa do acesso cada vez mais fácil à tecnologia, há cada vez mais variedade e quantidade de produtores de conteúdo. Além da produção, o consumo também foi impactado pela evolução dos smartphones. De acordo com Marco Bebiano, diretor de estratégia e de desenvolvimento do Google, 73% do que vai ser consumido na internet em 2017 será em vídeo. Desde o ano passado, afirma, esse consumo já ocorre mais em celulares do que em desktop. Para Bebiano, o principal desafio que as marcas ainda não conseguiram resolver é definir que tipo de conteúdo criar e como fazê-lo para atender melhor esse público em crescimento. O diretor de comunicação e branding da Globosat, Manuel Falcão, concorda. Para ele, empresas que são "nativas do conteúdo", mas não nativas digitais, precisam se adaptar, "entender que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Entender onde se está e com quem se fala é fundamental".
JORNAIS
Do ponto de vista jornalístico, o secretário de Redação da Folha Roberto Dias aponta que são três os principais desafios impostos. O primeiro seria a adaptação de veículos tradicionais do meio impresso para o meio digital, tanto no conteúdo, quanto no sistema. O segundo seria como passar para o público de forma clara os valores jornalísticos em diferentes plataformas. E o terceiro seria a remuneração do trabalho jornalístico. Quanto ao último, Dias considera fundamental a percepção de que o conteúdo e a plataforma não existem um sem o outro, visto que plataformas como Google e Facebook dependem da produção de conteúdo para existir. 

ARTE NO BLOG

A ARTE DE LUIZ CARLOS DE ANDRADE LIMA – PARTE 02
Natural de Curitiba, Paraná, Brasil, Andrade Lima aos dois anos de idade levou um tombo que ocasionou lesões graves na coluna, o que impediu que passasse de 1.37m de altura. Começou a andar aos quatro anos e recomeçou a falar somente quando adulto, perdendo, ainda a visão do olho direito numa brincadeira com os colegas de infância.  Após a morte de seu pai, mudou-se para Morretes, Paraná, onde residia parte de sua família. Filho de mãe católica, atuou muito nas atividades da Igreja, daí ter na religião grande fonte de inspiração para suas obras. Aos dezenove anos recebeu sua primeira premiação no Salão Paranaense de Belas Artes, mas logo depois enfrentou graves problemas de saúde, o que não impedia o seu bom-humor, um vasto círculo de amigos e alunos e o respeito da comunidade pelo seu talento artístico e dedicação ao magistério. Em 1968 casou com uma aluna, e teve um período de vida estável até 1983, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral, que imobilizou o seu lado esquerdo. Um ano após, parcialmente recuperado, conseguiu voltar à sua atividade no magistério e na  Galeria de Arte, embora com várias limitações de locomoção. Em 1995 a memória recente de Andrade Lima começou a falhar, ficando em evidência só a memória remota de sua infância. Seu último quadro foi pintado em 1997, deixando algumas obras inacabadas. Em março de 1998, o mestre começou a trilhar novos caminhos... 

Fonte: Saber Cultural

RECEITA DO BLOG

MOQUECA
INGREDIENTES PARA 2 PORÇÕES
·         150 g de camarão limpo
·         150 g de filé de peixe
·         50 g de cebola-branca fatiada
·         250 ml de base de moqueca (2 partes de leite de coco para 3 partes de caldo de peixe)
·         30 ml de dendê
·         2 fatias de pimentão pelado
·         2 rodelas de tomate
·         Sal, folhas de coentro e pimenta a gosto

MODO DE PREPARO
1. Tempere o peixe com sal e pimenta.
2. Refogue a cebola no dendê, adicione o peixe, a base de moqueca e o pimentão. 
3. Tempere o camarão e adicione ao preparo. 
4. Cubra com as rodelas de tomate e finalize com o coentro. 

Fonte: Receita do chef Marcelo Corrêa Bastos, chef do Jiquitaia, para o menu do Frangó, Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, tel. (11) 3932-4818, São Paulo,SP; frangobar.com.br

CIRCULA NA INTERNET

SLOGANS HONESTOS

IMAGEM DO DIA

Uma belíssima imagem da Igreja de São Vicente na nossa amada Mossoró-RN-Brasil, para matar as saudades da "Turma do Patamar da São Vicente". Imagem clicada pelo amigo e conterrâneo Genário Freire.

