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quinta-feira, 20 de abril de 2017

RIVISTA DO MINO

CARTUNISTA MINO TEM MURO PICHADO E RESPONDE COM GRAFITE
Encontrar paredes pichadas em Fortaleza não é exatamente incomum. Mas o que fazer quando a pichação for na porta de casa? Para o cartunista cearense Hermínio Macêdo Castelo Branco, ou simplesmente Mino, que teve a frente da sua residência pichada durante o Carnaval deste ano, o caminho foi um só. O desenhista transformou a pichação em grafite. "Fiz isso para o pichador entender que há outro lado. Que ele pode caminhar para o grafite, uma obra de arte popular", considera. "(o grafite) existe em todo lugar do mundo". A arte urbana dos sprays tem ganhado cada vez mais as ruas de Fortaleza. Painéis tomam conta de avenidas de grande fluxo na Capital, como as avenidas Antônio Sales, Domingos Olímpio e Duque de Caxias. Coletivos como o Acidum Project rodam o País (e o mundo) com o trabalho de intervenção artística. Para Mino, ainda existe uma discussão necessária a ser realizada sobre a atividade. "O pichador é um artista ou apenas uma pessoa que protesta de forma grosseira e agressiva para mostrar o repúdio para a sociedade?", provoca. O desenho ficou na parede de casa, no bairro Papicu, durante uma semana. "Eu acho que o pichador viu e entendeu o recado", brinca. "Agora estou notando que os pichadores estão invadindo as propriedades privadas. Antigamente existia um código de honra. Agora, olho pra cidade e me preocupo". O episódio despertou no cartunista um desejo de compreender a política do pichador. "Vivemos em uma sociedade que precisa ser estudada, precisamos entender por que as pessoas agem dessa forma", explica. "A sociedade deve se preocupar com a razão por trás das coisas. A mídia noticia os crimes, mas não se preocupa em mostrar para a sociedade o motivo. Como se não existisse um aspecto sociológico".

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