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quinta-feira, 9 de março de 2017

COMUNICADO DO BLOG

O Borjão comunica que por motivos técnicos o Blog do Borjão só receberá novas atualizações a partir de Abril de 2017.

segunda-feira, 6 de março de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Lembre-se: todo Carnaval tem seu fim. Então, ame, tenha fantasias, dance e cante. Agora preste atenção: a batucada parou, tire a fantasia.” (ALEXSANDRA ZULPO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

BRASIL TEM MELHOR SUPERÁVIT COMERCIAL PARA FEVEREIRO, A US$ 4,56 BI, DIZ MINISTÉRIO
O Brasil registrou superávit comercial de 4,56 bilhões de dólares em fevereiro, melhor resultado histórico para o mês, em mais um desempenho decorrente do aumento das exportações superior ao observado nas importações. O resultado foi melhor que a estimativa de um saldo positivo em 3,27 bilhões de dólares, segundo pesquisa Reuters. Em fevereiro, as exportações tiveram alta de 22,4 por cento ante igual mês de 2016, pela média diária, a 15,472 bilhões de dólares, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Já as importações cresceram 11,8 por cento ante fevereiro do ano passado, também pela média diária, a 10,912 bilhões de dólares. No acumulado do ano, o saldo comercial do Brasil chegou de 7,285 bilhões de dólares, acima dos 3,958 bilhões de dólares observados no primeiro bimestre de 2016. As exportações em janeiro e fevereiro somaram 30,383 bilhões de dólares, crescimento de 20,5 por cento, pela média diária, ante o mesmo período do ano passado, enquanto as importações subiram 9,2 por cento no bimestre, para 23,099 bilhões de dólares. O movimento dos primeiros meses de 2017 destoa daquele verificado nos dois últimos anos, quando o superávit na balança comercial se deu pela queda maior nas importações que nas exportações, em meio à recessão econômica. Desta vez, o valor mais alto das commodities, que exercem importante peso na pauta de trocas comerciais, vem ajudando o país. Para 2017, o MDIC projeta um superávit semelhante ao de 2016, da ordem de 47,7 bilhões de dólares, mas com aumento de exportações e importações na esteira da recuperação da economia. 
CATEGORIAS
Em fevereiro, as exportações foram puxadas pelo desempenho dos produtos básicos, cuja alta foi de 48,3 por cento ante o mesmo mês do ano passado. As exportações de manufaturados e semimanufaturados tiveram aumento mais modesto, de 5,7 por cento e 2 por cento, respectivamente, na mesma base de comparação. No lado das importações, em fevereiro, houve forte crescimento na compra de combustíveis e lubrificantes, com alta de 34,9 por cento na comparação com fevereiro do ano anterior, e e 16,3 por cento em bens intermediários. Já as compras de bens de capital --um termômetro para o investimento-- e de bens de consumo recuaram 9,8 por cento e 4,4 por cento, respectivamente.

INTOCADA? AMAZÔNIA TEM ESPÉCIES PLANTADAS POR POVOS ANTIGOS, INDICA ESTUDO
Espécies de árvores domesticadas e distribuídas na Bacia Amazônica pelos povos indígenas antes de 1492 continuam a desempenhar um papel importante nas florestas modernas, é o que revela um novo estudo que refuta a ideia de que a Floresta Amazônica foram praticamente intocadas pelos seres humanos. Domesticar uma planta significa que ela foi tirada do seu ambiente natural e plantada de uma forma que possa ser útil aos humanos, como perto de casas, por exemplo. Quando uma planta é domesticada prevalecem características genéticas como frutos maiores, menos caroços ou árvores mais baixas para facilitar a colheita. Os cientistas identificaram 85 espécies que foram brevemente, parcialmente ou totalmente domesticadas por povos pré-colombianos (civilizações que se desenvolveram na América antes da chegada do colonizador europeu). De acordo com a pesquisa, essas espécies domesticadas eram cinco vezes mais propensas a serem dominantes do que as plantas não domesticadas. Na Amazônia, a domesticação vegetal começou há mais de 8.000 anos. Durante o estudo, publicado pela revista Science, os cientistas analisaram um conjunto de dados existentes que captura 1.170 parcelas florestais e mais de 4.000 espécies de plantas da região. A pesquisa realizada por uma equipe internacional de ecologistas e cientistas, foi conduzida pela brasileira Carolina Levis, doutoranda do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas) e da Universidade de Wageningen. Os resultados sugerem que a influência humana desempenhou um papel importante e duradouro na distribuição de espécies de plantas e, teoricamente, poderia ser usada para descobrir áreas não identificadas da civilização anterior.
CASTANHEIRAS
O estudo também identificou regiões da Amazônia que atualmente concentram grande diversidade e populações de espécies domesticadas. A Amazônia Sudoeste, onde grandes povoamentos de castanheiras permanecem como uma base de subsistência dos moradores locais, é um exemplo. A pesquisa retoma um debate da comunidade científica: os seres humanos enriqueceram as florestas na Amazônia com espécies domesticadas ou escolheram viver perto de matas naturalmente ricas nessas espécies? Por outro lado, em outras regiões como o Escudo Guiana, as espécies domesticadas estão menos bem representadas e a relação entre elas e os sítios arqueológicos é menos clara, destacando a necessidade de mais estudos sobre a história da ocupação amazônica. Para os pesquisadores, também é preciso avaliar o nível até o qual a história recente do assentamento amazônico afetou a distribuição e abundância de espécies domesticadas na Bacia Amazônica. Embora o número relativamente pequeno de espécies domesticadas utilizadas no estudo tenha sido suficiente para revelar um forte sinal humano em florestas modernas, os autores apontam que esses indícios podem ser ainda mais fortes, uma vez que centenas de outras espécies de árvores amazônicas também foram gerenciadas por povos pré-colombianos, mas não foram domesticados. Em 2015, um estudo publicado pela revista Proceedings of the Royal Society B apontava que a Amazônia foi profundamente influenciada pelos humanos que habitaram a região há cerca de dois mil anos. No artigo "A domesticação da Amazônia antes da conquista europeia", os pesquisadores afirmam que a variedade de tipos de plantas úteis aos seres humanos e de um tipo de solo conhecido como terras pretas de índio nos sítios arqueológicos podem ser considerados indícios de que as sociedades da Amazônia antiga intervieram no ambiente.