PIADA DO BLOG

ALFREDÃO E SUAS BRINCADEIRAS SEXUAIS
O grande filósofo Alfredão muito preocupado com a sua virilidade foi se consultar com um renomado médico urologista indicado pelo seu amigo Borjão. E no consultório do médico surgiu o seguinte diálogo:
- Sr. Alfredão o seu amigo Borjão me falou que você está tendo problemas relativo a sua disfunção sexual com sua esposa, diga o que está acontecendo.
O Alfredão prontamente respondeu:
- Doutor o negócio é o seguinte, para me manter ativo sexualmente eu inventava umas brincadeiras com a minha esposa e tudo dava certo.
O médico perguntou:
- Que brincadeiras eram essas?
E o Alfredão naquela sua velha pose já conhecida respondeu:
- Bem Doutor a gente brincava de submarino na banheira e agora a brincadeira não tem mais graça.
E o médico curioso disse:
- Qual foi o motivo da brincadeira não dá mais certo?
E o Alfredão com aquele olhar bem triste respondeu:
- É que o “periscópio” enguiçou!

TEXTO DO BLOG

O QUE SERÁ DE LULA?
por Gaudêncio Torquato*

A análise de viabilidade política é uma complexa equação que abriga um conjunto de fatores, entre os quais o vetor de peso de cada protagonista envolvido com fatos e situações; as circunstâncias que balizam os acontecimentos; as expectativas e demandas da sociedade.
Não é fácil, pois, projetar o que pode acontecer amanhã, particularmente na política, uma esfera que muda tão rapidamente como as nuvens, conforme já dizia o mineiro Magalhães Pinto. Mesmo assim, é razoável apostar em rumos, tendências, possibilidades, a partir do que se vê, se ouve e se sente.
A Operação Lava Jato, por exemplo, vai até onde? Ela poderá refluir? Em outras palavras, haveria força capaz de deter a continuidade das ações que se processam na “República de Curitiba”?
A análise dessa hipótese, sob o prisma da metodologia da análise política, aponta para a irreversibilidade do processo. O vetor-patrimônio administrado pelo juiz Sérgio Moro, aliado ao vetor-momento, sinaliza que a Lava Jato ganhou vida própria, navegando no piloto automático, sendo praticamente impossível deter sua trajetória.
À guisa de esclarecimento: o vetor-patrimônio, na concepção de Carlos Matus, cientista social chileno, é o ativo político de um ator, a força acumulada por ele. Moro é hoje um dos perfis mais admirados dos brasileiros. Detém um dos mais completos patrimônios morais do pais.
Já o vetor-momento abriga o tempero das circunstâncias e estas, por sua vez, embutem expectativas da sociedade organizada. O Juiz de Curitiba, como é sabido, conta com o endosso social às tarefas que lhe cabem na Operação Lava Jato. Por isso, a dedução fica fácil: seu empreendimento correrá por um bom tempo nas cercanias da política e dos negócios efetuados nos vãos e desvãos do Estado.
Aceita tal hipótese, entremos, agora, num segundo plano de análise. Onde o juiz Sérgio Moro quer chegar? Quem conhece os caminhos da Operação Mani Puliti, ocorrida na Itália e iniciada em fevereiro de 1992 (2.993 mandados de prisão, 6.059 pessoas investigadas, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, entre os quais quatro ex-primeiros-ministros), sabe que, ao farejar o caminho do dinheiro, ele quer chegar ao comandante da Operação.
Agora, um dado relevante: a recente decisão do juiz de Curitiba, ao condenar o ex-todo poderoso Chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, a 23 anos de prisão, mostra uma pista. A mais longa pena conferida no bojo da Lava Jato encerrará a vida pública do ex-presidente do PT. Mas o que chama a atenção é o fato de o juiz não reconhecer Dirceu “como o comandante do grupo criminoso, pelo menos considerando-o em toda a sua integralidade (empresários, intermediários, agentes públicos e políticos)...”
Dessa consideração, surge a pergunta: se ele não foi o comandante da Operação, quem seria? Nesse ponto, a análise de viabilidade sugere puxar outros veios que formam a cadeia situacional. Entra em cena, agora, a denúncia feita no STF pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, atribuindo ao ex-presidente Lula “papel central” na trama para tentar barrar a Lava Jato. Disse ele: “o ex-presidente impediu e/embaraçou investigação que envolve organização criminosa”. Lula teria, desse modo, determinado a ação delituosa referente à obstrução à Justiça, envolvendo Nestor Cerveró (plano de fuga e ajuda de custo para a família do ex-diretor da Petrobras). 
Ganha fôlego, mais uma vez, o nome do ex-presidente Luiz Inácio. Que teria ele a ver com as situações criminosas que começaram com o mensalão e chegaram até os dutos do petrolão? Seria o alvo de Sérgio Moro, no entendimento de que o juiz de Curitiba conserva a clara determinação de identificar a origem e a inspiração dos escândalos que se sucedem às margens do Estado?
A postura do magistrado pauta-se pela cautela. Afinal, Lula é o último dos políticos carismáticos. E mesmo reconhecendo que seu vetor-patrimônio foi corroído pela rede de corrupção escancaradamente estendida na era PT, Luiz Inácio ainda detém razoável bagagem de aplausos e aceitação das massas. Hoje, essa taxa pode ser medida pelos 20% de votos detectados por pesquisas. Coisa que pode diminuir ou aumentar nos próximos tempos, a depender da performance dos atores políticos (Congresso Nacional) e do presidente em exercício, Michel Temer.
Se a economia exibir sinais de recuperação, com a consequente aprovação das margens sociais e do centro às políticas e programas do novo governo, a possibilidade de revermos o palanqueiro petista voltar a brilhar no cenário é remota. A recíproca é verdadeira.
O juiz Sérgio Moro, mesmo agindo sob rigor técnico-jurídico, estará atento a tais alternativas, eis que tem demonstrado ser um exímio analista de momentos e circunstâncias. Haveria enorme diferença entre a detenção de um Lula desprestigiado e a prisão de um líder ainda aclamado pelas margens.
O fator tempo, pois, se faz presente na lista da Lava Jato. Paciência é o que não falta ao rigoroso magistrado. Ele é o ícone do espírito cívico que impregna a Nação. Sabe que contará com os entusiasmados aplausos da comunidade nacional.
Em suma, se José Dirceu não foi o comandante das ações criminosas que abocanharam parcela ponderável dos recursos do país e se Lula acaba de entrar na lista principal do procurador Janot como o agente que teria tentado obstruir a Justiça, a inferência se escancara: ele está, sim, na cartela  de suspeitos afixada pela equipe do MP e do Judiciário de 1ª. instância. O desenlace poderá, até, ser bem mais adiante. Não se pense que ficará sob o tapete.
Moro aguarda o momento adequado para chegar ao homem certo. Muito difícil acreditar que a Operação que comanda seja encerrada sem apontar o grande responsável pela roubalheira.  Figuras sairão das sombras. Convém, porém, lembrar que na política tudo é possível. Até a ressurreição de um desacreditado “Salvador da Pátria”. 
O imprevisível acontece. No caso de Lula, toda a descrença deste analista. 

(*) Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter @gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
A Bovespa fechou em queda na quinta-feira (29), em sessão instável, pressionada pela piora no mercado acionário nos Estados Unidos e com preocupações com o banco alemão Deutsche Bank ampliando a aversão ao risco no exterior. A queda nas ações de bancos e da Petrobras também contribuiu para o principal índice da bolsa brasileira fechar no negativo. O Ibovespa recuou 1,69%, a 58.350 pontos, perdendo o patamar dos 59 mil pontos reconquistados na véspera. No mês de setembro, a bolsa acumula alta de  0,77%. No ano, a valorização é de 34,6%.
ÍNDICES DA BM&FBOVESPA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
MÁXIMO (PTS)
MÍNIMO (PTS)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Ibovespa
-1,69%
59.621,19
58.291,79
-1.005,20
58.350,57
IBX
-1,64%
24.701,53
24.164,31
-404,21
24.180,18
IBX50
-1,69%
9.993,43
9.771,35
-168,60
9.780,05
IEE
-1,83%
37.590,71
36.555,65
-681,80
36.555,65
IGCX
-1,50%
9.141,38
8.959,36
-136,28
8.960,50
INDX
-0,86%
13.097,67
12.861,36
-111,63
12.917,14
ISE
-1,57%
2.536,30
2.482,36
-39,62
2.483,06
IVBX
-1,40%
8.967,20
8.783,53
-125,21
8.797,08
29/09/2016 18h55 | Thomson Reuters 