QUE TAL UM E-MAIL ESPERTO? GOOGLE INBOX DEVE GANHAR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O Google deve liberar muito em breve duas novas funções para o aplicativo de e-mail Inbox. Segundo o site Android Police, especializado no sistema operacional do Google, uma versão em desenvolvimento do app traz um sistema de prévias (aquele breve resuminho do que está escrito na mensagem) com base em inteligência artificial e um novo recurso de filtragem de mensagem. No primeiro caso, o sistema vai aprender a selecionar que parte do texto do e-mail é mais interessante para te mostrar no resumo. Normalmente, o que aparece são as primeiras frases escritas. A ferramenta, com o tempo, também vai ser capaz de identificar a parte "mais importante" da mensagem e priorizar quais e-mails você vai preferir abrir primeiro. Já a filtragem funcionará com um novo botão na barra de tarefas do Inbox, usado para classificar mensagens. Ainda não se sabe quais seriam as opções de classificação, mas é provável que data e nome do remetente sejam algumas delas. Os usuários do Inbox em inglês devem ter acesso primeiro às novidades, mas de qualquer forma elas ainda não foram oficializadas pelo Google, então não se sabe ao certo quando serão lançadas. 

COLÍRIO DO BLOG

ESPECIAL DE CARNAVAL NO COLÍRIO DO BLOG
Depois do descanso do Carnaval, o Blog disponibiliza 07 gotas de saudáveis Colírios: Musas e rainhas de bateria, que encantaram as passarelas do Samba no Carnaval 2017.








EFEITOS COLATERAIS DO COLÍRIO DO BLOG
Aumento da frequência cardíaca e falta de ar e insônia.

PRECAUÇÕES
O uso prolongado pode causar dependência. Se persistirem os sintomas, consulte um médico.


CAUSOS DO BLOG

OBRIGADO É PAGA
por Geraldo Duarte*

Das histórias contadas pelo administrador e professor Marcos Eliano Tavares Ribeiro, uma dedica-se a Geraldo de Dera, seu conterrâneo e antigo possuidor de oficina de consertos de autos.
Até hoje, o lembrado mecânico mauritiense continua personagem marcante nos causos da cidade. Por façanhas inesquecíveis e marcadas pelas tiradas críticas. Às vezes, satíricas, porém, sempre relegadas ou, consideradas de somenos, dada sua competência técnica.
Também os habituais resmungos não eram levados em conta.
Conhecedor das presepadas e rabugices comuns a Dera, um cliente resolveu fingir a existência de defeito no recém-adquirido automóvel e, sem trocadilho, pregar-lhe uma peça.
Estacionou o carro na porta da mecânica e desligou o cabo de uma das velas do motor. Entrou, anunciou ter havido uma pane no veículo e solicitou exame e reparo.
Manhã tranquila, mesmo tendo identificado aquele simples desligamento, o profissional empurrou a viatura para o interior do galpão e solicitou ao proprietário retornar no fim da tarde.
Aproveitou a ocasião para conhecer as inovações do novo modelo, desmontou alguns componentes e remontou-os. Ao anoitecer, com a chegada dono, foi-lhe dito que o serviço estava concluído e ouviu um “Muito obrigado! vi que você colocou o cabo de vela solto no lugar”.
Dera, surpreso, disse “De nada!” e convidou o freguês a acompanhá-lo até a bodega vizinha.
Ali, pediu arroz, feijão, açúcar, café e outros produtos e, ao sair, falou para o merceeiro: “Muito obrigado!”. Ao “Como assim?” do bodegueiro, a resposta: “É o mesmo pagamento que recebi deste cidadão por um dia de trabalho!”.