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
3,2580
3,2610
+1,22%
Euro
3,6575
3,6625
+0,05%
Libra
4,2262
4,2314
+0,04%
Peso Argentino
0,2120
0,2125
+0,05%
29/09/2016 18h54 | Thomson Reuters 

INFLAÇÃO
ÍNDICE
MÊS
VALOR
IPCA
Ago.16
+0,44%
IPC-Fipe
Ago.16
+0,11%
IGP-M
Ago.16
+0,15%
INPC
Ago.16
+0,31%
05/09/2016 18h12 | Thomson Reuters 

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
14,25%
CDI (ano)
10,80%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
7,50%
TR - Taxa referencial (mês)
0,1820%
Poupança (mês)
0,683%
29/09/2016 18h54 | Thomson Reuters
  
COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-0,45%
-0,09
19,09
Platina
+0,12%
+1,21
1.026,70
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
-0,09%
-1,18
1.320,05
Petróleo Brent
-1,40%
-0,59
41,55
Paládio
+0,71%
+5,00
714,00

29/09/2016 18h54 | Thomson Reuters

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

CITAÇÃO DO DIA

“Não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.”   (SIR CHARLIE CHAPLIN)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

BRASIL CAI 6 POSIÇÕES NO RANKING DE COMPETITIVIDADE
O Brasil caiu seis posições de 2015 para 2016 e registrou sua marca mais baixa no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial - que no Brasil é elaborado em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O País ficou em 81º lugar na atual edição, dentre os 138 pesquisados, o pior desempenho desde a mudança de metodologia, que começou a valer em 1998. Segundo a FDC, a queda do Brasil no ranking reflete sinais claros da forte crise econômica e declínio da produtividade vividos pelo País, resultando em menor sofisticação dos negócios e baixo grau de inovação. De acordo com o relatório, os principais fatores por trás dessa tendência de perda de competitividade brasileira são aqueles ligados à atual conjuntura política, mas também dados relacionados a questões estruturais e sistêmicas. "Fatores da conjuntura presente, como a crise econômica e política que vem se deteriorando desde 2014, estão associados a fatores estruturais e sistêmicos, como sistema regulatório e tributário inadequado, infraestrutura deficiente e baixa produtividade, que resultam em uma economia fragilizada e incapaz de promover avanços na competitividade interna e internacional sem maior inserção no mercado mundial", afirma o texto. Dos 12 pilares estudados, o Brasil caiu em seis deles. A maior queda foi em "Desenvolvimento do mercado financeiro", saindo do 58º lugar em 2015 para a 93ª posição em 2016.

'COMIDA DE VERDADE' FAZ BEM AO CORAÇÃO
Que tal em vez de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, utilizar os produtos frescos (frutas, carnes, legumes e ovos) ou minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas) como base das refeições? Essa é a proposta que foi lançada na semana passada aos cardiologistas pelo professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Carlos Monteiro, que foi coordenador técnico do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde e a chef e apresentadora do canal GNT Rita Lobo.
FÓRUM DE IDEIAS
O professor e a chef participaram do "Fórum de Ideias" do Congresso Brasileiro de Cardiologia. O debate foi coordenado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcus Malachias para quem ainda persiste "uma lenda de que comida saudável é sem graça". A ideia é justamente desmistificar esse conceito e sugerir aos cardiologistas dicas que estão no programa "Comida de Verdade" e no Guia Alimentar. Pela primeira vez, o congresso da especialidade discutiu aspectos multidisciplinares que interferem na saúde cardiovascular. Além da alimentação saudável, foram apresentados temas a exemplo de desenvolvimento de novas lideranças em cardiologia, espiritualidade, quase morte e comunicação e alimentação.
O QUE EVITAR
Segundo a SBC, 40% da população adulta, no Brasil, tem colesterol elevado. São 57 milhões de pessoas que, potencialmente, podem ter um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). As gorduras, principalmente as saturadas (presentes em alimentos de origem animal) e as gorduras trans (encontradas em itens industrializados), contribuem para a elevação do colesterol. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos evita o aumento do colesterol. Dr. Malachias também pontua que, juntamente à dieta balanceada, seja observada a prática de exercícios físicos, assim como evitar o fumo e o estresse.
MULTIDISCIPLINAR
A Experiência de Quase Morte (EQM) foi outro tema abordado pela primeira vez em um congresso de cardiologia. O assunto espiritualidade tem crescido entre os médicos e faz parte da grade curricular de quase todas as faculdades de medicina dos EUA, mas no Brasil ainda é pouco difundido. O evento EQM acontece em situações de parada cardíaca, derrame ou em procedimentos de anestesia ou cirurgia. "Os batimentos cardíacos param, o fluxo de sangue cerebral é interrompido e o cérebro deixa de produzir atividade elétrica. A pessoa está 'morta' até ser reanimada pelos médicos", explica o cardiologista do Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular da SBC, Mário Borba.
SAIBA MAIS
·        Comer bem não é sinônimo de fazer regime, contando calorias e restringindo grupos alimentares;
·       Saber cozinhar é essencial para uma alimentação saudável. Ao mesmo tempo em que você ganha intimidade com os ingredientes, conquista autonomia;
·    Respeitar o momento da refeição e comer à mesa, sem distrações, é fundamental na educação alimentar dos pequenos;
·        Evitar desperdício, variar o sabor e dimensionar a lista de compras é um bom começo.

ATUALIZAÇÃO DO CHROME PARA ANDROID ECONOMIZA DADOS E PERMITE VER SITES OFFLINE
O Google anunciou nesta semana uma nova atualização do Chrome para Android que traz uma série de benefícios para usuários que não usam internet constantemente. A versão reduz em até 90% o consumo de dados e permite que as pessoas baixem sites para que eles se tornem acessíveis mesmo sem internet. Para conseguir chegar ao resultado final, a equipe do Chrome melhorou o Data Saver do navegador. O recurso otimiza páginas HTTP durante períodos de baixa conectividade, baixando apenas as partes mais importantes do endereço virtual. Outra melhoria feita é com relação aos vídeos MP4, que passarão por um processo de compressão que reduz seu tamanho em 67%. Para acessar páginas, vídeos ou músicas offline, o usuário deve fazer um download do arquivo clicando em um botão na barra de navegação. Caso a conexão seja perdida durante o processo, ele é retomado do ponto onde parou, sem que seja necessário qualquer comando. O Google ainda vai trazer um recurso para ajudar o usuário a descobrir novos sites interessantes. Ao abrir uma nova aba, o internauta verá sugestão de sites recém visitados e, caso deslize a tela para baixo, verá cards com sugestões de artigos e matérias. Segundo o The Verge, alguns recursos já estão disponível para teste para usuários da versão beta do Chrome. Para os demais, a atualização deve começar a funcionar a partir de outubro.  

RIVISTA DO MINO


Hermínio Macêdo Castelo Branco (Mino) é cearense, natural de Fortaleza. Filho de Francisca Macêdo e Raimundo Castelo Branco, nasceu no dia 3 de maio de 1944. Formado em Direito pela UFC (inscrito na OAB), a lista de suas atribuições é extensa: desenhista, artista plástico, cartunista, programador visual, projetista gráfico, poeta bissexto, livre pensador, autor de histórias, fábulas e contos infantis, ilustrador e publicitário. Trabalhando em agências de publicidade e colaborando com quase todos os jornais de Fortaleza, passou vários anos dedicado ao trabalho de criação de marcas, programação visual e projetos gráficos. Edita sua própria publicação mensal "RIVISTA", distribuída através da editora "RISO" (de sua propriedade) para vários colégios no Ceará. RIVISTA contém toda a diversificação de seu trabalho: fábulas, contos, frases, pensamentos, artigos, poesias, ilustrações e cartuns. O "Blog do Borjão" em homenagem ao Mino disponibiliza às 5ª feiras o tópico "RIVISTA DO MINO".