(*) Geraldo Duarte é advogado, administrador e dicionarista.

SUA CIDADE NO PASSADO

NATAL-RN NO ANO DE 1937  
Praça Pedro Velho em Natal-RN-Brasil no ano de 1937.

CIRCULA NA INTERNET

VAI MEXER

IMAGEM DO DIA

Uma beleza de imagem da nossa aconchegante Fortaleza-CE-Brasil.

PIADA DO BLOG

JOÃOZINHO, O FUJÃO!
Joãozinho era um capetinha. Não dava sequer um segundo de sossego. Os pais precisaram sair e deixaram o garoto trancado dentro de casa. Joãozinho, muito esperto, subiu num armário, tirou três telhas do teto e escapou pelo buraco. Quando os pais voltaram, viram ali o buraco e trataram logo de arrumar. O marido, que era muito magrinho, subiu nas costas da mulher, que era uma gorda enorme, e começou a tampar o buraco, colocando novamente as telhas no lugar. Tocam a campainha e o Joãozinho foi atender.
- Seu pai está?
- Ele tá, sim senhor, mas não pode atender agora.
- Por que não?
- Porque ele tá em cima da minha mãe, tampando o buraco por onde eu saí!

TEXTO DO BLOG

A DOR DA TRAIÇÃO
por Alberto Lima*

"Um parceiro amoroso sabe quando o outro não está presente e isso independe de tê-lo fisicamente ao seu lado. O que ele percebe é uma paradoxal forma de ausência: o corpo comparece; a alma, não. A partir dessa constatação é comum que se repita uma sequência de fatos que desemboca em muito sofrimento e em uma terrível quebra da confiança em si mesmo. É praticamente impossível precaver-se de uma situação como essa, mas aqueles que se conhecem bem podem minimizar os seus efeitos.
Em geral, num primeiro momento, aquele que se sente abandonado teme explicitar a situação porque acha que isso pode levar embora de vez o ser amado. Com o passar do tempo, a certeza de que a qualidade do contato se esvai faz com que ele resolva se abrir. Seu pedido oculto é: "Diga-me que você não foi embora! Prove que meus olhos falham e que meu coração se engana." O abandonado é o primeiro a revelar a situação porque sabe que o poder está nas mãos do abandonador, do qual se sente refém. A esperança de ser capaz de sair do tenebroso cativeiro é que o leva a jogar luz sobre o que se passa. Ao medo de perder seu amor se sobrepõe o medo de sucumbir à exclusão, essa espécie de "morte".
O abandonador, por sua vez, sabe que tem as rédeas. Acusado de abandono, nega. Como pode ser ausente alguém que, afinal, "está lá"? Ele também se sente dividido, mas procura preservar a história "oficial". O abandonado silencia por um período. Mas o tempo o castiga com a renovação de seus temores e ele insiste em chamar o parceiro ao contato.
A negação persiste, não raro acompanha de requintes como a inversão da situação e tentativas de minar a autoconfiança do parceiro. Este, então, vai buscar outras maneiras de aferir suas intuições: invade a caixa postal do celular e os e-mails do parceiro, faz vistoria na carteira e no extrato do cartão de crédito. Por fim, como se pode prever, identifica onde e com quem se encontra a alma dele. Sente-se mal por ter atravessado barreira éticas, mas justifica seus atos como tentativas de salvaguardar o senso de saúde e integridade. Pensa assim: "Se ele não é ético comigo, então que se detone a ética entre nós e se instale a perversão: ao poder do sonegador, responderá o 'legítimo' poder do aviltado."
O próximo passo consiste em o abandonado submeter o abandonador às evidências da traição. É possível que tente humilhá-lo para causar nele a mesma dor de que foi vítima. Porém, à pessoas assim, esquivas a humilhação não faz nem cócegas. O feitiço, então, acaba por voltar-se contra o feiticeiro: o abandonado se sente responsável pela traição e se tortura por isso. O abandonador sai ileso e ele, aos frangalhos.
O caráter "nelson-rodrigueano" desse drama revela o quanto as pessoas envolvidas são marionetes nas mãos de seus próprios inconscientes. O autoconhecimento é o único antídoto capaz de proteger os envolvidos numa história assim. Permitirá àquele que trai que assuma seus atos e tenha coragem de encarar - e propor - o fim do relacionamento, e a vítima da traição que não se sinta culpada pelo próprio sofrimento e que preserve a confiança em si mesma. O conhecimento do outro, principalmente em seus aspectos ocultos e sombrios, também é importante. Ainda que doa, a decepção traz como benefício o descortinar dessas facetas."

(*) Alberto Lima, psicoterapeuta de orientação junguiana, é professor-doutor em Psicologia Clínica e autor de O Pai e a Psique (Editora Paulus) e de Alma: Gênero e Grau (Editora Devir).