SAÚDE NO BLOG

A RESPOSTA SEXUAL NOS IDOSOS

"A vida sexual transforma-se constantemente ao longo de toda a evolução individual, porém só desaparece com a morte." (Mira y López)

Masters e Johnson, através de suas pesquisas, reconheceram que não há limite de, idade para a prática do comportamento sexual. Podemos dizer que Freud está para a sexualidade infantil como os pesquisadores citados estão para a sexualidade dos idosos.
Considerando a resposta sexual humana como trifásica desejo, excitação e orgasmo, passamos então a discutir o que aconteceria na mulher idosa e no homem idoso. É bom lembrar o que nos diz Kinsey: "Não existe senso comum a respeito do sexo", ainda mais com os indivíduos geriátricos. Em linhas gerais, notamos que se dá uma perda na quantidade desta resposta; entretanto, podemos observar melhora na qualidade. É a velha história: em toda perda há um ganho.
Com relação à mulher idosa, a nível de desejo, notam-se respostas bastante divergentes. Desde a ausência do desejo, até uma exacerbação da libido. Estes fenômenos levam-nos a pensar na presença de uma moral sexual interpondo-se à função biológica, que deveria estar preservada.
Na fase de excitação, observa-se qualitativamente a mesma resposta sexual do jovem, porém uma diminuição quantitativa dos fenômenos, como, por exemplo, do rubor, do aumento do clitóris e pequenos lábios e a lubrificação vaginal, começa mais lentamente e é menos acentuada. Associando-se ao menor trofismo vaginal, "espessura do tecido", em que as paredes vaginais afinam, tornando-se menos elásticas, o processo excitatório poderá vir acompanhado algumas vezes de dor à relação sexual (dispareunia). Nestes casos, a simples reposição estrogênica, sob a forma de medicação oral e tópica, melhorando o trofismo vaginal, resolveria a situação.
A fase orgásmica da mulher idosa mostra contrações rítmicas da vagina, porém em menor número. As contrações retais ocorrem menos frequentemente.
É certo que a atividade sexual pode continuar por longo tempo após a menopausa, sem dificuldade mecânica ou secura vaginal e, frequentemente, dispensando a hormônio terapia, desde que seja mantida uma regularidade no relacionamento sexual. É na ausência de uma atividade sexual regular que vão aparecer os distúrbios tróficos, impedindo os contatos posteriores e desencadeando distúrbios psicossexuais (J. Vegue).
Com relação ao homem idoso, vamos também observar que a fisiologia do desejo sexual nestes indivíduos não está bem esclarecida, podendo apresentar desde a inapetência sexual até o aumento do desejo. Porém, na maioria das vezes, este desejo se encontra diminuído.
A fase de excitação, que tem como expressão maior o fenômeno da ereção peniana, mostra que estas ereções tendem a ocorrer mais lentamente que a do homem jovem, tendo um período de detumescência (perda de ereção), porém mais tardio.
No período orgásmico, a ejaculação acontece num só tempo, com pronunciada diminuição da fase de inevitabilidade ejaculatória. O ejaculado sofre redução na quantidade e é expelido sob pressão menor.
No homem, diferentemente da mulher, existe um período subsequente ao orgasmo que é o período refratário, onde o homem não é capaz de vir a apresentar uma resposta sexual completa, apesar da presença do estímulo sexual. Nesse caso, na maioria das vezes ele não apresenta uma ereção ou, se esta estiver presente, não virá acompanhada de ejaculação. Este período refratário é bem maior no homem idoso. Pode durar minutos, horas ou dias. Observa-se que, quanto maior a atividade sexual do adulto, menor seria seu período refratário na velhice.
Em resumo, pode-se afirmar que a resposta sexual humana se torna mais lenta com a idade, mas nunca desaparece por completo.

Fonte: Gerson López - Sexualidade Humana - 2ª Ed. – Capítulo 03 - A Sexualidade e a Terceira Idade. Copyright © Bibliomed, Inc. 03 de Junho de 2004. Revisado em 11 de junho de 2013. 

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IMAGEM DO DIA

Uma belíssima imagem na Praia de Guajiru - CE - Brasil que é bastante tranquila, mas com seus recifes, dunas e currais de peixes e fica entre as melhores praias do Ceará, já que é um ótimo ambiente para descansar e relaxar durante seu passeio entre as demais praias da região.

PIADA DO BLOG

O EXAME DO VELHINHO
Um velhinho precisou fazer um exame de contagem de esperma. O médico deu a ele um potinho e disse: 
- Leve isso e me traga de volta amanhã, com uma amostra de esperma.
No dia seguinte, o velho voltou ao consultório e devolveu-lhe o pote, que estava vazio como no dia anterior. O médico perguntou o que aconteceu e o velho explicou:
- Bem, doutor, foi o seguinte… primeiro, eu tentei com a mão direita, e nada. Depois, tentei com a mão esquerda, e nada ainda. Daí, eu pedi ajuda à minha mulher. Ela tentou com a mão direita, com a esquerda, e nada. Tentou com a boca – primeiro com os dentes, e depois, sem eles, e nada. Nós chegamos a chamar a vizinha, e ela também tentou. Primeiro, com as duas mãos, depois, com o sovaco e, por último, espremendo entre os joelhos, e nada.
O médico, chocado:
-Vocês pediram ajuda à vizinha?
O velho respondeu:
- Foi. Mas nenhum de nós conseguiu abrir o potinho.

TEXTO DO BLOG

FILHOTE
por Luis Fernando Veríssimo*

No seu discurso de encerramento da Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas — realizada em Bretton Woods em julho de 1944 para combinar como seriam as relações comerciais depois da Segunda Guerra Mundial que chegava ao fim —, lorde John Maynard Keynes, um dos inspiradores e o principal participante do time inglês no encontro, disse que se a cooperação que as nações tinham demonstrado durante a conferência continuasse, “o pesadelo em que a maioria de nós passou tempo demais das suas vidas terá acabado”, e “a irmandade dos homens terá se transformado em mais do que apenas uma frase.”
A competição monetária e os conflitos e barreiras que tinham levado a duas guerras mundiais deixariam de existir. O otimismo declarado por lorde Keynes só se explica pelo seu cavalheirismo ou gosto pela retórica. Ele tinha sido derrotado na reunião que se encerrava. Em Bretton Woods, as boas intenções esconderam a questão real do encontro: a que Roosevelt já tinha proposto a Churchill quando condicionou a entrada dos Estados Unidos na guerra ao fim dos mercados cativos coloniais e do império econômico britânico, e a necessidade de garantir mercados livres para a produção americana que se multiplicaria com a mobilização para a guerra.
Enquanto Keynes acreditava que o Banco Mundial — insistência sua — realmente favoreceria a irmandade entre os homens, o secretário do Tesouro americano, Henry Morgenthau, mais interessado no Fundo Monetário Internacional, empenhava-se na mudança do centro financeiro do mundo de Londres para Washington e Wall Street.
O que venceu em Bretton Woods não foi o espírito público de Keynes, mas o espírito prático dos americanos. Morgenthau estava lá para sacramentar a transferência do poder econômico da Inglaterra para os Estados Unidos, a única nação que sairia da guerra em condições de impor sua vontade. E impôs. O discurso de Keynes prevendo que a cooperação entre as nações traria uma era de inédita prosperidade universal foi muito aplaudido, mas o resultado prático de Bretton Woods foi que os americanos ganharam acesso aos mercados antes dominados pelo desdentado império britânico, e a prosperidade universal que veio se concentrou principalmente nos Estados Unidos.
Keynes morreu pouco depois de Bretton Woods. A derrota da sua visão do que poderia ter sido, pela imposição americana, tem uma ponta de ingratidão: afinal, foi ele o teórico do dirigismo econômico de Roosevelt que salvou o capitalismo americano de si mesmo na crise dos anos 30. Filhotes do keynesianismo, como no Brasil do PT, tiveram a mesma sorte das boas intenções do lorde. O discurso foi bonito, mas ganhou o outro lado. E o pesadelo continua.

(*) Luis Fernando Veríssimo é escritor